CÂNCER DE MAMA


 

O que é Câncer

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida. Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma. Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).

 

Introdução

Câncer de mama é um tumor maligno que ocorre na mama,  devido a um crescimento anormal e acelerado  de células cancerosas. Atualmente, o tumor maligno da mama é o de maior incidência em mulheres. Dentre os cânceres, o de mama é o que reage melhor ao tratamento, sendo que a média de sobrevida e mesmo o número de curas é maior nessa afecção.  O maior risco de aparecimento da  doença está na faixa dos 45 aos 60 anos, sendo que dos 60 aos 70 anos começa a cair o número de casos registrados. O diagnóstico precoce é fundamental para o êxito do tratamento, particularmente no câncer de mama. 

 

A ausência de metástases condiciona o tratamento: se o tumor não se propagou, as chances são muito maiores. A propagação se inicia pelos gânglios linfáticos (nódulos existentes no sistema linfático) localizados na axila. Os carcinomas  invadem a pele com muita rapidez e provocam metástases com relativa facilidade. Os sarcomas evoluem com lentidão, desenvolvem metástases por via sanguínea e geralmente são curados com cirurgia radical (retirada da mama, se não houver a propagação à distância). Existe também o câncer inflamatório, também chamado mastite carcinomatosa, que é algo semelhante a um processo supurativo da mama. 

 

O câncer de mama tem alta tendência a propagar-se, espalhando-se  e afetando órgãos vizinhos e distantes. Essa propagação é a causa da incurabilidade do tumor. Através da penetração da circulação linfática e sanguínea, as células cancerosas invadem os pulmões, o cérebro, o fígado, os ossos, os tecidos moles e outros. Este tipo de câncer representa nos países ocidentais  uma das principais causas de morte em mulheres.

 

Incidência

·         O câncer de mama tem incidência maior no Ocidente e nos países desenvolvidos.

·         O câncer de mama é uma das principais causas de morte entre mulheres de países ocidentais.

·         A doença é rara antes dos 20 anos, e a incidência vai aumento com a idade.

·         O câncer de mama é a maior causa de morte de mulheres entre 35 e 55 anos de idade.

·         Quem tem irmã ou filha com a doença apresenta 2 vezes mais risco de câncer de mama.

·         Cerca de 85% de todos os cânceres de mama começam nos ductos mamários.

·         A taxa de queda de recidivas entre pacientes que são tratadas com medicamentos anti-hormonais fica em torno de 45%.

·         A radioterapia intra-operatória reduz em até 4 vezes a probabilidades de recidivas da doença.

·         A taxa de recidivas com o uso de quimioterápicos de última geração fica em torno de 35%.

·         A reposição hormonal deixa a mulher 20% mais vulnerável à doença.

·         Incidência bem maior em mulheres pós-menopausadas.

·         Casos de câncer de mama atingem 1% dos homens.

·         Estudos comprovam que quanto mais elevada a escolaridade, maior é a chance da mulher descobrir o câncer e sobreviver a ele.  Muitas mulheres com baixa escolaridade, quando procuram ajuda, o câncer de mama já está em um estágio avançado e geralmente com metástase.

 

Tipos de malignidade na mama

Não invasivo:

·         Carcinoma in Situ.

·         Carcinoma Ductal in Situ.

·         Carcinoma Lobular in Situ.

Invasivo:

·         Carcinoma Ductal Infiltrante.

·         Carcinoma Lobular Infiltrante.

·         Carcinoma Medular.

·         Câncer Mucinoso.

·         Câncer Ductal Tubular.

·         Carcinoma inflamatório.

·         Doença de Paget.

 

Fatores de valor epidemiológico

Os fatores de valor epidemiológicos comprovados que se relacionam ao câncer de mama são os seguintes:

 

·         Menarca precoce.

·         Menopausa tardia.

·         Primeira gestação tardia.

·         Nuliparidade.

·         Doença mamária benigna.

·         Exposição à radiação ionizante.

·         História familiar de câncer de mama.

·         Câncer prévio de mama.

 

Fatores de risco

Cada tipo de câncer possui seus fatores de risco específicos. Os fatores de risco aumentam a probabilidade de se desenvolver a doença, mas não garante que ela venha a ocorrer.

 

·         Sexo: as mulheres têm muito mais câncer de mama do que os homens.

·         Idade: 70% dos casos ocorrem em mulheres acima de 50 anos de idade.

·         Menarca precoce:  mulheres que menstruaram muito cedo têm maior risco de câncer de mama.

·         Nuliparidade: mulheres que nunca tiveram filhos.

·         Menopausa tardia.

·         Primeira gravidez tardia: mulheres que engravidaram depois dos 30 anos de idade.

·         Histórico familiar: ter duas mulheres na família que tenham tido câncer de mama antes da menopausa aumenta o risco.

·         Fator genético: dois genes já foram relacionados ao câncer de mama BRCA1 e BRCA2. Mulheres com esses genes têm maior predisposição para câncer de mama.

·         Tempo de exposição à radiação:  quanto maior e mais intenso a exposição, maior risco. A exposição à radiação pode causar mutação celular, principalmente em jovens.

·         Raça: mulheres brancas de origem européia correm maior risco.

·         Mulheres com histórico de doença fibrocística da mama.

·         Mulheres com histórico de nódulos benignos  constantes na mama.

·         Mulheres com histórico de hiperplasia mamária.

·         Mulheres com histórico de câncer prévio numa mama.

·         Terapia de reposição hormonal.

 

Relacionados ao ambiente:

 

·         Exposição a produtos químicos e tóxicos.

·         Exposição a campos eletromagnéticos.

 

Relacionados ao estilo de vida:

 

·         Alcoolismo.

·         Obesidade: a gordura causa elevação do estrogênio e pode reter resíduos de hormônios e produtos químicos, ambos prejudiciais à saúde.

·         Má-alimentação ou dieta inadequada: estudos comprovam que a dieta vem sendo apontada como um fator de risco, principalmente quando esta dieta é excessivamente rica em gorduras, carboidratos e proteínas.

·         Tabagismo.

 

Obs:  Os fatores relacionados ao estilo de vida  podem ser controlados e modificados. A incidência de retorno do câncer de mama ou de metástases é muito maior nas mulheres que não mudam o seu estilo de vida e não corrigem as disfunções de base.

 

Fatores de proteção

Determinados fatores podem ser considerados protetores em relação ao desenvolvimento do câncer de mama e podem contribuir para diminuir o risco:

 

·         Exercício vigoroso regular: estudos mostram que o exercício pode retardar a menarca, suprimir a menstruação e, semelhante à gestação, reduzir o número de ciclos menstruais ovulatórios. Da mesma maneira, o exercício diminui  os lipídios corporais, onde os estrogênios são armazenados e produzidos a partir de outros hormônios esteroidais.

·         Aleitamento materno: é considerado um fator que diminui o risco porque ele impede o retorno da menstruação, diminuindo novamente a exposição ao estrogênio endógeno.

·         Gestação a termo antes dos 30 anos de idade: é um fator de proteção, porque os hormônios protetores são liberados apos a expulsão do feto, com a finalidade de reverter para a normalidade a proliferação das células na mama, o que acontece com a gestação.

 

Câncer de mama em homens

O câncer de mama em homens é raro e a idade ao diagnóstico é após os 55 anos, embora homens de todas as idades possam ser acometidos. A sua etiologia é desconhecida, porém o desenvolvimento da doença está relacionado à exposição a fatores de risco.  O câncer de mama no homem representa menos de 1% de todos os carcinomas de mama. Diferentemente das mulheres, a faixa etária mais  acometida fica entre os 55 e 65 anos, embora homens de todas as idades possam ser afetados pela doença.  Estudos comprovaram como fatores de risco:

 

·         A hereditaridade, sendo a incidência aumentada em homens que tenham mulheres com câncer de mama na família, principalmente entre parentes de primeiro grau, a exemplo da mãe ou da irmã que tiveram a doença.

·         Exposição a radiações.

·         Estrogenoterapia.

·         Doenças associadas com hiperestrogenismo tais como cirrose hepática e síndrome de Klinefelter.

·         Orquite, uma complicação freqüente da caxumba.

·         Fator ambiental: trabalhar ou viver em ambientes com temperatura elevada pode acarretar um efeito supressivo da função testicular.

 

O carcinoma ductal infiltrante é a neoplasia maligna mais comum que afeta a mama masculina. Mais da metade dos carcinomas da mama pertence ao grau histológico II. Quanto ao estádio clínico, a maioria dos carcinomas de mama masculina são diagnosticados no estádio III, devido em grande parte à fixação do tumor à pele em decorrência das pequenas dimensões da mama do homem. O envolvimento de linfonodos e metástase hematogênica da doença são semelhantes àqueles encontrados na mulher. O estadiamento do câncer de mama masculino é idêntico ao sistema TNM para o câncer de mama feminino. Os fatores prognósticos que têm sido avaliados incluem o tamanho da lesão e  presença ou ausência de metástase linfonodal.

 

A proximidade dos tumores à aréola e à musculatura do grande peitoral, com invasão deste, determina como cirurgia de escolha a mastectomia radical para o câncer operável de mama no homem. Quando o diagnóstico é feito nas fases mais iniciais, as mastectomias radicais modificadas é o tratamento cirúrgico padrão. A linfadenectomia axilar deve sempre ser realizada nos carcinomas invasivos da mama masculina, pois o índice de comprometimento lifonodal é elevado. A radioterapia pode reduzir a recidiva locorregional após  a mastectomia e está indicada nos casos de comprometimento de quatro ou mais linfonodos axilares, tumores primários grandes e margens de ressecção do tumor primário comprometidas.

 

Como aproximadamente 85% de todos os carcinomas de mama em homem têm receptor de estrógeno e 70% têm receptor de progesterona positivo, a hormonioterapia tem sido a base da terapêutica sistêmica associada à quimioterapia. A associação de quimioterapia à hormonioterapia  pode aumentar a sobrevida na mesma proporção que no câncer de mama feminino.

 

A sobrevida é similar àquela de mulheres com câncer de mama, porém há uma falsa impressão de pior prognóstico no homem, o que é explicado por uma tendência de diagnóstico mais tardio já que o homem não pode utilizar os métodos preventivos que a mulher tem acesso: a  mamografia e o auto-exame das mamas.

 

Câncer de mama e a gestação

Os potentes hormônios liberados durante a gestação estimulam alterações no tecido mamário. De 2 a 5% dos cânceres de mama têm relação com a gestação. A detecção de massas é mais difícil durante a gestação.  Quando uma massa é encontrada durante a gestação, o ultra-som é o método diagnóstico preferido porque não envolve a exposição à radiação, embora a mamografia com a proteção adequada possa ser realizada.  O tratamento é basicamente idêntico ao empreendido em outras mulheres, embora a radiação esteja contra-indicada.  Alguns oncologistas começam a quimioterapia tão precocemente quanto na 16ª.° semana de gestação, porque nesse momento, os órgãos fetais já estão formados.  

 

Quando o tratamento sistêmico é necessário, uma cesariana pode ser realizada logo que a segurança para o feto assim permita. Quando a doença  agressiva é detectada no início da gestação e a quimioterapia está aconselhada, o término da gestação (aborto)  é uma questão com que algumas pacientes se defrontam.   Quando uma massa é encontrada enquanto uma mulher está em fase de aleitamento, ela é instruída a suspender o aleitamento, para permitir que a mama involua (retorne ao seu estado basal), antes de realizar qualquer cirurgia.  Geralmente, as mulheres são aconselhadas a esperar dois anos para engravidar, depois do término do tratamento do câncer.

 

Câncer de mama  HER2

O câncer de mama HER2 positivo é um tumor que tem como característica uma proteína encontrada em excesso na superfície de células. Sua evolução é mais rápida e, por isso, é considerada uma das formas mais agressivas do câncer de mama. O diagnóstico deste tipo de câncer é importante, pois além de ser mais agressivo, o HER2 requer tratamento específico.  Atualmente, especialistas chamam a atenção para a necessidade de realização do teste HER2, em todas as pacientes com câncer de mama. No exame, uma amostra de tumor é extraída da paciente a fim de detectar a presença do câncer de mama HER2 positivo.

Diagnóstico precoce para câncer de mama

O diagnóstico precoce é o emprego de exames para verificar a existência de um problema de saúde em pessoas que não apresentam sintomas. O diagnóstico precoce do câncer é importante porque a identificação da doença quando ainda não há sintomas, geralmente significa que a doença está em estágio inicial, onde as chances de cura são maiores.   No caso específico do câncer de mama, estão as mulheres que se enquadram nas seguintes condições:

·         Idade acima de 40 anos.

·         Que tem ou já teve câncer de endométrio e ovário.

·         Que tem história de câncer de mama em parentes do primeiro grau.

·         Mulheres com histórico de doença fibrocística da mama.

·         Mulheres com histórico de nódulos benignos  constantes na mama.

·         Mulheres com histórico de hiperplasia mamária.

·         Mulheres com histórico de câncer prévio numa mama.

·         Mulheres que fizeram o aconselhamento genético e detectou a presença de um dos genes BRCA1 e BRCA2, têm maior predisposição para câncer de mama.

Os exames utilizados para o diagnóstico precoce do câncer de mama são os seguintes:

·         Mamografia.

·         Ultrassonografia mamária.

 

Sinais e sintomas

O câncer de mama pode ocorrer em qualquer local no órgão, porém a maior parte é encontrada no quadrante superior externo, onde se localiza a maior parte do tecido mamário. O sinal mais característico é o nódulo, geralmente descoberto quando a mulher se banha,  troca de roupas ou faz o auto-exame. É importante a mulher fazer sempre um auto-exame também deitada.

 

Nos casos de lesão avançada há alterações na pele, facilmente visíveis, e o "caroço" já pode ter chegado até 5 cm de diâmetro.  Nessa fase, a pele do local adquire um aspecto de "casca de laranja". Isso indica que o câncer já começou a se espalhar.  O sinal de generalização é a  "íngua axilar", um caroço que cresce na axila.  Em casos muito avançados, há ulcerações da pele, aumento do volume tumoral e metástase atingindo ossos, pulmões e outras partes do organismo.  Geralmente, a mulher procura o médico devido às seguintes queixas:  

 

Fase inicial:

·         Presença de nódulo ou tumor no seio palpável, acompanhado ou não de dor, na mama alterada.

·         Presença de nódulos palpáveis na axila.

·         A mulher se queixa de que uma mama está menor que a outra, ou uma mama está mais para o lado do que a outra (assimetria das mamas).

 

Obs: O nódulo indolor aparece na mama, mais freqüentemente no quadrante superior externo; pode ser móvel e isolado.

 

Características no nódulo: Geralmente, as lesões nodulares são indolores, em vez de dolorosas; fixas, em vez de móveis; e com bordas  endurecidas e irregulares, em de encapsuladas e lisas. Quando ocorre dor, esta pode estar ligada ao câncer de mama em estágios mais avançados.

 

Fase avançada:

 

·         Sangramento nos mamilos.

·         Aumento grande da mama, devido ao crescimento do tumor.

·         Presença de nódulos palpáveis na axila

·         Dor local: a dor geralmente está ausente nessa patologia, exceto nos estágios finais.

·         Ferida na mama: nesses casos a ulceração aparece nos estágios finais.

·         Alterações na pele que recobre a mama como abaulamentos ou trações de pele, parecidas com casca  de uma laranja.

·         Retração de mamilo.

·         Exteriorização do tumor.

 

Diagnóstico

·         Anamnese.

·         Exame físico.

·         Exame clínico.

·         Exame clínico das mamas (realizado por médico ou enfermeira treinados pode detectar tumor de até 1 cm, caso o tumor seja superficial).

·         Exames laboratoriais.

·         Mamografia: Exame realizado por um aparelho chamado mamógrafo, que tira radiografia das mamas; permite a detecção precoce  do câncer, podendo detectar lesões em fase inicial (milímetros). O desconforto provocado  pelo exame é discreto e suportável.

·         Rx do tórax.

·         Cintilografia Osséa.

·         Ultrassonografia mamária.

·         Biópsia aspirativa com agulha fina:  por meio de uma agulha fina, o exame permite através de sucção aspirar fragmentos do tecido suspeito. Esse procedimento é realizado após a mamografia e a ultra-sonografia que já detectaram o local da lesão. Algumas pacientes se queixam que esse procedimento causa dor.

·         Biópsia excisional: procedimento que consiste na ressecção ampla da lesão incluindo o tecido normal em toda a circunjacência. Está indicada para lesões pequenas nas quais se possam garantir margens cirúrgicas livres de neoplasia. Procedimento realizado sob anestesia geral.

·         Biópsia incisional: procedimento que  consiste na retirada de uma amostra de lesão tumoral, que deve ser feita na periferia do tumor para excluir área de necrose e para incluir também tecido normal. Pode ser realizado sob anestesia local.

·         Mamotomia estereotáxica: uma agulha do calibre de uma caneta esferográfica, com uma espécie de bisturi em seu interior, retira amostras do tecido mamário para análise. O procedimento é feito com anestesia local e dura menos de uma hora. Reduz em até 70% a necessidade de procedimentos cirúrgicos para biópsia.

·         Lavagem dos ductos mamários:  ainda em fase experimental, essa nova técnica de biópsia consiste em injetar, por meio de uma agulha finíssima introduzida no centro do bico da mama, soro fisiológico nos ductos mamários. Ao ser aspirado de volta, o líquido traz junto células da região para ser examinadas. Procedimento recomendado para mulheres expostas a alto risco.

 

Obs: A técnica de biópsia por congelação é executada durante o ato cirúrgico, no nódulo excisado ou incisado, permitindo o conhecimento imediato do resultado do exame histopatológico: maligno ou benigno.

 

Com o uso aumentado da mamografia, um maior número de mulheres estão procurando tratamento em um estágio mais precoce da doença. Essas mulheres podem ou não apresentar sintomas e nenhuma nodosidade palpável, porém as lesões anormais são detectadas pela mamografia. Infelizmente, muitas mulheres com a doença avançada procuram o tratamento inicial só depois de ignorar os sintomas iniciais. Muitos dos cânceres descobertos pelos exames mamográficos são carcinomas in situ, ou seja, localizados e não invasivos.  Destes, pelo menos 75% permanecerão não invasivos, podendo ser removidos cirurgicamente. Dos 25% de cânceres in situ que se tornam invasivos, o número que forma metástases é muito pequeno (e o câncer de mama não metastático, raramente mata).

 

Quanto menor for o tumor, e mais precocemente diagnosticado, maiores serão as chances de cura  para a paciente e sobrevida a longo prazo.

 

Uma vez confirmado o diagnóstico de câncer, através da biópsia, realiza-se exames para estabelecer o estadiamento, que consiste em saber o estágio de evolução, ou seja, se a doença está restrita  ou disseminada por outros órgãos. O estadiamento diferencia a forma terapêutica e o prognóstico.

Os exames diagnósticos necessários para estabelecer o estadiamento:

 

·         Tomografia computadorizada do cérebro (metástase no cérebro).

·         Provas de função hepática (metástase do fígado).

·         Cintilografia óssea  (metástase nos ossos).

·         Radiografia do tórax em PA e perfil  (metástases pleurais e pulmonares).

·         Ultrassonografia abdominal: indicada para avaliação anatômica.

·         Exames laboratoriais e bioquímicos específicos.

É importante lembrar que os exames complementares devem ser solicitados de acordo com o comportamento biológico do tumor, ou seja, o seu grau de invasão e os órgãos para os quais ele origina metástases, quando se procura avaliar a extensão da doença. Isso evita o excesso de exames desnecessários.

Metástases

Freqüentemente, as células tumorais penetram na corrente sanguínea e linfática; por esse caminho são levadas a outros setores do organismo. E aí se instalam e proliferam. Formam-se então ninhos de células, que originam outras manifestações tumorais, as metástases, que  são  os tumores secundários. Essas manifestações secundárias, decorrentes de migração de células cancerosas, podem instalar-se em qualquer outro ponto do organismo. A análise do tipo de células que formam um tumor pode identificar se ele é primitivo ou se as células provêm de outro tumor, isto é, se é  uma metástase. O câncer de mama, geralmente começa a emitir metástases, só depois de atingir o número mínimo de 1 milhão de células neoplásicas.

Locais mais comuns de metástase:

 

·         Cérebro.

·         Fígado.

·         Linfonodos.

·         Ossos.

·         Pele.

·         Pleura.

·         Pulmão.

Estadiamento do tumor

Mama

CID- 0 C50

A prática de se dividir os casos de câncer em grupos, de acordo com os chamados estádios, surgiu do fato de que as taxas de sobrevida eram maiores para os casos nos quais a doença era localizada, do que para aqueles nos quais a doença tinha se estendido além do órgão de origem.  O estádio da doença, na ocasião do diagnóstico, pode ser um reflexo não somente da taxa de crescimento e extensão da neoplasia, mas também, do tipo de tumor e da relação tumor-hospedeiro.

 A classificação do tumor maligno tem como objetivos:

·         Ajudar o médico no planejamento do tratamento.

·         Dar alguma indicação do prognóstico.

·         Ajudar na avaliação dos resultados de tratamento.

·         Facilitar a troca de informação entre os centros de tratamento.

·         Contribuir para a pesquisa contínua sobre o câncer humano.

O sistema de classificação TNM - Classificação of Malignant Tumours, desenvolvido pela American  Joint Committee on Cancer, é um método aceito e utilizado para classificação dos tumores.

·         (tumor),  a extensão do tumor primário.

·         N (linfonodo), a ausência ou presença e a extensão de metástase em linfonodos regionais.

·         M (metástase), a ausência ou presença de metástase à distância.

A adição de números a estes três componentes indica a extensão da doença maligna. Por exemplo:

T0, T1, T2, T3, T4 / N0, N1, N2, N3 / M0, M1

Regras para classificação:

A classificação é aplicável somente para carcinomas, tanto para mama feminina quanto masculina. Deve haver confirmação histológica da doença. A sub-localização anatômica de origem deve ser registrada, mas não é considerada na classificação

Os procedimentos para avaliação das Categorias T, N e M são os seguintes:

·         Categorias T:    Exame físico e diagnóstico por imagem.

·         Categorias N:   Exame físico e diagnóstico por imagem.

·         Categorias M:   Exame físico e diagnóstico por imagem.

Regiões e sub-regiões anatômicas:

·         Mamilo  (C50.0).

·         Porção central  (C50.1).

·         Quadrante superior-interno  (C50.2).

·         Quadrante inferior-interno  (C50.3).

·         Quadrante superior-externo  (C50.4).

·         Quadrante inferior-externo  (C50.5).

·         Prolongamento axilar  (C50.6).

Linfonodos regionais:

Os linfonodos regionais são os seguintes:

1. Axilares (homolaterais): linfonodos interpeitorais (Rotter) e os linfonodos ao longo da veia axilar e suas tributárias, que podem ser divididos nos seguintes níveis:

·         Nível  I (axilar inferior): linfonodos situados lateralmente à borda lateral do músculo peitoral menor.

·         Nível II (axilar médio): linfonodos situados entre as bordas medial e lateral do músculo peitoral   menor e os linfonodos interpeitorais (Rotter).

·         Nível III (axilar apical): linfonodos apicais  situados medialmente à margem medial do músculo peitoral menor, incluindo aqueles designados como subclaviculares, infraclaviculares.

Obs: Os linfonodos intramamários são classificados como linfonodos axilares nível I. 

2.Infraclaviculares (subclaviculares) (homolaterais).
3. Mamários internos (homolaterais): linfonodos localizados nos espaços intercostais, ao longo da borda do esterno, na fáscia endotorácica.

         4. Supraclaviculares (homolaterais).

Qualquer outra metástase em linfonodos é classificada como metástase à distância (M1), incluindo os linfonodos, os cervicais ou mamários e os internos contralaterais.

 

 

CÂNCER DE MAMA

ESTÁDIOS  

DESCRIÇÃO

Estádio 0

Carcinoma in situ: carcinoma intraductal, ou carcinoma lobular in situ;  ausência de metástase em linfonodos regionais; ausência de metástase à distância.

Estádio  I

Tumor de 2 cm ou menos em sua maior dimensão; ausência de metástase em linfonodos regionais; ausência de metástase à distância.

Estádio  IIa

Tumor de mais de 2cm, porém não mais de 5 cm em sua maior dimensão; ausência de metástase em linfonodos regionais; ausência de metástase à distância.

Estádio IIb

Tumor de mais de 5cm em sua maior dimensão; ausência de metástase em linfonodos regionais; ausência de metástase à distância.

Estádio  IIIa

Tumor de mais de 5cm em sua maior dimensão; presença de metástase em linfonodos; presença de metástase em linfonodos axilares, homolaterais móveis ou  fixos uns aos outros ou a outras estruturas; ausência de metástase à distância.

Estádio IIIb

Tumor de qualquer tamanho, com extensão direta à parede torácica (inclui costelas, músculos intercostais, músculo denteado anterior, mas não inclui o músculo peitoral) ou à pele; carcinoma inflamatório; presença de metástase em linfonodos mamários internos homolaterais; ausência de metástase à distância.

Estádio  IV

Tumor de qualquer tamanho e/ou  carcinoma inflamatório; com presença ou ausência de metástases de linfonodos regionais, mas com metástase à distância em outros órgãos ou tecidos.

 

 

 

Metástase pelo sistema linfático

As células cancerígenas  podem viajar por meio do sangue ou do sistema linfático e constituírem novos tumores, onde se alojam. Quando a metástase ocorre por meio do sistema linfático, locais de tumores secundários podem ser prognosticados, de acordo com a direção do fluxo linfático a partir do local do tumor primário. Linfonodos cancerígenos parecem aumentados, duros, insensíveis e fixados às estruturas subjacentes. Diferentemente, a maioria dos linfonodos que estão aumentados devido à infecção, não são duros, são móveis e muito sensíveis.

 

Tratamento

 

Médico especialista: Mastologista.  Dependendo da sintomatologia,  evolução do câncer e do acometimento de outros órgãos, outros especialistas podem ser indicados para o tratamento.

Objetivo: Reverter a evolução da doença, evitar as metástases, aumentar a sobrevida e proporcionar a maior probabilidade de cura.

Existem várias alternativas terapêuticas para o tratamento. Não é possível utilizar as mesmas alternativas para todos os casos. Fatores como o estado geral, nível de ansiedade  do paciente, características do tumor primário, recursos hospitalares e equipe multidisciplinar que vai tratar do paciente, têm peso considerável na decisão. Por causa de todas essas variáveis, a melhor opção terapêutica só pode ser definida em conjunto entre o paciente, seus familiares e o médico responsável.

 

ü  Tratamento cirúrgico.

ü  Tratamento medicamentoso.

ü  Tratamento quimioterápico.

ü  Tratamento radioterápico.

ü  Tratamento hormonioterápico.

ü  Tratamento paliativo.

 

Tratamento cirúrgico:  Existem várias alternativas para o tratamento cirúrgico  do câncer de mama. O tipo de cirurgia realizada vai depender da evolução da doença, tipo, tamanho, localização e características do tumor,  e também do estado clínico, físico e emocional da paciente.

 

·         Mastectomia:  é uma cirurgia de retirada total ou parcial da mama, associada ou não à retirada dos gânglios linfáticos da axila (esvaziamento axilar). Dependendo do tipo de mastectomia, o cirurgião pode retirar o tecido mamário juntamente com os  músculos peitorais maior e menor, em conjunto com a dissecção de um linfonodo axilar. O pós-operatório requer cuidados especiais.

·         Quadrantectomia: é uma cirurgia em que a parte da mama é preservada; é extraída apenas um quarto da mama.

·         Lumpectomia;  Procedimento cirúrgico para  conservacão da mama.  A meta da conservação da mama é remover o tumor por completo com bordas limpas, enquanto consegue um resultado cosmético aceitável.

·         Esvaziamento axilar: os vasos linfáticos ajudam a proteger o organismo de infecções e corpos estranhos. Pacientes submetidas ao esvaziamento axilar não têm o sistema linfático do lado operado tão eficiente, e por isso devem ter alguns cuidados especiais.

·         Mapeamento linfático e biópsia do linfonodo-sentinela: Esse procedimento consiste em injetar uma substância  corante na mama que identifica o primeiro gânglio. Se ele não estiver contaminado, os demais também não estão e são preservados. Com isso, diminuem muito os riscos de inchaços, infecções locais e de perda de sensibilidade dos braços, também não deixa uma área grande de cicatrização, que esteticamente pode deixar a mulher incomodada.

·         Cirurgia radioguiada:  antes da cirurgia, injeta-se uma substância radioativa para localizar com exatidão o tumor. Possibilita a extração de nódulos minúsculos, invisíveis a olho nu.

·         Radioterapia intra-operatória:  ainda na mesa de cirurgia, a paciente recebe uma dose única de radiação, durante cerca de 20  minutos. Assim, é possível dispensar as seis semanas de sessões diárias de radioterapia depois da operação. Também, não causa queimaduras na pele delicada das mamas, um dos efeitos colaterais mais devastadores da radioterapia comum.

Biópsia do linfonodo sentinela: A biópsia de linfonodo sentinela é uma nova técnica  que permite um estadiamento linfonodal mais preciso e sem morbidade de uma linfadenectomia completa. O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática do tumor primário.  Se ele contém metástase tumoral, indica que outros linfonodos, podem conter tumor. Se ele não contém tumor metastático, é improvável que os outros linfonodos contenham tumor. Ocasionalmente, existe mais de um linfonodo sentinela. No caso de câncer de mama, a biópsia do linfonodo sentinela pode predizer o status axilar, caso o resultado da biópsia seja negativo, evitando-se o esvaziamento axilar. O linfedema de membro superior (inchaço do braço) é uma conseqüência freqüente de todas as cirurgias de mama, acrescidas de esvaziamento axilar.

Contra-indicações para o tratamento conservador da mama:

 

Contra-indicações absolutas:

·         Primeiro ou segundo trimestre de gestação.

·         Presença de doença multicêntrica na mama.

·         Radiação prévia na mama ou região do tórax.

 

Contra-indicações relativas:

·         História de doença vascular do colágeno.

·         Grande proporção tumor/mama.

·         Tumor abaixo do mamilo.

 

As taxas de sobrevida depois da cirurgia conservadora da mama (lumpectomia, excisão ampla, mastectomia parcial ou segmentar e quadrantectomia), são equivalentes àquelas obtidas após a mastectomia radical modificada. No entanto, o risco de recidiva local é maior, de aproximadamente 1% por ano depois da cirurgia.  Quando a paciente experimenta uma recidiva local (aparecimento do câncer no mesmo local), o tratamento padronizado é uma complementação da mastectomia ou mastectomia de salvamento, em que o restante do tecido mamário que foi conservado é excisado, isto é, retirado.

 

As modernas técnicas de cirurgia plástica de cirurgia plástica permitem, em boa parte dos casos, a reconstrução imediata da mama perada. Já é possível até mesmo preservar os mamilos e a camada mais superficial da pele da mama, que é preenchida com uma prótese de silicone.

 

Orientação por  parte do pessoal de enfermagem quanto aos seguintes cuidados:

 

·         Sobre exercícios e cuidados com o braço do mesmo lado da mama operada, para prevenir edema braquial.

·         Em relação ao dreno, caso a paciente saia do hospital com o dreno.

·         Em relação a  ferida cirúrgica e ao curativo.

·         Limpeza da área da cirurgia.

 

Próteses externas devem ser usadas quando a região estiver totalmente cicatrizada e sob orientação médica.

 

Complicações: As possíveis complicações pós-operatórias incluem o acúmulo de sangue (hematoma) no local da incisão, infecção e acúmulo tardio de líquido serossanguinolento (seroma) depois da retirada do dreno.

 

Obs:  O tratamento da conservação da mama inclui a cirurgia e a radiação.

 

Tratamento medicamentoso:  Existem algumas drogas que podem ser usadas no tratamento do câncer de mama. O uso desses medicamentos depende basicamente do tipo de malignidade, estágio e evolução em que se encontra o tumor. Geralmente esses medicamentos são utilizados após o tratamento cirúrgico. As condições clínicas, físicas e emocionais da paciente também podem influenciar no tratamento. Algumas medicações antineoplásicas têm efeito antiestrogênico:

 

Citrato de tamoxiteno: É indicado como antiestrogênico no tratamento do carcinoma mamário. O efeito antiestrogênico está relacionado a sua capacidade em competir com o estrogênio ligando-se aos sítios dos tecidos ativos, tais como a mama.  Os efeitos colaterais do tamoxiteno são atribuídos à sua condição de antiestrogênico:

 

·         ondas de calor;

·         sangramento vaginal;

·         prurido vulvar;

·         náuseas;

·         vômitos.

 

O tratamento medicamentoso só deve ser realizado sob a supervisão de médico especialista em oncologia ou mastologia. O uso dos antiestrogênios requer a realização de hemograma completo periodicamente.

 

Tratamento  quimioterápico: Os regimes quimioterápicos para o câncer de mama combinam vários agentes para aumentar a destruição das células tumorais e para minimizar a resistência ao medicamento. Embora a quimioterapia seja geralmente iniciada depois da cirurgia da mama, não existe nenhum padrão único para o sequenciamento da quimioterapia sistêmica e terapia com radiação. As decisões relativas ao protocolo quimioterápico baseiam-se na idade da paciente, estado físico, estado patológico e se ela está participando em um estudo clínico.

 

Efeitos colaterais da quimioterapia: Os efeitos colaterais da quimioterapia para câncer de mama, podem ser bem controlados através de esquemas medicamentosos, principalmente em relação as náuseas e vômitos. Muitas mulheres que fazem quimioterapia para o câncer de mama,  continuam seus esquemas de trabalho e  a rotina diária, sem muita intercorrências. Os efeitos colaterais podem variar com o agente quimioterápico utilizado. A enfermeira deve dispor de algum tempo, para explicar os efeitos colaterais e as possíveis soluções para aliviar parte da ansiedade das mulheres que se sentem desconfortáveis em fazer perguntas. Quanto mais informada for uma paciente sobre os efeitos colaterais da quimioterapia e sobre como controlá-los, melhor ela poderá prevê-los e lidar com eles.  Os efeitos colaterais podem ser exacerbados, isto é, aumentados, nos casos em que a quimioterapia e a radioterapia são aplicadas simultaneamente. Efeitos colaterais da quimioterapia em paciente com câncer de mama:

 

·         Náuseas.

·         Vômitos.

·         Febre da debilitação: febre que ocorre com a infecção quando as contagens de células sanguíneas da paciente estão em seu nível mais baixo.

·         Infecções.

·         Estomatite.

·         Celulite grave quando ocorre infiltração.

·         Alopecia (queda de cabelos).

·         Anorexia.

·         Distúrbios intestinais: diarréia ou constipação.

·         Vertigens.

·         Cefaléia.

·         Depressão.

·         Ganho de peso.

·         Ondas de calor.

·         Letargia.

·         Sonolência.

·         Dor nas costas.

·         Sangramento vaginal.

·         Síndrome de Cushing (face em lua cheia, edema de membros inferiores, ganho de peso).

·         Hipertensão arterial.

·         Hipercalcemia.

·         Neurotoxicidade.

·         Alterações cardíacas.

·         Masculinização.

·         Ansiedade.

·         Neuropatia periférica.

·         Cistite hemorrágica.

·         Anormalidades menstruais.

 

Alterações sexuais devido à quimioterapia: As drogas quimioterápicas para combater o câncer de mama, em alguns casos podem causar danos às células germinativas presentes nos ovários,  determinando a esterilidade transitória ou permanente, com as alterações hormonais correspondentes, na mulher. Os danos aos ovários podem ocorrer, principalmente quando a quimioterapia é mais agressiva, devido a alguma recidiva da doença, metástases ou quando o tumor é inoperável.  O desejo sexual pode diminuir. Esse comprometimento da libido é bastante complexo, sendo em grande parte explicado pelo estresse do diagnóstico, alguns efeitos colaterais da quimioterapia que interferem nas atividades diárias da paciente, associado à diminuição da disposição física determinada pela doença e pelo seu tratamento. A paciente deve abrir mão de suas inibições, e tentar esclarecer todas as possíveis dúvidas em relação às atividades sexuais com a equipe médica, que levará em consideração as particularidades de cada caso.


Em algumas mulheres, pode ocorrer  também a suspensão da menstruação (amenorréia), podendo evoluir para menopausa, com a manifestação de todos os seus sintomas (ondas de calor, alterações vaginais, etc.). As alterações vaginais exigem cuidados especiais. Em pacientes com vida sexual ativa, o uso de gel lubrificante (solúvel em água), pode corrigir a secura vaginal, que costuma dificultar a relação sexual e, se necessário, o uso de métodos anticoncepcionais deve ser discutido.

Havendo dor, sangramento ou prurido vaginal, recomenda-se que a paciente seja avaliada por seu ginecologista e/ou a equipe médica.
 

 Dicas para o período da quimioterapia:

·         Fazer pequenas refeições ao longo do dia, e evite beber líquido próximo às refeições, de forma a não distender o estômago.

·         Evitar comidas gordurosas ou frituras.

·         Mastigar lentamente os alimentos, e repouse em posição sentada após as refeições.

·         Beber suco de frutas gelado, ao longo do dia.

·         Evitar bebidas gasosas.

·         Evitar ficar exposta a cheiros fortes (fumaça, perfumes, frituras, etc.).

·         Vestir roupas folgadas, evitando comprimir o abdome.

·         Tomar os medicamentos prescritos pelo seu médico em casa, principalmente se os sintomas persistirem.

·         Comunicar a equipe de seu médico no caso de ocorrência de vômitos, mesmo após ter feito uso da medicação antiemética.

Tratamento radioterápico:   Depois da cirurgia conservadora da mama, uma série de radioterapia por feixe externo geralmente sucede a excisão da mama tumoral para diminuir a possibilidade de recidiva local e para  erradicar quaisquer células cancerosas microscópicas residuais. O tratamento com radiação é necessário para se obterem resultados iguais àqueles da retirada da mama. Quando a radioterapia é contra-indicada, a mastectomia é a única opção da paciente. Geralmente o tratamento com radiação começa em cerca de 6 semanas depois da cirurgia, a fim de permitir a cicatrização da incisão, que geralmente é grande. Quando a quimioterapia sistêmica está indicada, a radioterapia geralmente começa depois do término da quimioterapia.

 

A radiação em média é administrada durante 5 a 7 semanas para toda a região da mama. Pequenas marcas permanentes de tinta são usadas para identificar o tecido mamário a ser irradiado. As pacientes precisam tranqüilizar-se a respeito do procedimento e das instruções específicas de autocuidado, ligadas aos efeitos colaterais e seus tratamentos. Ocasionalmente, as pacientes que sofreram uma mastectomia podem necessitar de radioterapia para a parede torácica, e isso geralmente acontece depois do término de uma série de quimioterapia sistêmica.

 

Complicações da radioterapia:

 

·         Pneumonite.

·         Fratura de costela.

·         Fibrose da mama.

·         Ruptura da pele no local que recebeu a radiação mais concentrada.

 

Efeitos colaterais da radioterapia: Os efeitos colaterais que podem ocorrer, até seis meses após o tratamento:

 

·         Náuseas.

·         Vômitos.

·         Febre.

·         Cansaço.

·         Falta de apetite.

·         Mal estar geral.

·         Inflamações locais.

·         Dor  no local.

 

Efeitos colaterais que ainda podem ocorrer, após seis meses de tratamento:

 

·         Anemia.

·         Baixa de resistência.

·         Lesões de pele.

·         Aftas.

·         Gengivas e língua vermelhas e irritadas.

·         Alterações no paladar (os alimentos têm um gosto diferente, geralmente mais forte).

·         Falta de apetite.

·         Mal estar geral.

·         Sensação de peso nas pernas.

·         Articulações doloridas.

·         Deficiência de vitaminas.

·         Desidratação.

 

Os sintomas de pneumonite (inflamações pulmonares) podem ocorrer tardiamente, nos casos específicos de câncer de mama.

 

Obs: Esses efeitos colaterais podem ou não vir a acontecer, depende do estágio do câncer da mama e da quantidade  de irradiação que foi necessária para o tratamento radioterápico.

 

Dicas para cuidados da pele, no período da radioterapia:

 

·         Hidratantes, cremes, talcos ou qualquer outro produto não deve ser utilizado no dia da radioterapia.  Qualquer produto que for usar nos outros dias na pele, deve ser estritamente por  recomendação médica.

·         Conservar o local  da irradiação seco e bem cuidado.

·         Lavar o local com água morna e sabonete neutro (recomendado pelo médico), e sem perfume.

·         Não esfregue a toalha ao secar-se no local, para não irritar, a pele está bem sensível. Apenas pressione suavemente até que esteja totalmente seca.

·         Evitar depilar a axila. A região está muito sensível, e a depilação pode contribuir para alguma infecção, caso ocorra alguma lesão durante a depilação. Peça a uma pessoa para cortar os pelos com uma tesoura sem ponta para não se ferir.

·         Evitar usar roupas justas demais, que apertem o local,  no dia da sessão.

·         Evitar tecidos encrespados, com pregas, contato direto com lã e tecidos sintéticos. Usar de preferência uma blusa mais folgada, durante os dias de sessão.

·         Tomar líquidos ou sucos no dia da sessão, e se alimentar normalmente com uma refeição leve.

·         Nunca tente coçar a pele na região irradiada. Nem use de outros artifícios para esfregar a pele.

 

Obs: Qualquer alteração na pele, no local a ser irradiado,  febre ou qualquer anormalidade, comunique ao radiologista, para que ele faça uma avaliação médica, antes da sessão.

 

Tratamento hormonioterápico:  A terapia hormonal para o câncer de mama baseia-se  no resultado de um ensaio do receptor de estrogênio e progesterona do tecido tumoral obtido durante a biópsia inicial.  O crescimento tumoral depende  também do aporte de estrogênio, portanto, medidas que reduzem a produção do hormônio podem limitar a progressão da doença. A terapia hormonal pode incluir a cirurgia para extirpar as glândulas endócrinas (os ovários, hipófise ou glândulas supra-renais) com o objetivo de suprimir a secreção hormonal.  A ooforectomia (retirada dos ovários) é uma opção de tratamento para  as mulheres em pré-menopausa com tumores hormônio-dependentes.

 

Transplante de medula óssea:  O transplante de medula óssea envolve a retirada da medula óssea da paciente e, em seguida, a administração de quimioterapia em dose elevada. A medula óssea da paciente, poupada dos efeitos da quimioterapia, é então reinfundida por via endovenosa. É um procedimento caro e só deve ser feito em centros especializados em transplantes.   Como as dosagens de quimioterapia e radioterapia são limitadas pelos graus de suas toxicidades para a medula óssea, o transplante está sendo cada vez mais utilizado. Alguns planos de saúde não cobrem  esse procedimento, para casos de câncer de mama.  Pode-se recorrer a esfera judicial, para conseguir o transplante.

 

Tratamento paliativo:  Nesse tipo de tratamento, o câncer está em estágio terminal e com metástases (estádio IV), ou em situações específicas em que o tumor é inoperável, o paciente está em estado crônico ou sem possibilidades de terapêuticas curativas. O tratamento paliativo resume-se a medidas paliativas, para atenuar os sintomas e oferecer uma melhor condição de sobrevivência com uma qualidade de vida compatível com a dignidade humana.

 

Prognóstico: Quanto menor for o tumor, e mais precocemente ele for detectado, melhor será o prognóstico.  O prognóstico também depende da ocorrência de metastáses. A taxa de sobrevida acima de 5 anos, é superior a 90% quando o tumor está confinado à mama. No entanto, quando as células cancerosas se disseminaram para os linfonodos regionais, a taxa de sobrevida após os 5 anos cai para 70%.

O prognóstico para mulheres com metastáses  é reservado. Quando do diagnóstico positivo para câncer de mama, cerca de 30% das pacientes apresentam evidências de metástase, ou disseminação regional ou a distância. 

 

O prognóstico das pacientes com metástases gástricas por câncer de mama é reservado, porque a doença metastática raramente se restringe ao estômago. O tratamento geralmente inclui a quimioterapia, terapia hormonal e/ou radioterapia, com intuito paliativo. A cirurgia é reservada para pacientes com complicações, como perfuração, sangramento maciço ou obstrução.

Mulheres com câncer avançado de mama com a disseminação (metástase)  da neoplasia para globo ocular é considerada item de mau prognóstico, pois freqüentemente está associada à metástase para sistema nervoso central. Em geral, o câncer de mama disseminado tem maior probabilidade de metástase para coróide, mesmo em pacientes assintomáticas. A metástase para coróide com freqüência acompanha a disseminação pulmonar e pode ocorrer antes ou durante a disseminação para o sistema nervoso central (SNC). O prognóstico nesse caso é extremamente reservado.

Pacientes com carcinoma de mama disseminado, estádio IV, devem fazer uma  avaliação oftalmológica. A precocidade do diagnóstico de neoplasia ocular metatástica  proporciona melhor qualidade de vida.

Controle da paciente: É importante que após o tratamento a paciente seja acompanhada pelo médico periodicamente. As avaliações regulares permitem a identificação precoce de alterações. As recomendações quanto à freqüência das consultas e exames de seguimento dependem da extensão da doença, do tratamento realizado e das condições da paciente.

 

Tratar todas as mulheres com câncer de mama, como se fossem iguais, pode trazer graves conseqüências futuras de recidivas e metástases. Cada caso deve ser avaliado individualmente, lembrando sempre que não estamos diante só de uma mama, mas de um corpo...  e não só de um corpo, mas de uma vida.

 

Cirurgia reconstrutora

Depois da mastectomia, algumas mulheres podem ter a indicação para fazer a cirurgia reconstrutora (mamoplastia), a qual fornece considerável resultado estético e benefício psicológico. A cirurgia está contra-indicada  quando a mulher apresenta câncer de mama localmente avançado, com metástases ou inflamatório. Mulheres com câncer de mama in situ ou em estágio inicial são candidatas à reconstrução imediata. A cirurgia reconstrutora no momento da mastectomia aumenta em algumas horas o tempo cirúrgico.

 

Próteses externas

Nem todas as mulheres desejam a reconstrução, bem como nem todas são candidatas à cirurgia reconstrutora. Nesses casos específicos as mulheres podem dispor de próteses externas. Antes da alta hospitalar, a enfermeira geralmente fornece à paciente um acolchoamento temporário de algodão, que pode ser usado até que a incisão cirúrgica esteja bem cicatrizada, geralmente de 4 a 6 semanas. Nesse momento. a mulher pode ir se adequando á prótese. As mulheres que se submeteram a mastectomia devem ser encorajadas a usar a prótese, porque ela fornece uma sensação de restauração psicológica e de integridade. A prótese também auxilia a mulher na retomada da postura adequada, porque ela auxilia a equilibrar o peso da mama remanescente.  A prótese deve ser usada após a total cicatrização da área, e deve ser liberada o sua uso pelo médico.

 

Cuidados especiais do lado operado

Após uma mastectomia radical, o braço poderá edemaciar-se (inchar) porque os gânglios e vasos linfáticos foram necessariamente   removidos e o organismo fica, portanto, menos preparado para combater as infecções nessa extremidade. Infecções podem causar problemas e complicações sérias .

 

Evitar no braço do lado operado as seguintes situações:

 

·         Tomar sol das 10h às 15hn usando sempre o filtro solar.

·         Carregar bolsas ou pacotes pesados.

·         Tomar cuidados com pulseiras e relógios.

·         Usar roupas ou objetos que apertem o braço.

·         Tentar evitar picadas de insetos e mordidas de animais.

·         Não tomar injeções ou vacinas.

·         Cortar cutícula com alicate, caso precise cortar deve-se usar removedor líquido,  para a  cutícula.

·         Roer unhas e cutícula.

·         Usar remédios caseiros e naturais.

·         Costurar sem dedal, para evitar furadas de agulha nos dedos e nas unhas.

·         Contato direto com substâncias irritantes, como cloro ou solventes, use luvas grossas quando for necessário.

·         Usar determinados produtos de beleza: alguns componentes dos produtos de beleza podem conter substâncias que podem causar processos alérgicos. Deve-se pedir orientação ao médico antes de usá-los.

·         Queimaduras, arranhões, pancadas fortes e cortes se tornam mais perigosos nesta região. Comunicar ao médico o ocorrido.

 

Procurar o médico imediatamente quando ocorrer:

 

·         Quaisquer alterações na temperatura e coloração da pele.

·         Aparecimento de caroços e nódulos.

·         Vermelhidão e inchaço no local cicatrizado da cirurgia ou no braço da mama operada.

·         Febre.

 

Obs: Não se devem usar pílulas anticoncepcionais ou produtos de beleza e cremes à base de hormônios, sem expressa orientação médica.

 

Seqüelas

·         Recidivas (o câncer aparecer na mesma região). A recidiva local depende do grau de agressividade do tumor, do diâmetro tumoral e do comprometimento microscópico das margens cirúrgicas. A avaliação das margens pode ser feita no intra-operatório, pois modifica a extensão  da cirurgia e contribui para reduzir a incidência de recidiva local após as cirurgias conservadoras.

·         Metástases (aparecimento de lesões cancerosas em outras partes do corpo).

·         Mutilação.

·         O trauma nervoso com resultantes sensações da mama fantasma, dormência, formigamento ou sensação de queimação também pode acontecer e persistir por um período de meses ou, possivelmente, anos, depois da cirurgia

·         Mobilidade alterada do braço afetado pela mastectomia.

·         Linfedema no braço afetado pela mastectomia.

·         Cuidados permanentes no braço afetado pela cirurgia.

·         Distúrbio da imagem corporal relacionado à perda ou alteração da mama.

Prevenção

Para todo e qualquer tipo de câncer, o fator mais importante para o sucesso do tratamento é o diagnóstico precoce. Porém, mais importante ainda que um diagnóstico precoce seja a prevenção.  Quanto mais precoce a detecção de alterações mamárias, melhor é o tratamento e a chance de sobrevida pode chegar a 95%. Atualmente, quando o câncer de mama é detectado  em estágio inicial, a mulher é capaz de sobreviver ao tumor com traumas menos extensos, tanto físicos quanto psicológicos. 

Calcula-se de seis a oito anos, o período necessário para que um nódulo atinja um centímetro de diâmetro. Esta lenta evolução possibilita a descoberta ainda cedo destas lesões, se as mamas são, periodicamente, examinadas.

·         Auto-exame das mamas, uma vez por mês, cinco a seis dias após a menstruação. Em caso de mulheres na menopausa, o auto-exame das mamas deve ser feito sempre no mesmo período do mês.

·         Diminuir a exposição ao estrogênio.

·         Submeter-se a exames médicos anualmente. 

·         Evitar a ingestão excessiva de gordura animal

·         Diminuir ou evitar o consumo de álcool.

·         Evitar gravidez  tardia.

·         Mulheres acima dos 40 anos devem fazer mamografia anualmente.

·         Mulheres com casos de câncer de mama em parentes de primeiro grau, a primeira mamografia deve ser antecipada para os 35 anos.

·         Evitar o sedentarismo: pratique atividade física cinco vezes por semana, por pelo menos 30 minutos.

·         Parar de fumar:  o cigarro é considerado um fator de risco para o câncer de mama e todos os outros tipos de câncer. Evitar locais repletos de fumaça de cigarro.

·         Consumir uma dieta rica em fibras e pobre em gorduras, além de preventiva, também é a melhor maneira se manter um peso adequado, que por si só já diminui o risco de câncer de mama.

·         Diminuir a exposição a campos magnéticos.

·         Diminuir a exposição a toxinas ambientais.

·         Evitar a depressão e o estresse.

 

Mapeamento genético: Estudos indicam que cerca de 10% dos casos de câncer de mama, estejam ligados a mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, fruto de herança genética. Muitas mulheres, principalmente aquelas que têm histórico familiar se submetem a um mapeamento genético para saber se carregam esses genes mutantes. Mulheres que carregam mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 têm uma alta probabilidade de desenvolver a doença.

 

Técnica do auto-exame mensal: A técnica do auto-exame é bastante simples e acessível a todas as mulheres.  Toda mulher deve examinar-se mensalmente a partir dos 20 anos de idade. Com isso, ela pode detectar precocemente alterações nas mamas no intervalo de tempo entre os exames clínicos (realizados pelo médico) e as mamografias.

 

Diante do espelho:

·         Levante e abaixe os braços e observe se há alterações no formato e tamanho das mamas, e se tem feridas ao redor dos mamilos.

 

Durante o banho:

·         Com a mão contrária ao lado examinado, deslize os dedos sobre a mama e estenda até axila. Aperte o bico do seio e veja se sai líquido. Repita a operação na outra mama.

 

Deitada:

·         Coloque a mão esquerda sob a cabeça e um travesseiro debaixo do lado esquerdo do corpo.  Com a mão direita, apalpe a mama e a axila esquerda. Depois deixe o braço ao lado do corpo e faça os mesmos movimentos. Troque de lado.

 

Alguns cuidados  são necessários para a realização do auto-exame das mamas:

 

·         O melhor período para fazer o auto-exame é cerca de sete dias após o início da menstruação (quando as mamas se encontram menos sensíveis).

·         Mulheres que não têm mais menstruação devem escolher uma data do mês para fazer o auto-exame.  O exame deve ser feito sempre naquela data.

·         Durante o período de amamentação, o auto-exame deve ser realizado depois das mamadas, quando todo o leite tiver sido retirado.

 

Faça o auto-exame regularmente,  e se encontrar um nódulo, não entre em pânico,  porque, felizmente, nem todos os nódulos são malignos. Em casos de câncer,  o quanto antes for confirmado o diagnóstico, menos avançado estará o tumor, o que significa melhor prognóstico de vida, maiores chances de sucesso no tratamento,  maior sobrevida e maior qualidade de vida.

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Dúvidas de termos médicos e expressões consultem o glossário geral.