DOENÇA DE ALZHEIMER 


Definição

A Doença de Alzheimer (DA) é uma doença degenerativa, progressiva, crônica, lenta, não infecciosa, não contagiosa,   que causa uma deterioração cerebral acompanhado de profundos efeitos sobre a memória, cognição, intelectivo, neurológico e capacidade de auto-cuidado. É uma doença que está no rol das doenças sem cura, trazendo problemas psicossociais tanto para o doente como para a sua família. 

O esquecimento a ponto de não se lembrar das pessoas, dos momentos marcantes da sua vida,dos seus familiares como filhos e netos, problemas de comportamento e a perda de coordenação e habilidades motoras, torna a doença dolorosa e traumática para as pessoas que o acompanham o idoso e vêem as condições do doente ano após ano se deteriorando e definhando cada vez mais. Como a população mundial está envelhecendo, a doença esta em uma fase crescente em números de casos diagnosticados.

Sinonímia

É conhecida também pelos seguintes nomes:

·         Demência de Alzheimer.

·         Demência pré-senil do tipo Alzheimer.

·         Demência senil.

·         Síndrome de Alzheimer.

·         Demência senil do tipo Alzheimer.

 Histórico

Dr. Alois Alzheimer (1864-1915), psiquiatra e neuropatologista alemão em 1907, foi o primeiro a descrever com detalhes científicos um quadro de demência de evolução lenta e progressiva. Mais tarde Kraepplin, em 1912, reconhece o quadro clínico e denomina o processo mórbido da DA.

Fisiopatologia

Na Doença de Alzheimer o cérebro é atingido progressivamente, a degeneração e atrofia cortical é difusa compromete as camadas externas do córtex, principalmente dos lobos frontal e temporal. Os dentritos e axônios contêm excessos de neurofibrilas (fibras anormais entrelaçadas) e mitocôndrias alterados. Ocorrem também alterações fibrilares, as placas senis (estruturas redondas ou ovóides, compostas de dentritos e sinapses inseridas em um núcleo amilóide central) são numerosas e, é evidente a degeneração neurofibrilar de muitas células ganglionares.

Há uma perda acentuada de células nervosa no córtex cerebral, com uma correspondente atrofia cerebral, a morte desses neurônios é acompanhada de uma correspondente atrofia cerebral.  Ocorre também um significante decréscimo da enzima acetilcolina-transferase no tecido cerebral que produz a acetilcolina que é um neurotransmissor envolvido no aprendizado e na memória.

Incidência

·         Cerca de 60% dos casos de demência senil são da Doença de Alzheimer.

·         Há uma prevalência muito grande da Doença de Alzheimer entre os pacientes com Síndrome de Down, com idade entre 30 e 40 anos de idade.

·         Não existem dados científicos de que a Doença de Alzheimer ocorra em pessoas com menos de 45 anos de idade, a não ser que haja problemas patológicos. 

·         Há um predomínio maior em pessoas do sexo feminino.

·         Os primeiros sintomas ocorrem em pessoas com idade entre 50 e 60 anos de idade.

·         No Brasil estima-se que existam mais de  1 milhão de idosos com a doença.

·         Aproximadamente cerca de 4% da população acima dos 65 anos de idade é acometida da doença.

·         Estima-se que em 2025, cerca de 71% da população mundial acima dos 65 anos apresentará algum tipo de demência, e a Doença de Alzheimer estará no topo dessa pirâmide.

Causas

As causas da Doença de Alzheimer ainda são indefinidas, mas muitas hipóteses são sustentadas sob o ponto de vista médico-cientifíco:

·       Tóxica: intoxicação pelo alumínio, chumbo, mercúrio.

·        Infecciosa: vírus lento.

·       Genética: anormalidade do cromossomo 21.

·       Vascular: déficit de irrigação.

·       Metabólica: alterações das funções do retículo-endoplasmático liso.

·       Liberação de radicais livres:

·       Neuroquímica: déficit dos circuitos colinérgicos.

·       Traumas : TCE-Traumatismo Crânio Encefálico mais severos.

Formas

Atualmente distinguem-se duas formas da DA, essas diferenças são mais evidentes nas manifestações clínicas: 

·         Precoce: é mais evidente as perdas das capacidades cognitivas, a desorientação espacial, distúrbio da postura, e ecolalia, também são mais evidentes os sinais extrapiramidais.   A forma precoce da doença é mais grave que a tardia. 

·         Tardia:  na forma tardia da doença os quadros delirantes, alucinatórios e os distúrbios psicóticos são mais evidentes.  

 Doença de Alzheimer e a Reposição estrogênica

Existem evidências que demonstram que a reposição estrogênica pode proteger a mulher contra a Doença de Alzheimer. Um dos estudos demonstrou que mulheres que utilizam a terapia de reposição estrogênica apresentam metade do risco de desenvolver Doença de Alzheimer em relação àquelas  que não utilizam este tipo de tratamento.  Outro estudo mostrou que as mulheres que usaram a terapia de reposição apresentaram 35% menos risco de Doença de Alzheimer do que aquelas que nunca utilizaram  estrogênios.  Além disso, o início da Doença de Alzheimer foi mais tardio nas usuárias de terapia de reposição em relação àquelas que  não utilizaram o tratamento. Embora estes achados não sejam ainda conclusivos, é possível que o uso da terapia de reposição estrogênica após a menopausa, possa diminuir o risco ou retardar o aparecimento da Doença de Alzheimer.

A reposição estrogênica é oferecida em uma variedade de formas, incluindo:

·         comprimidos orais;

·         cremes vaginais;

·         óvulos vaginais;

·         adesivos transdérmicos;

·         gel e creme tópicos;

·         injetáveis.

Período de duração

Na maioria dos casos diagnosticados duram em média sete anos, mas os primeiros sinais precoces relatados da doença são de 2 a 3 anos antes do diagnóstico positivo da doença.

Sinais e sintomas

É uma doença que começa de forma insidiosa, mas que os familiares ou pessoas que convivem mais no dia a dia do idoso, podem notar alguns sinais precoces anos antes da doença evidenciar os sinais característicos.  O quadro clínico que se inicia de forma insidiosa, caracteriza-se principalmente por distúrbios de memória para fatos recentes e desorientação espacial.  De modo progressivo, vão se evidenciando distúrbios de raciocínio lógico, desinteresse por atividades habituais, perda de habilidade motora e apatia. Na faixa pré-senil, distúrbios afásicos e agnosias podem predominar, enquanto agitação e idéias de perseguição são mais comuns nos doentes bem mais idosos.

fase inicial:

·       pequenos enganos nos detalhes do dia a dia do idoso;

·       dificuldade de lembrar de episódios recentes;

·       esquecer números de telefones; 

·       colocar objetos em lugares errados;

·       ineficiência no trabalho;

·       dificuldade de iniciativa;

·       dificuldade quando vai colocar uma roupa e ao alimentar-se;

·       confundir nomes de pessoas da família;

·       esquecer horários, encontros e reuniões, nomes de colegas de trabalho;

·       esquecer de saldar os seus compromissos ou sua dívidas;

·       misturar compromissos;

·       não se importar com assuntos importantes;

·       atrapalha-se quando lida com dinheiro;

·       não conseguir fazer cálculos simples;

·       esquecer algumas palavras ou repetir o final de uma frase;

·       esquecer o trajeto de lugares que utilizava regularmente;

·       cometer erros ao ler e escrever;

·       não se lembra  do seu próprio nome, ou de pessoas mais próximas; 

·       dirigir-se a determinado lugar, parando no meio do trajeto, sem saber o que ia fazer, ou para onde se dirigia;

·       alterações freqüentes de humor; perda de espontaneidade; 

·       alterações no julgamento;

·       insônia; ansiedade;

·       estado depressivo, principalmente por saber que alguma coisa está errada.

fase adiantada:  essa fase da doença dura vários anos.

·       incontinência urinária;

·       incontinência fecal;

·       dificuldade  em manipular objetos;

·       lembranças de parentes que já morreram, inclusive identificar esses parentes em pessoas que estão na casa;

·       negligência nos seus cuidados diários;

·       hábitos alimentares rudes;

·       dificuldades de postura;

·       dificuldades na deambulação (andar);

·       dificuldade de comunicação;

·       paralisia facial;

·       lentidão nos movimentos;

·       hipertonicidade muscular são freqüentes;

·       contraturas das extremidades;

·       sinais extrapiramidais;

·       exibição de comportamento social inconveniente tipo: gafes, comportamento bizarro;

·       progressiva deterioração intelectual;

·       envelhecimento precoce;

·       oscilações do aspecto comportamental como: tristeza ou alegria, apatia ou inquietação;

·       atos motores repetitivos sem finalidade tais como: abotoar-se ou agarrar um objeto;

·       em alguns casos o doente pode desenvolver idéias delirantes ou paranóides;

·       ausência de perturbação da consciência;

·       agressividade e hostilidade;

·       caminhar sem rumo; desorientação espacial;

·       distúrbios da memória são mais evidentes e progressivos;

·       agnosia; afasia;

·       apraxia; alexia;

·       ecolalia; logoclonia;

·       ausência de novos pensamentos;

·       inflexibilidade;

·       ataques epilépticos, quadros delirantes, alucinatórios e distúrbios psicóticos estão presentes em alguns casos;

·       perda da memória olfativa;

·       paciente fica desligado do seu ambiente e não reconhece as pessoas.

fase terminal:

·         esquecimento completo;

·         dependência total;

·         incapacidade de deambular, o doente fica restrito ao leito;

·         emagrecimento acentuado;

·         invalidez;

·         incapacidade total de comunicação;

·         contraturas graves das extremidades e em alguns casos o paciente assume uma posição quase fetal com uma rigidez muscular que quase é impossível retirá-lo dessa posição e quando se consegue, ele volta automaticamente à posição;

 

Obs: Nessa fase a doença é marcada por uma demência senil completa, convulsões, e a morte infelizmente ocorre na maioria dos casos por inanição ou por uma infecção intercorrente;

 Apesar de ser uma doença lenta com um quadro clínico previsível, nem todos os doentes,  seguem a evolução prevista, isso varia de paciente para paciente. 

Complexo Alzheimer e a demência senil

O complexo Alzheimer-demência senil é responsável por cerca de 80 a 90% das demências degenerativas primárias. Existe história familiar em número significativo de casos. A idade em que incide a doença geralmente é a partir dos 70 anos de idade.  O quadro clínico inicia-se de modo insidioso caracterizando-se principalmente por distúrbios de memória para fatos recentes e desorientação espacial. Por vezes, o início é mais agudo, com episódio de agitação que se segue a intervenção cirúrgica ou a outro evento traumatizante. 

De modo progressivo, vão se evidenciando distúrbios de raciocínio lógico, desinteresse por atividades habituais, perda de habilidades motoras e apatia. Na faixa pré-senil, distúrbios afásicos e agnosias podem predominar, enquanto agitação e idéias de perseguição são mais comuns nos doentes mais idosos. Alteração do equilíbrio, marcha e força muscular estão ausentes, a não ser no período final quando o paciente acaba por ficar restrito ao leito. O diagnóstico do complexo Alzheimer-demência senil baseia-se em quadro clínico compatível e  em exames complementares que permitam  excluir outras etiologias. Não ha exame especifico para o diagnóstico.

Diagnóstico

·       Anamnese.

·       Exame físico.

·       Exame clínico.

·       Exames neurológicos.

·       Exames psiquiátricos.

·       Avaliação psicológica especializada.

·       Testes neuropsicológicos.

·       Avaliação psicológica especializada.

·       Exames laboratoriais.

·       TEP - Tomografia por Emissão de Pósitrons: demonstra o decréscimo do fluxo sanguíneo nas áreas corticais;

·       TC - Tomografia Computadorizada do Crânio: (demonstra uma redução progressiva do volume cerebral, acima do normal no processo de envelhecimento).

·       RNM - Ressonância Magnética.

·       Raios X.

·       ECG - Eletrocardiograma. 

·       EEG. - Eletroencefalograma.

Diagnóstico Diferencial

O diagnóstico diferencial deve ser feito para que a Doença de Alzheimer não seja confundida com outras patologias com quadro clínico semelhante. Através dos exames clínico, físico, laboratoriais e estudos radiológicos o médico pode excluir essas doenças, até chegar ao diagnóstico correto. As doenças  que podem ser confundidas com a Doença de Alzheimer são as seguintes:

·         Tumores cerebrais.

·         Efeitos colaterais de medicamentos.

·         Desidratação.

·         Hipovitaminoses.

·         Acidente Vascular Encefálico (AVE) ou Derrame.

·         Doenças da Tireóide.

·         Esquizofrenia.

·         Episódios de mania e histeria.

·         Surtos psicóticos.

·         Síndrome de Korsakoff.

·         Depressão patológica.

Tratamento

Médico especialista: Neurologista. Dependendo da evolução da doença e do acometimento de outros órgãos, outros especialistas podem ser indicados para o tratamento.

Não existe tratamento específico para essa patologia. Mas, existem medicamentos sob prescrição médica, que podem melhorar o desequilíbrio químico do cérebro e o déficit de memória, sendo que os efeitos infelizmente são temporários.

·         Sintomático: os medicamentos que são utilizados são para intercorrências sintomáticas. Atualmente são utilizados fármacos para os distúrbios comportamentais conforme a indicação médica: ansiolíticos, neurolépticos, hipnóticos e antidepressivos.

·         Avaliação clínica  geral do estado do paciente para verificar a necessidade de tratamento para correção de distúrbios  clínicos associados e essa patologia.

·         Psicológico: o paciente se possível deve ficar amparado no seio da família, sendo interessante que os familiares contratem um cuidador de idoso ou profissional da área de saúde capacitado para dar amparo e cuidados gerais ao paciente, com a evolução da doença, o paciente fica dependente de outras pessoas para as suas necessidades básicas.

·         Psicoterapia: é interessante que o paciente participe  de terapias de grupo e outras atividade que o psicoterapeuta indicar.

Apoio à família do paciente

Os familiares mais próximos devem também procurar entidades que trabalham e dão apoio a família e a pacientes com doença de Alzheimer, para ter uma maior assistência e possa se estruturar para que a convivência entre os familiares e o paciente, não entrem em conflito. Sendo uma doença em que o paciente, a cada dia, fica mais dependente da família e ao mesmo tempo se torna mais distante desta, é indicado um apoio psicológico para os familiares mais presentes ao paciente. Existem organizações e entidades que podem servir como base para que a família possa  procurar apoio psicológico, aconselhamento e trocar idéias com outras famílias que enfrentam o mesmo problema.

A família e o cuidador não devem ter pena e nem fazer tudo pelo paciente, sem que haja real necessidade. Enquanto for observada uma capacidade, mesmo que pequena, para realizar as atividades que eram normais à sua rotina, ela deve ser estimulada.  Isso fará o paciente manter a auto-estima, o respeito próprio e a diminuir a ansiedade.

O distúrbio não tem cura e as medicações ajudam apenas a retardar o aparecimento dos sintomas mais graves. Para evitar maior sofrimento quando o declínio gradativo começar, a família deve enxergar o seu ente querido como ele é hoje (alguém  que precisa de proteção constante e carinho) e não ficar lembrando de como ele era no passado.

Cuidados gerais

·         Quando a família for escolher um profissional para cuidar do paciente, deve ter em conta que este profissional seja uma pessoa qualificada, que tenha experiência na área, que tenha freqüentado um curso profissional ou de auxiliar de enfermagem ou curso específico para cuidador de idoso.

·         O paciente com DA  deve estar de preferência sempre acompanhado.

·         Talvez seja necessário o uso de fraldas geriátricas.

·         Todo o esforço deve ser feito pelos familiares,  cuidador do idoso e pela equipe multidisciplinar que assiste o paciente, para ajudá-lo nessa nova fase de sua vida, para que ele possa conviver com a sua doença na medida do possível, tendo uma qualidade de vida melhor para poder encarar todas as dificuldades que é ser portador da Doença de Alzheimer. As pessoas mais próximas e que cuidam mais do paciente deve tentar aprender e ler tudo sobre a Doença de Alzheimer.

Dicas para o portador da Doença de Alzheimer, estágio inicial

·         Sempre escreva o que você vai fazer, logo pela manhã, pois assim você não esquecerá. 

·         Se você tiver condições escolha a pessoa que vai cuidar de você, pois será ele o seu acompanhante e a pessoa que você vai depositar toda a sua confiança e a sua dependência.

·         Se você tiver condições financeiras, adapte a sua casa ou seu quarto para que você não sofra acidentes, e possa se movimentar com mais liberdade e segurança. 

·         Tente resolver se possível os seus problemas financeiros antes que a doença traga maiores problemas, e você seja considerado incapaz.

·         Cuidados com problemas de herança, se for possível faça imediatamente o seu testamento para que não haja disputas judiciais pela sua fortuna ou seus bens materiais.

·         Consulte um advogado  para lhe dar apoio jurídico.

·         Não dirija, pois a doença afeta sua memória e as habilidades manuais.

·         Não beba, pois você está tomando medicamentos muito fortes. 

·         Tenha fotografias de seus filhos netos e familiares mais próximos, e  escreva nelas o nome e o parentesco familiar; faça o mesmo com fotos dos seus verdadeiros amigos, pois serão estes que vão lhe visitar.

·         Não participe muito de festa de aniversários, reuniões com muitas pessoas, pois nesses casos sua memória pode lhe trazer problemas, principalmente no âmbito das lembranças, você pode esquecer o nome e a fisionomia das pessoas e isso pode lhe trazer alguns inconvenientes.

 Atualidades

Terapia genética: Está sendo testada uma terapia genética que visa reduzir a progressão da Doença de Alzheimer. A terapia consiste em um implante no cérebro de um tecido modificado geneticamente por neurocirurgiões, o tecido contém proteínas, chamadas de fatores de crescimento que os médicos acreditam que impedirão a morte das células da memória e do raciocínio, que se degeneram em pacientes de Alzheimer. Não é uma cura, mas um procedimento  que pode retardar  os efeitos da doença. Esse procedimento está sendo testado na Universidade da Califórnia, em San Diego, pelo Dr. Mark Tuszynki.  

Medicamentos em estudos: Ao contrário do arsenal terapêutico atual, o qual se restringe ao controle dos sintomas da doença de Alzheimer, dois medicamentos em estudo têm como foco os mecanismos que originam a doença: Rember: Pesquisadores da Universidade de Aberdeen, na Escócia, estão testando o medicamento. Feito à base de azul de metileno, o remédio impede a deterioração de um grupo de proteínas chamadas tau. No cérebro dos portadores de Alzheimer essas proteínas agem de forma inadequada causando a morte de neurônios.  
Molécula LY2062430: Anticorpo monoclonal do laboratório americano Eli Lilly.  Combate o excesso de proteína betaamilóide no cérebro. Nos portadores da doença, essa proteína forma placas e emaranhados de fibras que matam as células cerebrais.  Os estudos desses novos medicamentos está na fase 2 de pesquisa.

Estatina: Em pessoas com propensão genética à doença de Alzheimer, há indícios de que o colesterol alto facilite  a formação das placas tóxicas que levam os neurônios à morte. Ao baixarem o colesterol, as estatinas (remédio que foi criado originalmente para combater o colesterol alto)  reduziriam a produção dessas placas, promovendo uma queda de 40% na probabilidade de ocorrência do mal de Alzheimer. Estudos recentes mostram essa redução, através das estatinas, em pacientes com a doença.

Tratamento e medicamentos excepcionais gratuito: Os portadores da Doença de Alzheimer têm acesso gratuito ao tratamento da doença pela  Rede Pública de Saúde. Portaria do Ministério da Saúde n° 1318 de 23/07/2002.


Dúvidas de termos técnicos  e expressões, consulte o glossário específico de Doenças Neurológicas.