HALITOSE
Definição
A Halitose não é uma doença. É um sintoma de que o organismo está em desequilíbrio, e este deve ser identificado e tratado. Quase todas as pessoas têm episódios esporádicos de Halitose, principalmente quando passa muitas horas sem se alimentar. Muitas pessoas apresentam a Halitose na sua forma crônica e muitos deles nem desconfiam, pois o odor bucal dificilmente é percebido pela própria pessoa. Como o olfato rapidamente se adapta a cheiros constantes, o indivíduo perde a capacidade de perceber o próprio mau hálito. E geralmente, a maioria das pessoas com as quais o paciente convive se sente constrangida em alertar sobre o fato.
A Halitose é um problema que compromete a qualidade de vida do portador, podendo causar constrangimento social, afetivo e em alguns casos até profissional. Visto como uma doença, o mau hálito é na verdade, um sinal de que algo no organismo está diferente.
Sinonímia
A Halitose também é conhecida cientificamente como "alteração do ar expirado".
Incidência
O mau hálito crônico atinge cerca de 40% dos brasileiros.
90% dos casos de Halitose, têm como origem, a boca.
O estômago, como causa da Halitose, ocorre apenas em 0,1% dos casos.
A doença atinge 65% das pessoas acima de 65 anos.
Causas
Existe uma grande lista de agentes causadores da Halitose, dentre eles pode-se destacar os mais recorrentes:
Má higienização da boca.
Placas bacterianas, alojadas nas amígdalas e na superfície da língua (chamada de saburra lingual).
Presença de tártaro, nos dentes.
Doenças gengivais.
Hipossalivação (baixa produção de saliva).
Uso de determinados medicamentos.
Prisão de ventre.
Estresse: a situação de fadiga física e mental aumenta a liberação de adrenalina e cortisol. Esses hormônios inibem o funcionamento das glândulas salivares, produzindo uma doença chamada de xerostomia (sensação de boca seca). Além do mau hálito, esse distúrbio causa também ardência na boca e a sensação de língua colante. Para reverter o quadro é preciso antes de tudo manter o estresse sob controle.
Ingestão insuficiente de água.
Hipoglicemia.
Secundárias:
Distúrbios hepáticos.
Doenças das vias aéreas superiores.
Diabetes.
Deficiência do sistema imunológico.
Insuficiência renal.
Processos infecciosos.
Halitose e o estômago
O estômago é apontado erroneamente como o grande causador da Halitose, levando muitos profissionais de saúde a promover tratamentos inadequados, comprometendo a solução do caso. Na verdade, o estômago é responsável em apenas 0,1% dos casos. Isso acontece devido à presença de um músculo, o esfíncter cárdia, que age como uma barreira impedindo o retorno do bolo alimentar e seus odores para a cavidade bucal. Somente nos casos de eructações gástricas (arrotos), refluxo e vômitos haverá um cheiro alterado vindo do estômago e por um período de tempo bem curto.
Halitose e a saliva
A saliva é um líquido orgânico que cumpre várias tarefas importantes para a saúde bucal: lubrificação das mucosas e dentes, autolimpeza, ação antimicrobiana, degradação e digestão dos alimentos. A baixa produção de saliva (hipossalivação) e a sensação de boca seca (xerostomia) estão diretamente ligadas à Halitose. É por isso que se tem mau hálito ao acordar, momento em que a boca está seca.
A hipossalivação pode ocorrer pela falta de uma alimentação fibrosa, ingestão insuficiente de líquidos, desidratação ou uso de antidepressivos, antidiuréticos e anti-hipertensivos.
Sinais e sintomas
Mau hálito.
Diagnóstico
Anamnese.
Exame físico.
Exame clínico.
Exames laboratoriais.
Tratamento
Médico especializado: Otorrinolaringologista, Estomatologista e Cirurgião-dentista.
Objetivo: Identificar as causas e implementar o tratamento.
O tratamento para a Halitose mostra resultados nas primeiras semanas, dependendo da origem do problema.
Prevenção
Alguns cuidados básicos podem ajudar na prevenção da Halitose:
Melhor higienização da boca.
Escovar os dentes de maneira correta e trocar as escovas após três meses de uso.
Limpar a língua com o limpador de língua, após escovar os dentes. Porque o limpador de língua remove a saburra, se não for retirada com freqüência, esse material esbranquiçado ou amarelado, o mesmo sofre fermentação produzindo compostos com cheiro de enxofre, semelhante a ovo podre.
Usar o fio dental, de maneira correta.
Beber bastante água. A água estimula o funcionamento adequado das glândulas salivares.
Mastigar bastante os alimentos durante as refeições.
Usar enxaguantes bucais, de preferência àqueles que não contém álcool, na sua composição.
Evitar fazer jejum. Porque o mau hálito resultante do jejum prolongado, é na verdade conseqüência da liberação de ácidos graxos provocados pela queda de açúcar no sangue. Extremamente voláteis, esses compostos acabam sendo expelidos na expiração, afetando o hálito.
Evite o consumo excessivo de alimentos com odor forte, principalmente o alho e a cebola.
Ter uma dieta balanceada, incluindo alimentos fibrosos, e evitando alimentos gordurosos e frituras.
Evitar, se possível, o cigarro.
Controlar o estresse.
Visitar o dentista regularmente.
Dúvidas de termos técnicos e expressões, consulte o Glossário geral.