INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO


Definição

O Infarto do miocárdio acontece quando o suprimento de sangue a uma parte do músculo cardíaco é reduzido ou cortado totalmente. O Infarto do miocárdio pode também acontecer em pessoas que têm as artérias coronárias normais. Isso pode acontecer quando as coronárias apresentam um espasmo, contraindo-se violentamente e também produzindo um déficit parcial ou total de oferecimento de sangue ao músculo cardíaco irrigado pelo vaso contraído.  O maior sintoma de um infarto é a dor. A grande maioria dos infartados relatam que sentem uma sensação de um  "aperto" localizado no peito, à altura do coração. A intensidade da dor do infarto varia de pessoa para pessoa. A dor provoca suores frios, náuseas, vômitos e vertigens. A dor geralmente irradia para o braço esquerdo, mas em 15% dos casos pode irradiar para o braço direito. O Infarto do miocárdio, atinge e mata pessoas diariamente em todo o mundo, sendo a maior causa de morte súbita em adultos (aproximadamente um terço dos casos são fatais).  A doença é também responsável por 36% dos gastos públicos com saúde. O tratamento do Infarto agudo do miocárdio é de alta complexidade,  portanto,  o melhor é prevenir e diagnosticar precocemente a doença.

Sinonímia

O Infarto agudo do miocárdio também é conhecido pelo seguinte nome:

·         Ataque cardíaco  (nome popular).

Incidência

·         Cerca de 40%  a 60% dos pacientes com Infarto do miocárdio apresentam hipertensão arterial associada.

·         Estudos científicos demonstram que 40% dos casos de doenças coronárias, a primeira manifestação é o infarto do miocárdio.

·         Mais de 60% dos infartos são causados pelas placas moles ou vulneráveis. São infartos que ocorrem sem nenhum sinal prévio, já que a obstrução arterial acontece repentinamente.

·         Estatísticas, revelam que 50% das pessoas que morrem de um infarto do miocárdio, o fazem nas primeiras horas e não chegam a receber assistência médica.

·         60% dos pacientes que não mudam o seu estilo de vida, não seguem as prescrições médicas, são candidatos potenciais para um novo infarto mais forte e com prognóstico mais reservado.

·         O Infarto do miocárdio é mais freqüente entre os 45 e 65 anos de idade.

·         Maior incidência nas primeiras horas do dia.

·         Acúmulo de  gordura na região abdominal (barriga de chope) pode indicar futuros problemas do coração.

·         As mulheres que fazem uso de anticoncepcionais e também fumam correm muito mais risco de ter um Infarto.

·         A incidência de Infarto do miocárdio fatal eleva-se progressivamente com a idade.

·         Os homens apresentam um risco significativamente maior do que as mulheres, diminuindo a diferença progressivamente com o avançar da idade.

·         Indivíduos da raça negra são mais susceptíveis a hipertensão arterial, conseqüentemente têm uma tendência maior a desenvolver problemas no coração.

·         Pesquisas da Sociedade Brasileira de Cardiologia apontam que 50% das mortes súbitas são causadas por Infarto do miocárdio.

·         No Brasil,  estima-se que, por ano, 300 mil pessoas são vítimas de Infarto agudo do miocárdio. Desse total, mais de 75 mil morrem.

·         A OMS - Organização Mundial de Saúde indica que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil.

Causas

O Infarto do miocárdio é a morte de um segmento do músculo cardíaco, determinada pela interrupção brusca da corrente sanguínea,  numa das artérias coronárias nutridoras do coração.

·         Aterosclerose coronária.

·         Trombose coronária.

·         Choque.

·         Hemorragia.

Fatores de risco

Não uma doença única para as doenças cardiovasculares, mas existem fatores que aumentam a probabilidade de sua ocorrência. Os fatores de risco cardiovasculares, especialmente, são as condições ou hábitos que agridem o coração ou as artérias, dentre os quais se destacam:

·         Hipertensão arterial.

·         Colesterol alto.

·         Triglicérides alto.

·         Tabagismo.

·         Diabetes.

·         Estresse.

·         Sedentarismo.

·         Obesidade.

·         Alimentação gordurosa.

·         Hereditariedade (história de mesma doença em outros membros da família).

Obs: A prevenção, a identificação precoce e o controle adequado dos fatores de risco diminuem a probabilidade de um ataque cardíaco.

Infarto e a hipertensão arterial

A elevação da pressão arterial é o mais insidioso dentre todos os fatores de risco, que é assintomática, até que esteja em estágio muito avançado. O aumento da pressão arterial produz um gradiente de pressão muito alto, que deve ser  vencido pelo ventrículo esquerdo. A pressão persistentemente alta, faz com que as necessidades miocárdicas de oxigênio excedam o  suprimentoIsso início a um círculo vicioso de dor, associado à doença arterial coronariana. A detecção precoce da hipertensão arterial  e a obediência do esquema terapêutico podem evitar as consequências graves associadas à hipertensão arterial não tratada.

Infarto e a aterosclerose

Existem algumas causas que levam a esta obstrução, sendo a principal delas a aterosclerose, que é o acúmulo de gordura na parede das artérias, formando verdadeiras placas, as quais podem vir a obstruir o vaso e impedir o fluxo de sangue a partir daquele local. Essa obstrução normalmente ocorre quando a placa se rompe e à ela agregam-se plaquetas, formando um coágulo (trombo) e obstruindo a artéria. Essa oclusão, então faz com que o paciente tenha os sintomas característicos do Infarto agudo do miocárdio.

Infarto e a hiperglicemia

A relação entre a elevação da glicemia e a maior incidência de cardiopatia coronariana é clara. A hiperglicemia favorece o aumento na agregação plaquetária, que pode levar à formação de trombos. Um nível elevado de insulina (como ocorre em alguns casos de diabetes tipo adulto), é considerado capaz de lesar as células do músculo liso que revestem os vasos. As paredes vasculares lesadas facilitam o crescimento dos ateromas.  Outros fatores de risco, como a obesidade e hipertensão, precisam também ser controlados, além, da hiperglicemia.  O controle da hiperglicemia sem modificação dos outros fatores de risco não diminui o risco de cardiopatia coronariana.

Infarto e a proteína C-reativa

É recente a descoberta de que a presença  de uma proteína, a C-reativa ultra-sensível, ou simplesmente PCR, pode sugerir a maior probabilidade de infartos ou derrames. A proteína  é liberada pelo fígado sempre que uma infecção aguda ou crônica no organismo. Quanto mais elevados os índices de PCR no sangue, tanto maior é a ameaça ao coração.

Infarto e a dor

O principal sintoma inicial é dor torácica persistente, caracterizada pelo início súbito, geralmente sobre a região inferior do esterno e abdome superior. A grande maioria dos infartados relatam que a dor é violenta e constritiva, que pode irradiar-se para o ombro e braços, geralmente   do lado esquerdo. A dor pode agravar continuamente, até se tornar quase insuportável. Ao contrário da dor da angina verdadeira, ela começa espontaneamente (não após um esforço, estresse emocional etc.), persiste por horas ou dias e não é aliviada pelo repouso ou pela nitroglicerina. Em alguns casos, a dor pode irradiar-se para a mandíbula e pescoço. Muitas vezes, a dor é acompanhada de aceleração da respiração, palidez, sudorese fria e pegajosa, tonteira ou confusão mental, náuseas e vômitos.

Infarto  e o idoso

O paciente idoso nem sempre apresenta a dor constritiva típica associada ao Infarto do miocárdio, em virtude da menor resposta dos neurotransmissores, que ocorre no processo de envelhecimento. Muitas vezes, a dor é atípica, como a localizada  na mandíbula, podendo ocorrer perda dos sentidos. A arteriosclerose que acompanha o envelhecimento pode comprometer a perfusão tecidual, devido ao aumento da resistência vascular periférica. que os pacientes idosos podem apresentar uma circulação colateral bem desenvolvida no miocárdio, eles frequentemente são poupados das complicações fatais associadas ao Infarto do miocárdio.

Infarto e o tabagismo

O fumo diminui a quantidade de HDL, fração do colesterol que limpa os vasos sanguíneos do mau colesterol. A nicotina também reduz o diâmetro das artérias, dificultando o fluxo do sangue. O fumo ainda predispõe a lesões  que facilitam  o depósito de gordura nos vasos. Estudos indicam que o cigarro é o número 1 das mortes precoces por cardiopatias, antes dos 45 anos entre os homens e antes dos 55 anos entre as mulheres. Um homem entre 35 e 44 anos que  fuma menos de dez cigarros por dia tem o dobro de probabilidade de morrer do coração em relação a um não-fumante. Se ele consome entre dez e vinte cigarros ao dia, seus riscos triplicam, e podem  quadruplicar se o consumo ultrapassa vinte cigarros diários.

Infarto e o stress

Estudos científicos indicam que que o stress está associado ao infarto em diversas populações. A curto prazo os efeitos podem aparecer quando pessoas que têm alguma obstrução na artéria coronária (que irriga o coração) são expostas a emoções muito fortes e desgastantes.  Sob esse estímulo, o organismo produz substâncias que fazem os vasos se contraírem mais, além de acelerar os batimentos. Esse processo é suficiente para atrapalhar a circulação onde havia dificuldade de circulação. Se a obstrução for completa, o Infarto do miocárdio. A longo prazo, o stress colabora para  a formação de placas de gordura que podem entupir as artérias, diminui as defesas do organismo e facilita processos inflamatórios que levam ao bloqueio do suprimento sanguíneo.

Diferenças entre a dor do Infarto e a dor da Angina

 

INFARTO

ANGINA

A dor é espontânea.

A dor inicia após esforço

A dor  não melhora  com repouso e após a medicação a dor persiste.

A dor melhora com repouso  e medicação (nitroglicerina)

A dor não é comum irradiar-se para o pescoço, mandíbula e nuca.

A dor irradia-se para o pescoço, mandíbula e nuca, na grande maioria dos pacientes.

 

Sinais e sintomas

Quase sempre o infarto surge de forma abrupta, durante repouso ou na presença  de emoções fortes. O aparecimento de modo inesperado e estranho é uma de suas características. Em 50% dos pacientes acometidos de infarto nunca sentiram nada parecido antes.   Muitas vezes, sintomas outros que não a dor, são sentidos há algum tempo antes do infarto ocorrer, mas geralmente a dor é um dos indicadores mais fortes. Ocasionalmente as manifestações são bem menos específicas, consistindo de queimação ou desconforto subesternal ou epigástrico, que é interpretado como "indigestão"  ou "azia". Em cerca de um terço dos pacientes o início é inteiramente assintomático e a doença é descoberta mais tarde, durante um ECG de rotina.

Sintomas iniciais:

·         Dor que pode variar de fraca a muito forte  no meio do peito. A dor em alguns casos pode durar horas a dia.

·         Dor no peito refletindo nos ombros e braço esquerdo, pescoço e maxilar.

·         Sensação de compressão no peito.

·         Respiração acelerada.

·         Dispnéia (dificuldade para respirar), em alguns casos é causada pela dor no peito.

·         Sudorese (suor intenso).

·         Náuseas.

·         Vômitos.

·         Tontura.

·         Palidez.

·         Perda temporária da consciência (alguns casos).

·         Sensação de morte iminente.

 

Casos graves:

·         Intenso mal-estar.

·         Dor fortíssima no peito.

·         Falta de ar.

·         Sensação de morte iminente.

·         Desfalecimento.

·         Choque.

Em alguns casos o Infarto pode ocorrer sem qualquer aviso prévio,  e o socorro deve ser imediato, levando  o paciente para qualquer hospital o mais próximo possível, público ou particular.  O hospital tem a obrigação de dá os primeiros socorros imediatamente ao paciente.  O paciente corre risco gravíssimo de vida, se o atendimento médico não for imediato.

Obs:  O paciente com Diabetes mellitus pode não sentir dor grave com o Infarto do miocárdio. A neuropatia que acompanha o diabetes interfere com os neurorreceptores, atenuando assim a sensibilidade dolorosa.

Diagnóstico

·         Anamnese: história da doença relatada pelo paciente ou familiares. Essa anamnese ocorre em duas etapas: (1) história da doença atual e (2) história das doenças pregressas e da saúde familiar, principalmente no que se refere à incidência de cardiopatia na família. Habitualmente, a história pregressa pode proporcionar informação valiosa sobre os fatores de risco ou doença cardíaca coronariana do paciente. A história da doença atual é, em muitos casos, conclusiva  para o diagnóstico do Infarto do miocárdio.

·         Exame físico.

·         Exame clínico.

·         Exames laboratoriais.

·         Testes para a dosagem de enzimas  e isoenzimas séricas, resultantes da destruição de células cardíacas.

·         Estudo da Creatinoquinase e suas isoenzimas: A creatinoquinase  (CK, com sua isoenzima CK-MB) é considerada  o indicador mais sensível e confiável de todas as enzimas cardíacas.  Existem três isoenzimas da CK: CK-MM (músculo esquelético), CK-MB (músculo cardíaco) e CK-BB (tecido cerebral). A CK-MB  é a isoenzima específica do coração; isto é, ela só é encontrada nas células cardíacas e, portanto, só aumenta quando houver destruição destas células. A CK-MB é o indicador mais específico para o diagnóstico do Infarto agudo do miocárdio. Ela sempre está aumentada nos casos de angina do peito grave, insuficiência coronariana e Infarto agudo do miocárdio.

·         Raio X do tórax: mostra o tamanho, contorno e posição do coração.

·         Tomografia computadorizada: identifica o contorno cardíaco que pode não ser visível aos Raios X; identifica e localiza calcificações intracardíacas e vasculares.

·         Exames cardiológicos específicos.

·         ECG - Eletrocardiograma: O ECG proporciona informação sobre a eletrofisiologia do coração. Através da utilização das leituras repetidas, o médico é capaz de monitorizar a evolução e regressão de um infarto. A localização e tamanho relativo do infarto também podem ser determinados pelo ECG. Embora existam tecnologias mais modernas, que ofereçam dados diagnósticos equivalentes, o ECG ainda é o primeiro instrumento diagnóstico disponível, devido ao fácil acesso à beira do leito e sua inocuidade.

·         ECC -Ecocardiograma (exame que é capaz de analisar as estruturas do coração).

·         Ultra-sonografia intravascular: exame que serve para diagnosticar placas moles de gordura no interior das camadas que compõem a parede das artérias.

·         Cateterismo cardíaco: exame cardiológico invasivo que serve para localizar no coração o exato local da doença, qual a artéria bloqueada e qual o grau de obstrução.  Esse exame também pode ajudar na terapêutica (tratamento).

Depois do resultado dos exames, é escolhido o melhor tratamento para o paciente.

Tratamento

Se o  paciente desenvolve um IAM e alcança o hospital, pode dar entrada na emergência apresentando um quadro complicado ou não de infarto do miocárdio:

1. Casos não complicados (10 a 20%).

2. Casos complicados (80 a 90%).

·         Arritmias cardíacas, inclusive defeitos de condução (90%).

·         Insuficiência ventricular esquerda congestiva com edema pulmonar  discreto ou acentuado (60%).

·         Choque cardiogênico (10 a 15%).

·         Ruptura da parede livre do septo ou do músculo papilar (1 a 5%).

·         Tromboembolismo (15 a 20%).

O paciente deve ser assistido em uma UTI cardiológica,  em virtude da natureza agressiva dos tratamentos necessários para reduzir a lesão miocárdica e para que possa ser implementado todo o tratamento de emergência. As unidades de UTI cardiológicas estão equipadas com aparelhos para monitorização contínua, que facilitam o controle das arritmias e outros parâmetros hemodinâmicos. O paciente é monitorizado através de vários aparelhos. Caso necessite de cirurgia  imediata, o paciente deve ser estabilizado, para que possa sofrer uma intervenção cirúrgica de alta complexidade. Caso, o paciente não esteja devidamente estabilizado, poderá ir a óbito durante a cirurgia. Após a cirurgia cardíaca o paciente deve retornar a UTI.

Tratamento clínico:  O objetivo do tratamento clínico é reduzir a lesão miocárdica. Isto pode ser obtido através do alívio da dor torácica, repouso e prevenção das complicações, como arritmias fatais e choque cardiogênico. O período mais crítico para o paciente com IAM, são os primeiros 2 a 3 dias depois do ataque. A área do infarto pode aumentar por várias horas ou dias após o início da crise. O choque cardiogênico e a fibrilação ventricular são as causas comuns de morte súbita durante esse período.

Tratamento trombolítico:  O objetivo deste tratamento é minimizar a lesão miocárdica e, desta  forma, reduzir a probabilidade de complicações. Para reduzir a extensão do infarto, o importante é a administração dos agentes trombolíticos. A finalidade destes medicamentos é dissolver qualquer  trombo, que possa ter sido formado na artéria coronária, diminuindo a obstrução e, desta forma, a extensão do infarto. Para que estes os agentes sejam eficazes, é fundamental que sejam administrados precocemente, após o início da dor torácica.  Três agentes  trombolíticos têm sido valiosos na trombólise: estreptoquinase, ativador do plasminogênio tecidual (AP-t) e anistreplase.  Estes medicamentos só são eficazes se forem administrados dentro de 6 horas após o início da dor torácica,  antes de ocorrer necrose tecidual transmural; portanto, a população de pacientes beneficiados por esse tratamento é pequena.

Tratamento cirúrgico: A cirurgia de revascularização coronariana ainda é a alternativa viável de revascularização miocárdica nos indivíduos em que a lise do coágulo não foi conseguida ou está contra-indicada.  A colocação de ponte de safena ou mamária é o tipo mais comum de cirurgia cardíaca. Nela cria-se uma rota alternativa para a passagem do sangue. Durante a operação, o coração pára de funcionar e o sangue é transferido para uma máquina. Cerca de 20% a 30% que sofreram a cirurgia precisam de uma segunda intervenção em dez anos aproximadamente.

Cateterismo: Exame cardiológico invasivo que é  feito para diagnosticar ou corrigir problemas cardiovasculares,  como, por exemplo, a visualização de um estreitamento, geralmente formado por uma placa de gordura na artéria coronária. O cateterismo  é realizado por uma equipe especializada, geralmente composta por técnico de raio X, enfermeira  e dois cardiologistas com experiência em procedimentos de cardiologia intervencionista.  O procedimento  é feito com o paciente acordado, a anestesia é local e dura entre 30 a 60 minutos. Depois de selecionar um vaso sanguíneo, o médico realiza um corte no braço com dois ou três centímetros  de largura ou então uma punção na artéria da virilha.  Por essa passagem será introduzido um  cateter ultrafino, que vai percorrer o caminho até chegar ao coração ou às artérias coronárias. Pelo cateter é injetado o contraste, permitindo ao médico visualizar, por meio de um monitor, os vasos e cavidades do coração. Essas imagens são registradas para posterior avaliação.  A depender do resultado do cateterismo, avalia-se a necessidade de realizar um angioplastia.

Angioplastia: Está indicada para pacientes graves. Procedimento que consiste na introdução de um longo e fino cateter com um pequeno balão no local da obstrução, o qual empurra a placa contra a parede da artéria, e libera o fluxo sanguíneo.  Depois, o cateter e o balão são removidos.

Angioplastia com stent: Procedimento que consiste na introdução de um longo e fino cateter com um dispositivo de metal que é colocado no local da artéria lesionada, mantendo o caminho livre para o sangue chegar ao coração. Trata-se  de uma espécie de mola que esmaga a placa de gordura contra a parede do vaso. Mas,  nem isso é garantia de um desentupimento eficaz. Dois em cada dez paciente operados, voltam a ficar com a artéria bloqueada em seis meses. Por isso, alguns médicos já utilizam stents com drogas que impedem a divisão celular e evitam nova obstrução.

Benefícios da Angioplastia:

·         Alívio da angina.

·         Permite uma aumento da atividade física livre de angina.

·         Permite o retorno precoce às atividades normais.

·         Menor consumo de medicamentos.

·         Menos invasiva do que a cirurgia.

·         Hospitalização mais breve e menor custo.

Riscos da Angioplastia:

·         Lesão da artéria.

·         Infarto do miocárdio durante o procedimento.

·         Reobstrução do vaso que foi dilatado, exigindo nova angioplastia ou cirurgia.

·         Piora da angina.

·         Cirurgia de bypass de urgência.

·         Cirurgia de revascularização: A cirurgia de revascularização usa uma veia da perna ou uma artéria do peito para fazer uma união da aorta até um ponto além daquele em que a coronária está obstruída, a fim de permitir uma passagem do sangue.

Assistência de enfermagem

O tratamento e conduta de enfermagem tem como objetivos:

·         Prevenir a morte por arritmia, assistolía e choque cardiogênico.

·         Limitar o tamanho do infarto.

·         Favorecer a cicatrização do miocárdio.

·         Facilitar a reabilitação.

O paciente que está tendo um Infarto do miocárdio necessita de uma avaliação  ordenada e intensiva por parte da enfermagem. A ênfase é dada para a observação ordenada dos sinais  vitais associados ao funcionamento eficiente do sistema cardiovascular, verificado através da freqüência e ritmo cardíacos, débito urinário e nível de consciência. As intervenções da enfermagem são direcionadas para o restabelecimento do conforto prejudicado pela dor torácica e, desta forma, para a redução da ansiedade. O paciente também é auxiliado em sua recuperação, através de um programa de reabilitação cardíaca formal.

Um dos aspectos mais importantes da assistência ao paciente com Infarto do miocárdio é a avaliação feita pela enfermagem. Ela serve para colher informações iniciais sobre o estado atual do paciente, a fim de que quaisquer anormalidades possam ser detectadas imediatamente. A avaliação da enfermagem é ordenada e abrangente e tem como objetivos identificar as necessidades do paciente cardíaco estabelecendo prioridades.  A avaliação sistemática do paciente inclui uma história cuidadosa, principalmente no que se refere à descrição dos sintomas: dor torácica, dispnéia, palpitações, desmaio (síncope) ou transpiração excessiva (sudorese).

Cada sintoma precisa ser avaliado no que diz respeito à hora, duração e fatores precipitantes e atenuantes. Além disso, o exame físico pormenorizado e completo é fundamental para a detecção das complicações.  Um método sistemático por parte da enfermagem pode indicar a melhora do paciente ao tratamento implementado, como também pode detectar possíveis complicações. Na avaliação da  enfermagem deve também constar os seguintes parâmetros:

·         Nível de consciência: A alteração sensorial pode significar que o coração não está perfundindo adequadamente a circulação cerebral.

·         Tamanho do coração: O tamanho do coração pode ser avaliado pela determinação de sua localização através da palpação. O desvio do coração  para  a esquerda e para baixo pode indicar crescimento ventricular esquerdo.

·         Sons cardíacos: A ausculta é utilizada para identificar os sons cardíacos normais. O estetoscópio precisa ter uma campânula, para captar os sons graves e um diafragma para se auscultar os sons agudos. Quando se utilizar a campânula do estetoscópio, ele deve ser aplicado suavemente sobre a pele; ao usar o diafragma, ele deve ser aplicado firmemente. A primeira bulha cardíaca (B1), mais audível sobre o ápice do coração e indicando o início da sístole, deve ser identificada primeiramente. A segunda bulha (B2) mais audível na base e indicando o começo da diástole, deve ser indicada a seguir. Os sons cardíacos anormais também são auscultados. Estes incluem a terceira bulha (B3), conhecida como galope ventricular, e a quarta bulha (B4), denominada galope atrial ou pré-sistólico. A enfermeira pode ouvir, freqüentemente, o desenvolvimento de B3 depois do IAM. O som desta bulha é produzido quando o sangue dentro dos ventrículos atinge paredes rígidas de um miocárdio lesado. A bulha B3 pode ser um sinal precoce de insuficiência ventricular esquerda iminente. A detecção precoce dessa bulha, seguida de tratamento clínico vigoroso, pode evitar o edema pulmonar potencialmente fatal.

·         Ritmo cardíaco: A incidência das arritmias após um Infarto do miocárdio é de aproximadamente 90%. Sua detecção precoce permite a instituição precoce do tratamento anti-arrítmico farmacológico, que pode evitar a redução subseqüente no débito cardíaco, hipotensão, diminuição da perfusão para órgãos vitais e a progressão para arritmias fatais. O monitor cardíaco é utilizado para avaliar continuamente a freqüência, ritmo e condução do coração. O ECG nas 12 derivações é registrado quando houver qualquer alteração marcante no ritmo.

·         Pulsos periféricos: A enfermeira deve avaliar  a freqüência, ritmo e volume  dos pulsos. Os distúrbios cardiovasculares serão refletidos nestes parâmetros. Um pulso rápido, regular, porém fraco, pode indicar redução do débito cardíaco. Um pulso lento pode indicar bloqueio cardíaco. Um pulso irregular sugere arritmias cardíacas. Pulsos diminuídos ou ausentes podem indicar que um trombo do ventrículo esquerdo foi expulso para a periferia. As artérias femorais são, estatisticamente, os locais mais freqüentes de êmbolos arteriais periféricos.

·         Estado da volemia:  O débito urinário é importante, especialmente em relação à ingestão de líquidos. A oligúria é um sinal precoce do choque cardiogênico. A enfermeira deve pesquisar a existência de edema.  No paciente acamado, o sacro deve ser avaliado quanto à presença de edema.

·         Pressão de pulso:  É preciso atentar cuidadosamente para as medidas da pressão de pulso. Esta medida corresponde à diferença numérica entre as pressões sistólica e diastólica. Muitas vezes, após o infarto do miocárdio ocorre a pressão do pulso convergente. O volume sistólico pode ser inferido a partir da pressão de pulso; isto é, volume sistólico é a quantidade de sangue ejetada a cada contração ventricular.

·         Ruídos intestinais:  A avaliação da motilidade intestinal é importante para a eventualidade de uma trombose arterial mesentérica. Uma diminuição da irrigação sanguínea causará infarto intestinal, que é uma complicação  potencialmente fatal.

·         Ruídos pulmonares:  A ausculta dos campos pulmonares a intervalos freqüentes é fundamental na avaliação dos sinais de insuficiência ventricular. A ausculta de B3, quase sempre se acompanha de estertores nas bases dos pulmões.

Ansiedade no paciente com Infarto: A enfermeira deve avaliar, documentar e relatar ao médico o nível de ansiedade do paciente e da família e os mecanismos de adaptação. Estes dados fornecem informações sobre o bem-estar psicológico e uma linha de base para que possam ser comparados os sintomas após o tratamento. As causas de ansiedade são várias e individuais e podem incluir doença aguda, hospitalização, dor, interrupção da atividade da vida diária em casa ou no trabalho, modificações de papéis e auto-imagem devido à doença crônica e falta de recurso financeiro.  A enfermagem deve permitir horários flexíveis de visitas, possibilitando a presença de um familiar para ajudar a reduzir o nível de ansiedade do paciente. Ansiedade não resolvida (resposta ao estresse) aumenta  consumo de oxigênio pelo miocárdio. A redução do estresse pode ajudar a diminuir o consumo de oxigênio pelo miocárdio e aumentar a sensação de bem-estar.

Tratamento dietoterápico: Quando a dieta for liberada, esta deve ser hipossódica e hipocalórica. A dieta hipossódica pode reduzir o volume extracelular, diminuindo assim a pré e pós-carga e, portanto, o consumo pelo miocárdio de oxigênio. No paciente obeso, a diminuição do peso pode diminuir o trabalho cardíaco e aumentar o volume corrente.

PrognósticoO prognóstico quanto à qualidade de vida e a duração da vida após um infarto do miocárdio depende  da extensão e gravidade do infarto, da idade do paciente, do estado cardiovascular anterior e local do infarto, de quanto houve de comprometimento do músculo cardíaco e do tipo de tratamento que o paciente teve acesso. As doenças que acompanham o paciente também podem interferir no prognóstico:

·         A curto prazo o prognóstico é pior em pessoas idosas, diabéticas, portadores de insuficiência cardíaca e portadores de insuficiência renal. 

·         A longo prazo: o prognóstico, tanto para a duração quanto para a qualidade de vida, também dependem da severidade do infarto e das medidas preventivas tomadas.

·         A sobrevida de um infartado tem aumentado, nos últimos tempos devido aos tratamentos medicamentosos e aos procedimentos cirúrgicos mais eficazes

Não importa a intensidade do infarto. Ás vezes, mesmo pequeno, pode provocar uma parada cardíaca e levar à morte. De cada 100% dos pacientes, 25% morrem em casa ou na rua em decorrência de infarto seguido de parada cardíaca. Dos que chegam vivos ao hospital depois do infarto, 10% vão a óbito dentro  do primeiro mês após o incidente e outros 10% terão um novo infarto dentro de um ano.

Complicações

·         Edema agudo do pulmão.

·         Arritmias cardíacas: ocorrem com freqüência nos primeiros dias após o infarto.

·         Taquicardia ventricular.

·         Pericardite.

·         Insuficiência cardíaca congestiva (ICC).

·         Êmbolos cerebrais e periféricos.

Complicações graves que podem cursar para risco de vida:

·         Choque cardiogênico.

·         Aneurisma ventricular.

·         Infarto intestinal.

·         Embolia pulmonar.

·         Fibrilação ventricular.

·         Ruptura do miocárdio.

·         Parada cardíaca.

Reabilitação cardíaca:

Os objetivos da reabilitação do paciente com Infarto do miocárdio são prolongar e melhorar a qualidade de vida. O objetivo imediato é o retorno do paciente, o mais rapidamente possível, a um estilo de vida normal ou próximo do normal. Estas  metas incluem o condicionamento do paciente para a atividade física, educando-o e à sua família e iniciando aconselhamentos psicossocial e vocacional, quando necessários.    A reabilitação cardíaca ocorre em quatro fases:

·         Fase 1:  Começa após o episódio agudo da doença enquanto o paciente ainda estiver na unidade de tratamento coronariano.

·         Fase 2: Estende-se durante o restante da hospitalização, durante estes estágios, a enfermeira pode auxiliar o paciente a compreender a importância da independência, mesmo quando ele estiver restrito ao leito.

·         Fase 3: Inicia-se com a alta do paciente para casa e continua por todo o período de convalescença. O objetivo desta fase é continuar a recuperação dos níveis de atividade pessoais, que possibilitam a sua volta ao trabalho ou reassumir as atividades nas quais participava, antes do infarto.

·         Fase 4: Objetiva o condicionamento a longo prazo e a manutenção da estabilidade cardiovascular. Em geral, o paciente está bem orientado durante esta fase e não necessita de um programa supervisionado. Os objetivos de cada fase preparam para as fases precedentes.

Durante todas as fases da reabilitação, os objetivos da atividade e tolerância ao esforço são obtidos através do condicionamento físico. Nisto consiste o aprimoramento da eficiência cardíaca. A eficiência cardíaca é obtida quando o trabalho e as atividades da vida cotidiana puderem ser realizados sob freqüência cardíaca e pressão arterial menores. Isso fará com que as necessidades de oxigênio do coração sejam reduzidas, diminuindo assim o esforço cardíaco.

Prevenção

Alguns cuidados ao longo da vida, podem proteger o homem de um futuro infarto do miocárdio:

·         Alimentação balanceada.

·         Realizar exames periódicos.

·         Evitar o sedentarismo, através da prática de exercícios.

·         Evitar a obesidade.

·         Reduzir o colesterol, caso exames detectem o aumento no sangue.

·         Evitar o fumo.

·         Evitar ingerir álcool em excesso.

·         Controlar a pressão arterial.

·         Caso tenha Diabetes, mantê-la sob controle.

Caso o seu estilo de vida, seja considerado um fator de risco para um Infarto do miocárdio, tente mudá-lo imediatamente.

Cuidados gerais após o Infarto do coração

Cardiopatas que sofreram ataques cardíacos devem tomar cuidado com os primeiros 30 dias depois da crise. O período é considerado de alto risco pelos especialistas. Depois da crise, o risco de morte súbita é bastante alto, porque o coração tem que se adaptar à nova condição hemodinâmica. O paciente que teve um Infarto do miocárdio deve aprender a regular as suas atividades  de acordo com as respostas pessoais  a cada situação. 

Deve-se modificar as atividades durante a convalescença para conseguir  uma recuperação completa. A cicatrização miocárdica se inicia precocemente, mas só completa após períodos variáveis, em torno de 6 a 8 semanas. Um Infarto do Miocárdio geralmente exige algumas modificações do estilo de vida; a adaptação ao ataque cardíaco é um processo evolutivo.

·         Evitar qualquer atividade que produza dor torácica, dispnéia ou fadiga excessiva.

·         Evitar extremos de frio e calor e caminhar contra o vento.

·         Emagrecer, se for necessário.

·         Parar de fumar.

·         Alternar atividade com períodos de repouso. Alguma fadiga é normal e esperada durante a convalescença.

·         Utilizar esforço próprio para compensar as limitações.

·         Desenvolver padrões dietéticos regulares. Seguir a risca a dietoterapia prescrita pelo médico. Seguir a dieta prescrita, principalmente modificando calorias, gordura e sódio de acordo com a prescrição médica.

·         Restringir as bebidas contendo cafeína, já que podem afetar a freqüência e o ritmo cardíaco e a pressão arterial.

·         Fazer todos os esforços necessários  para seguir  o tratamento médico, especialmente quanto ao uso dos medicamentos.

·         Buscar atividades que aliviem a tensão.

·         Evitar esforço físico imediatamente após uma refeição.

·         Levantar ou empurrar objetos pesados.

·         Trocar os pneus do carro.

·         Reduzir a jornada de trabalho, quando retornar ao emprego.

·         Caminhar diariamente, aumentando a distância e o tempo conforme prescrito.

·         Sexo, se for possível, seria prudente após  a 3ª semana após a alta hospitalar. Lembre-se uma relação sexual requer o mesmo esforço físico despendido ao subir escadas e caminhar em ritmo acelerado.

Contatar o médico, quando ocorrerem os seguintes sintomas:

·         Falta de ar.

·         Desmaio.

·         Freqüência cardíaca rápida ou lenta.

·         Edema (inchaço)  dos pés e tornozelos.

Obs:  Recorrer ao setor de emergência mais próximo, caso a pressão ou dor torácica não seja aliviada em 15 minutos pela nitroglicerina.

Dicas para retomar a vida sexual

Entre a 3ª semana  e a 4ª semana, depois da alta hospitalar, após o infarto, você já pode ter relações sexuais.  A relação sexual antes desse período deve ser evitada, porque  o ato sexual requer o mesmo esforço físico despendido ao subir escadas e caminhar em ritmo acelerado.  Geralmente, após  a 3ª semana  completa  após a alta o seu coração e seu corpo já podem retomar  a vida sexual sem prejuízo para sua saúde. Mas, esse tempo  (entre a 3ª e a 4ª semana pós-alta) pode ser menor ou maior, depende  do grau de comprometimento do seu coração e das seqüelas que ficaram em conseqüência do infarto.  O seu cardiologista irá definir o tempo correto.

Algumas dicas para retomar a vida sexual sem problemas:

·         Selecione um ambiente confortável e com temperatura agradável.

·         Mantenha relações sexuais não muito prolongadas. Não adote posições em que tenha se suportar o peso de seu parceiro (ou parceira) por tempo prolongado.

·         Permita que seu parceiro (ou parceira) assuma o papel ativo. Isso não é nenhum constrangimento, é necessidade. Porque você ainda está na fase de recuperação, não pode fazer muito esforço físico, e se a sua parceira (o) realmente gosta de você, irá entender as novas mudanças.

·         Evite duchas frias ou quentes, bem como saunas, antes ou depois da relação sexual.

·         É melhor fazer sexo pela manhã do que à tarde. Porque pela manhã você está mais relaxado e menos cansado.

·         Evite praticar exercícios, comer em excesso ou beber álcool antes da relação sexual.

·         Evite relacionamentos que possam gerar tensão emocional ou angustia.

·         Evite locais incômodos ou exóticos.

·         Interrompa de imediato a relação sexual se notar manifestações associadas a sua doença cardíaca (sinais de alarme).

 

 

Interrompa sua atividade sexual imediatamente, caso sinta dois ou mais sintomas relacionados abaixo:

·         Dor ou pressão no peito, no pescoço, no maxilar ou no braço esquerdo.

·         Palpitações: sensações de batimentos fortes.

·         Dificuldade de respirar.

·         Vertigem ou sensação de desmaio.

·         Suor frio e pegajoso no rosto.

·         Náuseas.

·         Visão embaçada.

·         Sensação inexplicada de fraqueza excessiva.

 

Caso ocorra, tome as seguintes providências:

·         Acalme-se e respire o mais normal possível.

·         Se não tiver  nenhum problema, peça à sua parceira (o), para entrar em contato com o celular de seu médico. Caso haja, algum inconveniente de sua parceira )o) contatar o médico, faça você mesmo a ligação.

·         Informe ao médico, o que está sentindo, e o que estava fazendo quando ocorreu os primeiros sintomas.

·         Proceda conforme as recomendações do seu cardiologista.

·         Caso não consiga entra em contato com  o cardiologista, procure atendimento médico de emergência. De preferência, procure a emergência do hospital, onde você foi atendido quando do Infarto.

 

Cuidados com o coração

·         Os exames cardiológicos são importantes e devem ser feitos anualmente. Cardiologistas recomendam que homens e mulheres acima dos 40 anos de idade façam um check-up básico anualmente, o que inclui eletrocardiograma, ecocardiograma, e os testes de esforço, tanto o ergométrico quanto o cardiopulmonar.

·         Alimentação saudável.

·         Não fumar.

·         As crianças obesas não devem ficar de fora da avaliação cardíaca, em especial àquelas com registros familiares de hipertensão, colesterol alto, angina ou infarto.

·         Prática de exercícios regulares.

·         Evitar bebidas alcoólicas em excesso.

·         No exame de sangue periódico, deve-se solicitar a concentração da proteína C-reativa. Quanto mais alta a concentração da substância maior o risco de inflamações nas artérias e, portanto, da instabilidade das placas de gordura. Muitos indivíduos que tiveram infarto ou distúrbios cardiovasculares graves estavam com essa proteína C-reativa aumentada.

·         Não seja depressivo, procure enxergar o lado bom da vida

Padrão de comportamento nas pessoas com tendência a distúrbios cardíacos

Acredita-se que o estresse e certos comportamentos contribuam para a patogenia da cardiopatia coronariana (aterosclerótica). Estudos epidemiológicos e psicobiológicos têm  investigado os comportamentos que caracterizam  as pessoas suscetíveis à doença  coronariana:

·         Disputa competitiva por empreendimentos.

·         Senso exagerado de urgência do tempo.

·         Agressividade.

·         Hostilidade.

As pessoas que apresentam estes padrões de comportamento são classificadas como suscetíveis às doenças cardiovasculares.  Parece que, além de reduzir outros fatores de risco (tabagismo, gorduras alimentares, obesidade, sedentarismo, hipertensão), estes indivíduos devem tomar providências para alterar o estilo de vida e os hábitos de vida a longo prazo.


Dúvidas de termos técnicos e expressões, consulte o Glossário geral.