CÂNCER DE PÊNIS


 O que é Câncer

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida. Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma. Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).

Definição

Câncer de Pênis é um tumor maligno que ocorre no pênis, devido a um crescimento anormal e acelerado  de células cancerosas. Metade dos casos de câncer de pênis, ocorre na glande.

Incidência

·         Maior incidência nos homens com mais de 50 anos de idade.

·         O Nordeste é a região brasileira de maior incidência de câncer no pênis.

·         Ocorre mais em homens de condições sócio-econômicas e escolaridade mais baixa.

·         Os judeus têm baixo índice  da doença.

 

Obs:  No Brasil, nas regiões Norte e Nordeste ocorre uma maior incidência do câncer de pênis, sendo que, em algumas áreas supera os casos de câncer de próstata e de bexiga nos homens.

 

Nos países árabes, a incidência de câncer de pênis é baixíssima, devido  ao procedimento de circuncisão, que os meninos sofrem na infância.

Fator predisponente

Fimose:  ocorre quando a pele do prepúcio é muito estreita ou pouco elástica, o que impede a exposição da glande (cabeça do pênis), dificultando a limpeza adequada da região.

Fatores de risco

Cada tipo de câncer possui seus fatores de risco específicos. Os fatores de risco aumentam a probabilidade de se desenvolver a doença, mas não garante que ela venha a ocorrer.

·         Comportamento sexual promíscuo.

·         Homens com história de várias infecções por DST.

·         Homens com poucos hábitos higiênicos na região peniana.

·         Homens que não usam camisinha nas relações sexuais.

·         Falta de higiene.

·         Portador de HPV (casos raros): está documentado a presença do HPV 16 e 18 em lesões pré-cancerosas e cancerosas do pênis mas, devido à sua raridade, ainda não está confirmado se o portador de HPV, pode vir a desenvolver um câncer de pênis. Os estudos ainda não são conclusivos sobre a possibilidade do vírus HPV sozinho possa causar o câncer de pênis.

 

Obs: Associado aos fatores de risco, está a falta de acesso dos indivíduos às unidades públicas de saúde. Por isso, a doença atinge mais, a camada populacional de baixa renda, porque, é essa que mais utiliza os serviços públicos de saúde.

Sinais e sintomas

No Câncer de Pênis os sinais e sintomas, são sentidos pelo homem logo no início da doença, mas, geralmente os homens quando procura o urologista, o câncer já está em um estágio avançado, necessitando de amputação do pênis. Muitos homens no início da doença tentam combater com antibióticos, pensando erradamente que é uma DST. A ferida ou a úlcera no pênis que não se cicatriza é o sintoma mais recorrente da doença.

·         Crescimento verrucoso, indolor.

·         Aparecimento de uma ferida ou úlcera na glande ou no prepúcio.

·         Massas na região inguinal (estágio avançado).

·         Secreção sanguinolenta e fétida (quando surge infecção secundária).

·         Hematúria (urina com sangue).

Obs:  Qualquer ferimento indolor ou não no pênis deve ser analisado pelo urologista.

Diagnóstico

·         Anamnese.

·         Exame físico.

·         Exame clínico.

·         Exame urológico.

·         Exames laboratoriais.

·         Biópsia do tecido suspeito.

·         Ultrassonografia pélvica.

 

Obs: Mais da metade dos pacientes, demoram  mais de um ano para procurar assistência médica, após  o aparecimento das primeiras lesões, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca)

Uma vez confirmado o diagnóstico de câncer, através da biópsia,   realiza-se exames para estabelecer o estadiamento, que consiste em saber o estágio de evolução, ou seja, se a doença está restrita  ou disseminada por outros órgãos. O estadiamento diferencia a forma terapêutica e o prognóstico.

Exames complementares para estabelecer o estadiamento e detectar metástases à distância:

·         Tomografia Computadorizada.

·         Ultra-sonografia abdominal e pélvica.

·         Rx do tórax.

É importante lembrar que os exames complementares devem ser solicitados de acordo com o comportamento biológico do tumor, ou seja, o seu grau de invasão e os órgãos para os quais ele origina metástases, quando se procura avaliar a extensão da doença. Isso evita o excesso de exames desnecessários.

Metástases

Freqüentemente, as células tumorais penetram na corrente sanguínea e linfática; por esse caminho são levadas a outros setores do organismo. E aí se instalam e proliferam. Formam-se então ninhos de células, que originam outras manifestações tumorais, as metástases, que  são  os tumores secundários. Essas manifestações secundárias, decorrentes de migração de células cancerosas, podem instalar-se em qualquer outro ponto do organismo. A análise do tipo de células que formam um tumor, pode identificar se ele é primitivo ou se as células provêm de outro tumor.

Os tumores não diagnosticados nas fases pré-invasivas evoluem comprometendo estruturas adjacentes e podem metastizar para linfonodos regionais. Apesar da facilidade com que o diagnóstico de muitos tumores de câncer de pênis, poderia ser feito, a maioria deles é diagnosticado quando o tumor apresenta dimensões superiores a 2cm.

As maiores causas para o atraso no diagnóstico do Câncer de Pênis são a evolução inicial com poucos e inespecíficos sintomas, a ignorância dos pacientes sobre a doença e as dificuldades que o paciente encontra para o  acesso ao sistema de saúde tanto público como através de convênios particulares.

Locais mais comuns de metástase:

·         Bexiga.

·         Próstata.

·         Testículos.

·         Uretra.

Estadiamento do tumor

Pênis

CID - O C60

A prática de se dividir os casos de câncer em grupos, de acordo com os chamados estádios, surgiu do fato de que as taxas de sobrevida eram maiores para os casos nos quais a doença era localizada, do que para aqueles nos quais a doença tinha se estendido além do órgão de origem.  O estádio da doença, na ocasião do diagnóstico, pode ser um reflexo não somente da taxa de crescimento e extensão da neoplasia, mas também, do tipo de tumor e da relação tumor-hospedeiro.

 A classificação do tumor maligno tem como objetivos:

·         Ajudar o médico no planejamento do tratamento.

·         Dar alguma indicação do prognóstico.

·         Ajudar na avaliação dos resultados de tratamento.

·         Facilitar a troca de informação entre os centros de tratamento.

·         Contribuir para a pesquisa contínua sobre o câncer humano.

O sistema de classificação TNM - Classificação of Malignant Tumours, desenvolvido pela American  Joint Committee on Cancer, é um método aceito e utilizado para classificação dos tumores.

·         (tumor),  a extensão do tumor primário.

·         N (linfonodo), a ausência ou presença e a extensão de metástase em linfonodos regionais.

·         M (metástase), a ausência ou presença de metástase à distância.

A adição de números a estes três componentes indica a extensão da doença maligna. Por exemplo:

T0, T1, T2, T3, T4 / N0, N1, N2, N3 / M0, M1

Regras para classificação:

A classificação é aplicável somente para carcinomas. deve haver confirmação histológica da doença.

Os procedimentos para avaliação das Categorias T, N e M são os seguintes:

·         Categorias T:    Exame físico e endoscopia.

·         Categorias N:   Exame físico e diagnóstico por imagem.

·         Categorias M:   Exame físico e diagnóstico por imagem.

Regiões e subregiões anatômicas:

·         Prepúcio (C60.0).

·         Glande (C60.1).

·         Corpo (C60.2).

Linfonodos regionais:

Os linfonodos regionais são os inguinais, superficiais e profundos, e os pélvicos.

 

 

CÂNCER DE PÊNIS

ESTÁDIOS  

DESCRIÇÃO

Estádio 0

Carcinoma in situ /carcinoma verrucoso não invasivo ausência de metástase em linfonodos regionais; ausência de metástase à distância.

Estádio  I

Tumor que invade o tecido conjuntivo sub-epitelial; ausência de metástase em linfonodos regionais; ausência de metástase à distância.

Estádio  II

Tumor que invade o corpo esponjoso ou cavernoso; presença de metástase em um único linfonodo inguinal superficial;  ausência de metástase à distância.

Estádio  III

Tumor que invade além do pênis a uretra ou a próstata; presença de metástase em linfonodos inguinais superficiais múltiplos ou bilaterais; ausência de metástase à distância.

Estádio  IV

Tumor que invade outras estruturas adjacentes; presença de metástases em linfonodos inguinais profundos ou pélvicos, unilaterais ou bilaterais; presença de metástase à distância (incluindo metástase em linfonodos pélvicos).

 

Tratamento

Médico especialista:  Urologista. Dependendo da evolução da doença e do acometimento de outros órgãos, outros especialistas podem ser indicados para o tratamento.

Objetivos: Reverter a evolução da doença, evitar as metástases e proporcionar a maior probabilidade de cura.

Tratamento cirúrgico.

Tratamento radioterápico.

Tratamento quimioterápico.

Tratamento paliativo.

Tratamento cirúrgico e radioterápico combinados: O principal tratamento para o Câncer de Pênis é a cirurgia, que retira parte da área afetada. Retira-se a área afetada e mais dois centímetros da área  como forma de prevenção.

·         Excisão local da lesão e radioterapia para as lesões precoces e pequenas.

·         Amputação parcial ou completa do pênis, para as lesões extensas; geralmente feita com dissecção crurar bilateral (gânglios) e radioterapia.

·         A irradiação é utilizada para alívio das recidivas inoperáveis ou como tratamento paliativo (câncer em estágio avançado).

·         A radioterapia e a quimioterapia têm baixo índice de eficácia, neste tipo de câncer.

 

Identificação do linfonodo sentinela através da Linfocintilografia: Linfonodo sentinela (LS) é o primeiro linfonodo a receber a drenagem linfática de um determinado tumor. A Linfocintilografia consiste em um procedimento para o mapeamento da drenagem linfática e identificação do linfonodo sentinela, no caso específico de câncer de pênis. A linfocintilografia é um método eficiente e simples para identificação do linfonodo sentinela no câncer de pênis.

Quando diagnosticado em estado inicial, o câncer de pênis apresenta elevada taxa de cura. Mas, uma grande maioria dos pacientes, quando procuram o tratamento médico, já apresentam o câncer em estágio de metástases, dificultando e diminuindo muito as opções de tratamento.  Nos casos mais graves, a amputação total é o único jeito de salvar a vida do paciente.

Tratamento paliativo:   Nesse tipo de tratamento, o câncer está em estágio terminal e com metástases, o paciente está em estado crônico e sem possibilidades de terapêuticas curativas. O tratamento paliativo resume-se a medidas paliativas e cuidados de  enfermagem, para atenuar os sintomas e oferecer uma melhor condição de sobrevivência com uma qualidade de vida compatível com a dignidade humana.

Prognóstico: Quando o paciente apresenta o câncer de pênis já com metástase, o prognóstico do paciente é extremamente reservado, e a sobrevida drasticamente diminuída.

Seqüelas

Uma das seqüelas principais e que é mais temida pelos homens, é a impossibilidade do ato sexual quando o pênis é extirpado cirurgicamente (amputado), devido à cirurgia radical para lesões extensas do câncer de pênis.

Prevenção

A falta de higiene é o  principal fator para o surgimento de tumor no pênis. Quando detectado precocemente, o câncer de pênis pode ser tratado em alguns casos, sem a necessidade de cirurgia radical de amputação do pênis.

·         No caso do câncer de pênis a circuncisão na infância, pode ser considerada uma medida preventiva para o aparecimento deste tipo de câncer, pois a inflamação crônica do prepúcio e da glande possibilita o aparecimento de tumores penianos.

·         Ensinar aos meninos desde pequenos, os bons hábitos de higiene genital, que deve ser feito todos os dias. Esse simples procedimento, pode ser considerado uma medida preventiva para os meninos que não sofreram circuncisão.

·         Os homens devem evitar ter  relações sexuais com mulheres nem com homens, com verrugas na região genital e anal, por causa do vírus HPV. Várias infecções por HPV   durante muito tempo (anos) pode ser considerado um fator de risco alto para o aparecimento do câncer de pênis.

·         O pênis deve ser limpo diariamente com água e sabão, principalmente após as relações sexuais e a masturbação.

·         Idas regulares ao urologista.

·         Os homens devem fazer o auto-exame do pênis mensalmente.

Auto-exame do pênis: O homem deve examinar atentamente o seu pênis, descendo a pele e expondo a glande para visualizar melhor, a procura de alterações tais como:

·         manchas esbranquiçadas ou perda de pigmentação;

·         feridas na glande e no prepúcio que apresentem secreções e mau cheiro;

·         caroços e nódulos indolores;

·         tumoração (íngua) do pênis ou na virilha.

·         prurido (coceira) no prepúcio, principalmente nos portadores de fimose.

·         secreção sanguinolenta ou escura  e fétida  saindo da uretra;

·         inflamações de longo período apresentando vermelhidão e coceira, principalmente nos portadores de fimose;

·         crescimento verrucoso, isto é, várias verrugas juntas com um aspecto parecido com uma couve-flor.

Qualquer alteração no pênis devido a alguns destes sinais, o homem deve procurar o urologista imediatamente. 

Atenção: Nem todo crescimento verrucoso é sinal de câncer, só o urologista, é quem pode determinar a origem das verrugas, através de exames laboratoriais.

Cuidados diários com o pênis: Para os homens, é bem mais simples fazer a higiene íntima, porque o pênis fica exposto.  Os que têm o prepúcio (a pele que cobre a glande), precisam puxar essa pele na hora do banho, prevenindo problemas para o órgão e a vida sexual.

·         Lavar o pênis com água corrente e sabonete neutro pelo menos duas vezes por dia.

·         Enxugar sempre com toalha. A umidade local facilita a proliferação de fungos e outros microorganismos.

·         Uma boa medida para facilitar a higiene é cortar o excesso de pêlos pubianos.

·         O ideal é lavar o pênis antes e depois do ato sexual: a secreção vaginal pode irritar a pele, especialmente a da cabeça do pênis.

·         Depois de urinar, é bom enxugar o pênis com papel higiênico. O ato de apenas balançar o pênis depois de ir ao banheiro, pode deixar resíduos de urina na glande e no prepúcio, que podem provocar inflamações que favorecem a contaminação por DSTs.

·         Não se deve apertar espinhas ou carocinhos que costumam aparecer na região do escroto e no corpo do pênis, esse hábito pode causar inflamações e infecções.

·         Usar cuecas bem ventiladas, não muito justas e, de preferência, de algodão. A temperatura local e a sudorese normal facilitam assaduras e ferimentos.

·         Se notar alguma alteração no pênis, escroto e testículos procurar o urologista.

 

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