ÁLCOOL


Introdução

O alcoolismo é a dependência do indivíduo ao álcool. O alcoolismo é uma  doença crônica, caracterizada pelo consumo descontrolado de bebida alcoólica, que interfere na saúde física e mental da pessoa, com conseqüências na sua vida social, familiar, escolar e profissional. Esta dependência do álcool, é considerada doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS).   O alcoolismo pode ser também definido como um conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo e prolongado do álcool.

 

Do ponto de vista médico, o alcoolismo é uma doença crônica, com aspectos comportamentais e socioeconômicos, caracterizada pelo consumo compulsivo de álcool, na qual o usuário se torna progressivamente tolerante à intoxicação produzida pela droga e desenvolve sinais e sintomas de abstinência, quando a mesma é retirada.
 

A identificação precoce do alcoolismo, geralmente é prejudicada pela negação do paciente quanto a sua condição de alcoólatra. Além disso, nos estágios iniciais é mais difícil fazer o diagnóstico, pois os limites entre o uso "social"  e a  dependência, nem sempre são claros. 

Estudos destacam que entre a população pobre, o álcool provoca mais problemas, pois além de comprometer a saúde, também  afeta a renda, que já é baixa nessa camada da população. O consumo inadequado do álcool é um preocupante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos, envolvendo questões médicas, psicológicas, profissionais e familiares.

 

No Brasil, vive-se uma cultura que estimula e facilita o consumo de bebidas alcoólicas. Os anúncios publicitários passam a impressão de que álcool não faz mal. Até nas festas de aniversários de crianças, geralmente têm bebida alcoólica. Muitos pais dizem que o filho só bebe, mas não usa drogas, como se isso não representasse motivo para preocupações. Talvez, essa situação de "aceitação" do álcool pela sociedade, justifique os números altíssimos que o país tem em acidentes automobilísticos e agressões físicas relacionadas ao uso do álcool. Nos alcoólatras, tanto a tolerância  quanto a dependência, demoram mais pra se instalar, do que nos usuários de outros tipos de droga.

 

A doença atinge mais os homens. Entre as classes sociais, a diferença é o tipo de bebida. Quem tem condição financeira mais elevada, recorre ao uísque. Entre os de nível mais baixo, o comum é beber cachaça. O alcoolismo também se distribui regularmente entre as faixas etárias. Há cerca de 10 anos atrás, a dependência era detectada na quarta década de vida. Agora,  as pessoas começam a beber no início da adolescência e aos 20, 30 anos, já sofrem com o alcoolismo e a dependência.

 

Cuidado: A mistura de qualquer droga com álcool,  potencializa o efeito da droga, aumentando o risco de overdose, ferimentos, violência, abuso sexual e até a morte.

Incidência

·         Estudos mostram que há no país, cerca de 17 milhões de dependentes de álcool.

·         O álcool é uma das drogas "lícitas" mais consumidas no Brasil.

·         Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) , informa que o consumo de álcool no Brasil, está aumentando ano após ano.  A OMS calcula o consumo com base na venda de bebidas fermentadas, como vinho e cerveja, e destilados, como uísque e vodka, divididos pela população acima de 15 anos.

·         Pesquisas informam que os jovens que bebem de forma mais intensa, também se envolvem em mais comportamento de risco em outras esferas da sua vida.

·         Consumo de álcool no Brasil, cresceu 154% em três décadas, principalmente entre o público jovem.

·         Na prática da  violência doméstica, em mais de 50% dos casos, o agressor estava embriagado.

·         A bebida alcoólica é uma das maiores causas de acidentes de trânsito no Brasil.

·         O Brasil é campeão mundial em mortes de trânsito por pessoas alcoolizadas.

·         Homens casados com filhos, se envolvem em menos acidentes automobilístico, mostrando que a família é um fator importante de consciência.

·         O alcoolismo não distingue raça, sexo, classe social e/ou cultural.

·         As mulheres são mais vulneráveis aos efeitos do álcool.

·         Nas mulheres, a maior incidência  de alcoolismo,  está na faixa etária entre os 26 e 34 anos.

·         O álcool é a droga preferida entre os jovens estudantes do primeiro e segundo grau.

·         O adolescente que bebe bebida alcoólica e fuma tem dez vezes mais chance de também usar a maconha.

Motivos que podem levar ao uso excessivo do álcool

Vários fatores contribuem para o uso excessivo da bebida alcoólica e um futuro desenvolvimento do alcoolismo em um indivíduo, como também vários são os motivos que os alcoólatras justificam para poderem fazer uso de bebida alcoólica:

·         Aceitação social do vício pela sociedade.

·         Alcoolismo de um dos pais.

·         Angústia.

·         Baixo-estima.

·         Depressão.

·         Desajuste da família: problemas familiares e desajustes sociais podem contribuir para o uso excessivo do álcool.

·         Desemprego.

·         Dificuldades de aceitar a imagem física.

·         Diversão: muitas pessoas só conseguem se divertir em uma festa ou reunião se antes tomar algumas doses de bebida alcoólica.

·         Estilo de vida.

·         Estresse: pessoas submetidas a situações estressantes, podem ser candidatas ao alcoolismo. Muitas fazem uso da bebida alcoólica para tentar relaxar ou se tranqüilizar.

·         Esquecer os problemas do dia a dia.

·         Facilidade de acesso ao álcool.

·         Influência do ambiente.

·         Influência de outros alcoólatras.

·         Insônia: muitos iniciam o vício devido a dificuldade para conciliar o sono.

·         Justificar transgressões.

·         Pressão social.

·         Propagandas publicitárias incitando ao uso do álcool.

·         Separação do parceiro(a).

·         Sexo: muitos afirmam que fazem uso de álcool para relaxar e melhorar a performance sexual...

·         Solução de problemas: muitas pessoas justificam que depois que bebem algumas doses a mais, a solução para os problemas aparecem bem mais rápido.

·         Transtornos de ansiedade (distúrbios psíquicos).

·         Transtornos de personalidade (distúrbios psíquicos).

·         Uso de outras drogas ilícitas.

·         Vida noturna agitada e estressante.

Em relação aos adolescentes o uso do álcool começa geralmente devido às seguintes situações:

·         Ambiente familiar permissivo, isto é, se dentro de sua casa a bebida é consumida e permitida, o adolescente não ver problemas em usá-la em outros lugares.

·         Afastar a timidez.

·         Crise de identidade.

·         Curiosidade.

·         Facilidade para ter acesso à bebida alcoólica.

·         Indepêndencia.

·         Pressão dos amigos.

·         Pressão da parceira (o).

·         Rebeldia.

·         Uma forma de ser notado.

Existem muito mais fatores e diferentes justificativas, que servem como desculpas, para que o indivíduo faça uso excessivo de álcool. A lista pode chegar a ser  quase infinita, porque qualquer coisa ou situação pode ser motivo para uso de bebida alcoólica. Essas justificativas não são para quem bebe "socialmente".  A lista acima de motivos e justificativas são para aqueles, que com o tempo prolongado de uso excessivo de álcool, se enquadraram no grupo de alcoólatras.  A pergunta mais simples para justificar esses motivos é:

Qual foi o seu motivo para beber durante tanto tempo?

Consumo de bebidas alcoólicas e as drogas

Durante muitos anos, o consumo da maconha foi considerado como o primeiro estágio da dependência química. Depois de fumar cigarros preparados com a erva, a pessoa passaria a usar drogas, cada vez mais pesadas e em maior quantidade. As recentes pesquisas, porém, descartam essa tese, batizada de Teoria da Escalada. O resultado dos estudos é a própria experiência dos médicos que demonstraram que o problema começa de outra forma: no consumo de bebidas alcoólicas.

Estudos indicam que a porta de entrada da dependência é o álcool.  Como a bebida alcoólica é socialmente aceita, as doses a mais, raramente são consideradas um problema, mas apenas um deslize passageiro. Esse desprezo é incorreto e perigoso, garantem especialistas. Principalmente quando ocorre na adolescência.

Álcool e os acidentes de trânsito

Beber uma cerveja  ou outro tipo de bebida alcoólica nas lojas de conveniência dos postos de gasolina é um programa comum entre adolescentes e jovens. Essa situação pode esconder um problema  de saúde pública, sobretudo quando o álcool é aliado ao trânsito. Estudos e pesquisas confirmam que os jovens estão bebendo cada vez mais.   O perigo aumenta se comparado com dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), cujo resultado mostra que as bebidas alcoólicas estão presentes em mais de 60% dos acidentes de trânsito registrados no País.  De acordo com o Ministério da Saúde, os acidentes envolvendo carro e álcool são a maior causa de morte entre jovens nas periferias  das capitais, a primeira é o homicídio.  É alto o número de pessoas alcoolizadas envolvidas em capotamentos  e acidentes graves com vítimas, devido as alterações observadas no desempenho e no comportamento destes motoristas.

 

No caso de adolescentes e jovens que dirigem um carro, a família deve exercer o poder de orientação dos filhos, pois antes de qualquer outra instância tem o dever e a oportunidade de dizer aos seus filhos o que é ou não possível, o que é legal, o que é ilegal, o que têm direito e o que não têm, o que representa a morte e o que representa a vida. Os jovens motoristas devem ter consciência que o carro pode matar, e caso eles dirijam alcoolizados  e provoquem um acidente, eles devem responder na justiça pelo seu ato. Infelizmente, a justiça brasileira torna-se condescendente com os infratores, quando não aplica a lei. São pouquíssimos os casos de pessoas julgadas e condenadas a cumprir pena em um presídio, por ter provocado um acidente de trânsito com vítimas fatais ou não, quando dirigiam um veículo alcoolizadas. Mesmo em acidentes com vítimas, em que o motorista estava visivelmente embriagado, as leis brasileiras permitem que ele possa se recusar  a fazer o exame de dosagem alcoólica. Todas as alternativas legais que as leis brasileiras de trânsito dão ao infrator, ajudam indiretamente a aumentar o índice de acidentes de veículos por motoristas alcoolizados.

 

Infelizmente, a grande maioria acredita que beber só um pouquinho antes de pegar a direção de um veículo, não causará grandes estragos, e muitos também acreditam que beber cerveja e depois dirigir, não é tão grave, quanto consumir outras bebidas alcoólicas. O limite máximo permitido pelo novo Código Nacional de Trânsito, do valor de alcoolemia é abaixo de 0,6 decigramas de álcool por litro de sangue.

 

Uma pessoa reduz sua capacidade de dirigir mesmo antes de estar embriagada.  O Brasil é campeão mundial em mortes de trânsito por pessoas alcoolizadas. Um motorista alcoolizado pode ter as seguintes alterações tanto de desempenho como no seu comportamento:

 

Alterações no desempenho:

·         Baixa habilidade para controlar veículos nas curvas e para manter a trajetória delimitada.

·         Alterações na psicomotrocidade, na concentração, atenção, coordenação e manutenção no padrão de firmeza, pois o tempo de reação às situações de risco no trânsito, fica muito alterado, não administrando décimos de segundos, com mínimas concentrações de álcool.

Alterações no comportamento:

·         Dirigir em alta velocidade.

·         Alterações no humor, enquanto está dirigindo.

·         Comportamento mais intenso, incrementando agressividade, valentia e violência.

·         Sensibilidade para reclamações no trânsito. Motoristas alcoolizados se irritam mais facilmente no trânsito.

·         Dificuldade visual: os movimentos oculares são os mais prejudicados, pois o alcoolizado só dirige olhando para frente, não usa o retrovisor, incluindo o efeito tardio do álcool, que é lento e causa sonolência.

 

Álcool  x  Comportamento

Taxa de álcool no sangue

Influência no Comportamento

0,4 - 0,6 g/l*

relaxamento, sociabilidade, descontração

0,6 - 1,0 g/l*

euforia, desinibição, habilidade variável, impulsividade, agressividade ou passividade

1,0  -  2,0 g/l*

descoordenação, fala comprometida, humor exaltado ou deprimido, inconveniência, desorientação espacial

4,0 g/l* ou mais

torpor, distúrbios cardiorrespiratórios, coma e até morte

 

* decigrama do álcool por litro de sangue

 

A ingestão de bebidas alcoólicas, provoca no indivíduo modificações orgânicas e psicológicas, traduzindo-se por sensação inicial de bem-estar e facilidade para experimentar coisas boas e agradáveis. Estas modificações, transformam a condução de veículos numa atividade de risco.

 

 

Tipo de Bebida  X  Teor Alcoólico

Tipo de    bebida

Teor alcoólico

   Dose      padrão

Taxa de álcool no sangue

Cerveja

4,5 a 5%

300 ml (uma tulipa pequena)

0,2 g/l*

Vinho

12 a 14%

150 ml (uma taça)

0,2 g/l*

Cachaça

40 a 50%

40 ml (um minicopo)

0,2 g/l*

 

 

Estatísticas confirmam que, após o consumo de três latas de cerveja, mesmo que a pessoa se sinta bem, o álcool já modifica o funcionamento do sistema nervoso central, perturba a visão, a audição e o controle motor, facilitando os acidentes.

 

Obs:  Qualquer quantidade de bebida alcoólica pode alterar o desempenho do indivíduo, principalmente aquele que dirige um veículo, podendo haver efeito tanto no comportamento como no desempenho, mesmo após todo o álcool já ter sido eliminado (ressaca).

Álcool e a Mídia

O governo federal está mais rigoroso quanto às propagandas de bebidas alcoólicas em rádio e televisão.  A publicidade de bebidas  com teor acima de 13 graus, só pode ser veiculada em rádio e televisão, no horário de 21 horas a 6 da manhã.

A regulamentação é importante para evitar associações indevidas entre o efeito decorrente do consumo de álcool e estereótipos de sucesso e integração social, que não correspondem à realidade dos usuários. As propagandas, inclusive de bebidas consideradas leves (abaixo de 13 graus de teor alcoólico), por exemplo, a cerveja, também  têm que vir acompanhadas de alertas sobre os males causados, como já ocorre com o cigarro.

Álcool e o Governo

Existem dezenas de projetos  de lei  no Congresso Nacional  para restringir o consumo de bebida alcoólica no Brasil. Entre essas propostas constam:

·         A proibição do uso de vasilhames de vidro não retornáveis, do tipo long neck.

·         Proibição da venda e o uso de bebidas alcoólicas, cigarros e produtos assemelhados nas escolas.

·         Proibição de venda de bebidas alcoólicas em supermercados e estabelecimentos afins.

·         Proibição  da venda de bebidas alcoólicas na porta e no interior de locais, onde se realizam eventos para jovens.

·         Proibição do uso de fumo e bebidas alcoólicas por professores, alunos, servidores e visitantes nas escolas.

·         Proibição de bares e similares perto de escolas públicas.

·         Proibição de qualquer tipo de patrocínio ao esporte advindo de empresa fabricante de bebidas alcoólicas.

·         Proibição da publicidade de bebidas alcoólicas em qualquer órgão de imprensa.

·         Fechamento de bares e similares que vendem bebidas alcoólicas, a partir de determinado horário.

Mas, infelizmente muitas dessas propostas de deputados e senadores, estão tramitando no Congresso Nacional,  há muitos anos. E muitas delas não têm condições de serem aprovadas. O lobby da empresas de bebidas alcoólicas contra esses projetos de lei, funciona muito bem no Congresso Nacional. O governo federal por sua parte, tenta baixar medidas que diminuam o acesso ás bebidas alcoólicas como o aumento de impostos, restrição de importação e o endurecimento das medidas de restrição ao acesso e à propaganda de bebidas alcoólicas. Alguns estados brasileiros, é que estão por conta própria  através dos seus deputados e vereadores, restringindo o uso de bebidas alcoólicas, em algumas situações específicas.

Álcool e a Lei Seca

Existem projetos de lei, que tramitam nos corredores do Congresso Nacional, de deputados que querem proibir  em todos os níveis o uso da bebida alcoólica, no Brasil. A proibição do uso de álcool pode levar o consumo para a ilegalidade.  A história mostra que a proibição de uma determinada droga "lícita", resulta em uma rede de corrupção, infiltrada em todos os níveis da sociedade.  A lei Seca americana é um bom exemplo do que pode ocorrer no Brasil, caso o consumo do álcool for proibido.

 

A Lei Seca americana,  que proibia a venda de bebidas alcoólicas, nos 13 anos em que vigorou, ocasionou um total de 500 mil delinqüentes e mais de 30 mil mortes. Isso sem contar o contingente de 100 mil americanos cegos ou com paralisias, devido ao consumo de álcool metílico. Ainda, tem a malha de extorsão e roubo que envolveu funcionários americanos de todos os escalões. As máfias italiana, irlandesa e judia da época cresceram e  faturaram alto enquanto vigorava a Lei Seca americana.

 

Pesquisadores e especialistas advertem que a proibição gera mais riscos, do que adotar medidas de estímulo ao consumo moderado de álcool. Muitos especialistas sugerem a adoção do modelo usado para coibir o uso do tabaco nas últimas décadas. Quando a percepção de risco aumenta, o consumo é reduzido. Os políticos que querem proibir o consumo de álcool no Brasil devem se conscientizar de que a proibição por si só, não levará aos resultados almejados. O erro será "demonizar"  o álcool, sem adoção de campanhas que incorporem o seu uso a situações familiares e de risco mínimo. As campanhas do governo para diminuir o consumo do cigarro, estão dando os resultados esperados. Os brasileiros estão consumindo menos cigarro e fumando menos, depois que as campanhas antitabagismo começaram a  divulgar os riscos à saúde. O consumo e a venda de cigarros está diminuindo gradativamente, no país. O mesmo pode ser feito em relação ao consumo do álcool.

 

Atenção: Atualmente, entrou em vigor no Brasil (2008), a Lei Seca para motoristas de veículos automotores, em relação ao uso da bebida alcoólica. 

Álcool e o Câncer

Mais de 50% dos cânceres que surgem na boca, laringe, faringe e estômago, podem estar relacionados ao consumo de álcool em conjunto com o hábito de fumar. Estudo também indicam associação do álcool, nos casos de câncer do reto e cólon.

O consumo de bebidas alcoólicas aumenta o risco de câncer de boca (assoalho da boca e língua).  Os mecanismos pelos quais o álcool pode agir no desenvolvimento do câncer bucal, não estão ainda definitivamente esclarecidos, mas suspeita-se que  possa ocorrer devido ao:

·         Aumento da permeabilidade das células da mucosa aos agentes carcinogênicos, devido ao efeito solubilizante do álcool.

·         Presença de substâncias carcinogênicas nas bebidas alcoólicas.

·         Dano celular produzidos pelos metabólitos do etanol (aldeídos).

·         Deficiências nutricionais secundárias ao consumo crônico do próprio álcool.

Quando o uso crônico de tabaco e álcool são associados, o risco para o câncer bucal é potencializado drasticamente. Estudos indicam que o álcool é o agente causal da cirrose hepática, e pode também estar relacionado com o câncer de fígado.

Álcool   e o aumento do ácido lático (Gota)

O abuso crônico do álcool durante alguns anos prejudica todos os sistemas orgânicos, inclusive o cérebro. Depois de consumido, o álcool se converte em acetaldeído. Esta conversão provoca a produção de ácido lático. O excesso de ácido lático no corpo pode aumentar os sintomas de Gota, nas pessoas suscetíveis. A Gota é um distúrbio hereditário do metabolismo. O acetaldeído reage com neurotransmissores para formar produtos de condensação. Altos níveis de acetaldeído são encontrados em pessoas que ingerem grandes quantidades de álcool repetidamente, ou naquelas que não conseguem convertê-lo em um período de tempo normal.

Álcool e o aumento da gordura no sangue e no fígado

O aumento do consumo de álcool e o incremento do metabolismo, desencadeiam o aumento da quantidade de lipídios (gorduras) no sangue e no fígado. As proteínas e o DNA podem ser prejudicados ao reagir com o excesso de acetaldeído. O DNA é o material genético das células, enquanto as proteínas propiciam várias funções e estruturas celulares.

Álcool e o ambiente familiar

Um ambiente familiar em que se tem um alcoólatra, geralmente é desestruturado. Na família, as conseqüências são casais separados, discussões e brigas entre os pais, agressões  físicas (em alguns casos, são bastante violentas), estupros, agressões verbais, filhos traumatizados e muitas vezes eles próprios futuros alcoólatras.

O alcoolismo pode ser visto como símbolo da doença do grupo familiar inteiro. Todos sofrem, principalmente a mãe e os filhos. A violência familiar é comum nas famílias de alcoólatras. Os alcoólatras agridem seus filhos, companheira e outros familiares, sendo que depois que passa a bebedeira, não se lembram do que fizeram.

 

Obs: Fala-se mais do sofrimento e das agressões em relação à mulher, porque a grande parte das pessoas que são alcoólatras, pertencem ao sexo masculino.

Álcool e a adolescência

Na adolescência, há uma motivação  fundamental para o consumo de substâncias legais psicoativas legais, além de outras transgressões. A referência fundamental, que são os pais, vai ser perdida na adolescência, época quando as pessoas precisam passar para a vida adulta, se destituindo de tudo o que era da ordem familiar. Os adolescentes sofrem pela transformação corporal, porque ainda não são reconhecidos, muitos porque  não sabem que lugar no mundo ocuparão e, portanto, eles precisam transgredir, fazer  verdadeiros rituais de passagem, sendo que através dessas transgressões é que vão a dar a eles o sentimento de que são poderosos e de que serão reconhecidos.  Nesse ritual de passagem, as substância psicoativas entram como mecanismo de transgressão e de redução do sofrimento.

 

Portanto, o uso de substâncias psicoativas na adolescência, cumpre dois papéis fundamentais: reduzir o sofrimento e representar uma arriscada transgressão para a entrada na vida adulta. Por isso, é um consumo específico com motivações específicas.  O uso de álcool representa uma transgressão sem sombra de dúvida. Mas, os adolescentes usam álcool também motivados por uma forte pressão social. Os jovens estão bebendo por força da disposição natural para transgredir, mas são estimulados muito pela propaganda. Muitos  adolescentes bebem, sobretudo, pela incompetência da família em estabelecer limites. Existem alguns sinais precoces de alerta, que servem de orientação aos pais, para  que estes mantenham uma atenção maior em relação ao comportamento do seu filho.

·         Agressividade verbal. 

·         Agressividade física.

·         Desinteresse e desmotivação  em relação à escola e atividades paralelas.

·         Desleixo em relação ao uso de roupas.

·         Dificuldade nos relacionamentos sociais

·         Dor de cabeça: o adolescente solicita cada vez mais remédios para parar a dor de cabeça.

·         Emagrecimento.

·         Excesso de palavras e frases inadequadas (palavrões).

·         Falta e atrasos na escola: muitos adolescentes mentem dizendo que não houve aula ou o professor faltou.

·         Falta de auto-crítica.

·         Inapetência (falta de apetite).

·         Indisposição constante.

·         Isolamento emocional.

·         Instabilidade. 

·         Mudança no seu círculo de amizades.

·         Pedido de dinheiro insistente.

·         Perda de objetos, roupas, calçados e acessórios.

·         Presença de amigos suspeitos.

·         Presença de enxaguantes bucais, chicletes, balas e outros artigos para disfarçar o cheiro do álcool. 

·         Problemas de concentração, memória e raciocínio rápido.

·         Sono excessivo no  período do dia e agitação e insonia no período noturno.

Tem muitos pais que dão carros aos filhos antes de completarem 18 anos, ou ainda nem têm a  carteira de habilitação,  e  praticamente não se incomodam e não manifestam nenhuma preocupação maior na prevenção, em relação ao controle da ingestão de  álcool.  É necessário que os pais desses adolescentes imponham limites. A família precisa retomar seu lugar de organizador social. Estudos e estatísticas indicam que a grande maioria dos adolescentes beberam pela primeira vez  em casa, e/ou as primeiras doses de bebida alcoólica foram oferecidas pelos próprios pais, principalmente cerveja e vinho.

Álcool e os energéticos

A ingestão combinada de álcool e bebidas energéticas é recente e está se tornando popular por reduzir a sonolência e aumentar a sensação de prazer. Estudos e pesquisas entre os jovens consumidores sugerem que  que os efeitos do energético potencializam os efeitos excitatórios e/ ou reduzem os efeitos depressivos do álcool.  Os adolescentes e jovens que fazem uso de álcool e bebidas energéticas dizem que a bebida energética aumenta os efeitos de bem-estar e prazer, euforia, sensualidade e excitabilidade que o álcool proporciona, e ao mesmo tempo reduz os efeitos negativos como irritabilidade, náuseas, sonolência, tristeza e os efeitos depressivos do álcool   como a tristeza, letargia, choro fácil e apatia (indiferença). Os consumidores dessa combinação bebida alcoólica e energética, garantem que  até a ressaca é menos intensa do que quando só se consome álcool sozinho.

Álcool e a gravidez

As mulheres grávidas alcoólatras podem prejudicar de forma irreversível seus futuros filhos. Estas crianças podem nascer com a "Síndrome Alcoólica Fetal" que significa poderem apresentar:

·         peso inferior à média;

·         altura inferior à média;

·         diâmetro reduzido da cabeça;

·         rosto assimétrico e fissuras na pálpebra;

·         anomalias cardíacas; 

·         retardo mental; 

·         epilepsia;

·         hérnias, entre outras, formando um total de 91 anomalias catalogadas, relacionadas a essa síndrome.

O consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação pode trazer conseqüências graves para o recém-nascido, sendo que, quanto maior o consumo, maior a chance de prejudicar o feto. Desta forma, é recomendável que toda gestante evite o consumo de bebidas alcoólicas, não só ao longo da gestação como também durante todo o período de amamentação, pois o álcool pode passar para o bebê através do leite materno.

Cerca de um terço dos bebês de mães dependentes do álcool, que fizeram uso durante a gravidez, são afetados pela "Síndrome Alcoólica Fetal.” Os recém-nascidos apresentam sinais de irritação, mamam e dormem pouco, além de apresentarem tremores (sintomas que lembram a síndrome de abstinência). As crianças severamente afetadas e que conseguem sobreviver aos primeiros momentos de vida, podem apresentar problemas físicos e mentais que variam de intensidade de acordo com a gravidade do caso.

Como age o álcool no cérebro

 

O álcool encontrado nas bebidas é o etanol, uma substância resultante da fermentação de elementos naturais. O álcool da aguardente vem da fermentação da cana-de-açúcar, e o da cerveja, da fermentação da cevada. O álcool age em vários sistemas químicos cerebrais. Sua primeira ação é sobre a química do controle da ansiedade, o sistema GABA. A pessoa fica mais relaxada, tende a filtrar os estímulos e por isso interage melhor com os outros. Dependendo da quantidade ingerida e da química cerebral de cada pessoa em particular, o relaxamento inicial pode dar lugar à sonolência ou a muita agressividade.

 

A parte do cérebro mais afetada pelo uso excessivo do álcool, costuma ser o córtex pré-frontal. Essa região cerebral é a responsável pelas funções intelectuais superiores como o raciocínio, capacidade de abstração de conceitos e lógica.   Outras regiões cerebrais mais profundas também são acometidas pelo álcool, principalmente as áreas cerebrais  envolvidas com a memória e o cerebelo que é a parte responsável pela coordenação motora. Com o aumento da concentração da droga na corrente sangüínea, a função do cerebelo começa a mostrar sinais de deterioração, provocando desequilíbrio, alteração da capacidade cognitiva, dificuldade crescente para a articulação da palavra, falta de coordenação motora, movimentos vagarosos ou irregulares dos olhos, visão dupla, rubor facial e taquicardia. O pensamento fica desconexo e a percepção da realidade se desorganiza.
 

Estudos pos-mortem (necropsia) indicam que o  cérebro de um alcoólatra é menor, mais leve e encolhido do que o cérebro de pessoas sem história de alcoolismo.  Essas constatações também podem ser comprovadas em vida pelos exames de imagens como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a tomografia por emissão de fótons.  Ocorre ainda comprometimento na vascularização cerebral e nos padrões elétricos.

 

Quanto mais álcool ingerido e mais prolongado é o vício, maior a  extensão do dano cortical, no cérebro do alcoólatra. O dano físico do álcool sobre o cérebro é um fato  inquestionável e absoluto.

O processo metabólico do álcool

O processo metabólico do álcool se inicia quando o álcool consumido passa pelo estômago e começa a ser absorvido no intestino caindo na corrente sanguínea. Ao passar pelo fígado começa a ser metabolizado, ou seja, a ser transformado em substâncias diferentes do álcool e que não possuem os seus efeitos. A primeira substância formada pelo álcool chama-se acetaldeído, que é depois convertido em acetado por outras enzimas, essas substâncias assim com o álcool excedente são eliminados pelos rins; as que eventualmente voltam ao fígado acabam sendo transformadas em água e gás carbônico expelido pelos pulmões.

 

A passagem do intestino para o sangue se dá de acordo com a velocidade com que o álcool é ingerido, já o processo de degradação do álcool pelo fígado obedece a um ritmo fixo podendo ser ultrapassado pela quantidade consumida. Quando isso acontece temos a intoxicação pelo álcool, o estado de embriaguez. Isto significa que há muito álcool circulando e agindo sobre o sistema nervoso além dos outros órgãos. A presença de alimentos no intestino torna mais lenta a absorção do álcool. Quanto mais gordura houver no intestino mais lenta se tornará a absorção do álcool.  O metabolismo no fígado remove de 90% a 98% da droga circulante. O resto é eliminado pelos rins, pulmões e pele. Um adulto de 70kg consegue metabolizar de 5 a 10 gramas de álcool por hora. Como um drinque contém, em média, de 12 a 15 gramas, a droga acumula-se progressivamente no organismo, mesmo em quem bebe apenas um drinque por hora. A longo prazo, o álcool prejudica todos os órgãos.

A Ressaca

A intensidade da ressaca depende, em parte, da qualidade da bebida. Dependendo da quantidade ingerida, em geral o bom uísque escocês e o melhor vinho francês provocam ressacas mais leves, mais relacionadas ao efeito farmacológico do álcool. Já misturar bebidas – vinho, cerveja, destilados, licores e cachaça, seja lá o que for – provoca ressacas muito piores, porque além do álcool etílico, foram ingeridos vários outros componentes tóxicos dessas bebidas. Resumindo, dois fatores influem na intensidade da ressaca: qualidade e composição da bebida e quantidade de álcool ingerida.

Doenças e distúrbios provocados pelo álcool

À medida que o alcoolismo avança, as conseqüências e seqüelas sobre o corpo se agravam. Os órgãos mais atingidos pelo excesso de álcool  são: o cérebro, fígado, estômago, coração, músculos e sangue. As doenças e distúrbios mais comuns comprovadamente causadas pelo alcoolismo são as seguintes:

·         Acidente vascular cerebral (AVC).

·         Alterações hormonais nas mulheres: o excesso de álcool pode afetar a produção hormonal feminina levando a diminuição da menstruação e do desejo sexual.

·         Arritmias cardíacas.

·         Ascite.

·         Atrofia testicular.

·         Câncer  (boca, laringe, faringe, estômago, reto e cólon). O uso prolongado e excessivo de álcool, pode ser considerado um fator de risco para determinados tipos de câncer.

·         Cirrose hepática.

·         Demência: o  consumo contínuo do álcool,  durante décadas, pode atrofiar o cérebro , causar demência (perda da função cognitiva) no indivíduo alcoólatra.

·         Desnutrição.

·         DSTs - Doenças Sexualmente Transmissíveis: o alcoólatra tem uma tendência maior de adquirir DSTs, devido ao seu estilo de vida, referente ao sexo.

·         Edema dos tornozelos.

·         Eritema palmar.

·         Esteatose hepática alcoólica.

·         Gastrite corrosiva.

·         Hepatite alcoólica.

·         Hepatoesplenomegalia (aumento do baço).

·         Icterícia: distúrbio relacionado a problemas de fígado.

·         Impotência sexual: nos homens, o excesso de álcool pode afetar o desejo sexual e levar à impotência por danos causados nos nervos ligados à ereção.

·         Infarto agudo do miocárdio.

·         Neurite: inflamação dos nervos.

·         Pancreatite aguda: inflamação do pâncreas.

·         Teleangioma (ruptura dos vasos sanguíneos da superfície).

·         Tendência a sangramento, e fácil contusão.

·         Tremores.

·         Úlceras estomacais

·         Varizes abdominais.

·         Varizes esofágicas.

Perfil do usuário de álcool

É muito difícil fazer um perfil do usuário de álcool. Devido à quantidade de motivos que podem levar uma pessoa a  usar o álcool, torna-se quase impossível montar este perfil, tanto social como psicológico. 

Estudos e pesquisas antigas e recentes não possibilitaram determinar um perfil de personalidade característico e específico dos alcoólatras. No entanto, alguns traços de personalidade são fatores de risco para a dependência de álcool. A impulsividade e irritação que marcam o jeito de ser de determinadas pessoas ou a timidez e isolamento social de outras são características que facilitam o consumo de álcool uma vez que ele pode ser utilizado para atenuar essas dificuldades. A tendência do sujeito impulsivo que se beneficia do efeito relaxante do álcool é, sem dúvida, repetir o consumo. O indivíduo mais tímido, mais isolado socialmente que descobre no álcool um instrumento para melhorar sua performance social, vai valer-se dele em várias ocasiões.

Sinais de alerta de excesso do uso de álcool

Esses sinais comportamentais ou físicos, são percebidos pelas pessoas que convivem mais proximamente com o usuário, que já está fazendo uso diário do álcool, inclusive podem ser percebidos no ambiente de trabalho ou  escolar.

§  Aumento da agressividade: inicialmente é quase imperceptível, mas com o tempo essa violência vai ficando mais visível, chegando ao ponto da agressão física.

§  Alteração de humor: o humor varia com muita facilidade.

§  Ansiedade: caso a pessoa seja muito ansiosa, com o uso do álcool   ela fica mais relaxada.

§  Arrogância.

§  Cheiro de bebida.

§  Choro: no início a pessoa fica muito emotiva e chora com facilidade.

§  Desleixo com a aparência.

§  Dor de cabeça, geralmente pela manhã.

§  Euforia.

§  Excesso de palavrões: a pessoa fica com um linguajar mais vulgar.

§  Falta de paciência  inicialmente com os filhos e parceira(o), depois em relação aos amigos.

§  Falta de pudor em algumas situações.

§  Inconveniência: pode ocorrer do indivíduo ficar inconveniente em algumas situações cotidianas.

§  Irritabilidade progressiva.

§  Isolamento: consequente da falta de relacionamento com pessoas que não pertencem ao seu ciclo atual de amizades.

§  Mentiras: o indivíduo que começa a entrar no alcoolismo, tem que mentir muito pra poder justificar os seus atos. A mentira conviv com o alcoólatra.

§  Pedido de dinheiro constante para pagar depois.

§  Prepotência.

§  Reclamações infundadas: o indivíduo reclama de tudo e de todos sem motivo aparente.

§  Sonolência excessiva na parte do dia.

§  Trabalho: os colegas podem notar um comportamento mais irritável do que o habitual, podem ocorrer atrasos, faltas e episódios de má conduta.

§  Tremor leve nas mãos.

Efeitos do álcool

Como em qualquer tipo de droga, existem sempre os efeitos positivos e os negativos. Geralmente, os usuários na fase inicial do vício do álcool, só sentem os efeitos positivos ou prazerosos da droga, por isso a vontade e a necessidade de beber, é uma justificativa plausível para sentir as boas sensações que a bebida alcoólica traz para eles. Os efeitos do álcool variam de pessoa para pessoa  devido aos seguintes fatores:

·         Idade do usuário.

·         Quantidade de álcool ou doses consumidas.

·         Freqüência e duração do uso.

·         Motivo para o uso: dependendo do motivo para beber, os efeitos positivos ou negativos podem ser mais ou menos intensos.

Efeitos positivos ou prazerosos:

·         Sensação de bem-estar.

·         Fuga da realidade: alguns afirmam que bebem para fugir da realidade do dia a dia; esquecer os problemas.

·         Euforia.

·         Descontração.

·         Perda das inibições sociais.

·         Relaxamento.

·         Acentuada sociabilidade.

·         Mudança de comportamento.

·         Sorriso fácil.

·         Alguns se sentem mais "produtivos".

·         Aumento da sensualidade.

·         Aumento da libido.

·         Menos pudor.

·         Sensação de liberdade.

·         Alguns sentem mais prazer nas relações sexuais.

·         Elevação do humor.

·         Falta de controle prazerosa.

Efeitos negativos ou indesejados:

·         Comportamento inadequado ou inconveniente.

·         Excesso de palavras e frases inadequadas (palavrões): a pessoa que faz uso excessivo de bebida alcoólica tem um linguajar mais vulgar.

·         Medo de perder o controle da situação pelo excesso de bebida.

·         Letargia.

·         Apatia (indiferença).

·         Tristeza.

·         Choro fácil.

·         Rubor excessivo no rosto (rosto fica avermelhado).

·         Dor de cabeça durante e/ou após o uso de bebida alcoólica.

·         Tremor leve.

·         Gosto azedo na boca.

·         Odor de álcool na boca.

·         Náuseas.

·         Vômitos.

·         Perda do apetite.

·         Aumento da frequência cardíaca.

·         Queda da pressão arterial.

·         Sede excessiva.

·         Sudorese: suor acima do normal.

·         Mudança brusca da personalidade: muitos usuários mudam da "água para o vinho" a sua personalidade, quando ingerem bebida alcoólica.

·         Sonolência excessiva.

·         Aumento da agressividade.

·         Irritabilidade.

·         Alteração de humor freqüente.

·         Depressão: alguns viciados se sentem deprimidos, durante e/ou depois que passa os efeitos do álcool.

Obs: Esses efeitos são referentes às pessoas que usam o álcool diariamente. Não se enquadram, nesse grupo as pessoas que fazem uso da bebida alcoólica "socialmente".

 

Atenção: Qualquer pessoa que tiver seu estado de consciência alterado pelo uso e pelos efeitos do álcool, pode provocar acidentes, principalmente acidentes de automóvel.

Sinais e sintomas

Os principais sintomas do alcoolismo são a deterioração psicológica e física do viciado. À medida que  a deterioração psicológica avança, o indivíduo vai perdendo sua capacidade mental, tornando-se descuidado e impontual. A deterioração física freqüentemente começa por tornar gordo e flácido o alcoólatra, mas, nos últimos estágios da doença, ele pode perder peso rapidamente. Algumas manifestações referentes ao uso excessivo do álcool no organismo podem aparecer logo pela manhã, já que a grande maioria dos viciados usam o álcool à noite. No alcoolismo, os sinais e sintomas vão se intensificando conforme a quantidade de álcool que o indivíduo ingere.

 

Sinais iniciais:

·         Vômitos.

·         Dores abdominais em vários níveis.

·         Diarréia.

·         Dor no estômago, pode indicar início de gastrite.

·         Sonolência.

·         Esquecimento constante quanto às suas obrigações sociais e profissionais.

·         Gosto amargo na boca.

·         Mau hálito.

·         Depressão leve: ocorre porque o organismo sente a falta do álcool; geralmente essa depressão acaba com a ingestão de bebida alcoólica.

·         Dor de cabeça.

·         Pigarro.

·         O indivíduo começa a engordar e a ficar flácido.

Sinais tardios:

 

Psíquicos:

·         Amnésia: o álcool inibe algum dos sistemas de memória, impedindo que a pessoa se recorde de fatos ocorridos durante a embriaguez.

·         Ataxia (comprometimento da coordenação dos movimentos) .

·         Comportamento desajustado.

·         Confusão mental: a pessoa não sabe onde está, em que dia está, não consegue prestar atenção em nada, tem um comportamento desorganizado, sua fala é desorganizada ou ininteligível; À  noite, pode ficar mais agitado do que de dia .

·         Delírios e alucinações.

·         Delirium tremens.

·         Depressão patológica.

·         Desorientação orgânica.

·         Disartria (dificuldade de articulação das palavras).

·         Distorção (alteração de fatos, percepções, idéias ou impulsos de forma que eles não correspondem às interpretações ou percepções comumente aceitas) .

·         Euforia (ânimo exageradamente elevado e contentamento exagerado; sentimento excessivo de bem-estar físico e emocional inadequado aos estímulos reais do ambiente).

·         Perda de memória gradativa e lenta.

Clínicos:

·         Disfagia (dificuldade para engolir): pode ocorrer devido à inflamação e a irritação do esôfago pelo uso constante do álcool.

·         Emagrecimento acentuado: a perda de peso ocorre devido à subnutrição e aos efeitos do álcool no fígado.

·         Fraqueza acentuada.

·         Gastrite: Ocorre devido aos vários episódios de irritação da mucosa gástrica, resultando na inflamação do estômago, pelo uso constante do álcool.

·         Tremores.

·         Convulsões.

·         Insônia crônica.

·         Tosse crônica.

·         Neuropastia periférica: o paciente sente dores e formigamentos, principalmente nos braços e pernas.

Estado de embriaguez:

·         Alteração da fala: fala mais arrastada e em alguns casos incompreensível.

·         Descoordenação motora.

·         Instabilidade no andar.

·         Nistagmo: movimentos oculares rítmicos como se estivesse lendo rápido.

·         Perda de memória.

·         Desatenção

·         Desorientação de espaço e tempo.

·         Sonolência excessiva.

·         Comportamento inadequado ou inconveniente em determinadas situações.

·         Aumento da força física, o que pode causar agressões violentas em terceiros.

Intoxicação aguda:

 

O álcool cruza, com liberdade, a barreira protetora que separa o sangue do tecido cerebral. Em pessoas que não costumam beber, níveis sangüíneos de 50 mg/dl a 150 mg/dl são suficientes para provocar sintomas. Esses sintomas  por sua vez, dependem diretamente da velocidade com a qual a droga é consumida, e são mais comuns quando a concentração de álcool está aumentando no sangue, do que quando está caindo. Os sintomas da intoxicação aguda são variados:

·         Euforia

·         Perda das inibições sociais.

·         Comportamento expansivo (muitas vezes inadequado ao ambiente).

·         Emotividade exagerada.

·         Alguns podem desenvolver um comportamento beligerante ou explosivamente agressivo.

Algumas pessoas não apresentam euforia, ao contrário, tornam-se sonolentas e entorpecidas, mesmo que tenham bebido moderadamente. Segundo as estatísticas, esses indivíduos quase nunca desenvolvem alcoolismo crônico. Quando a ingestão de álcool não é interrompida surgem:

·         Letargia.

·         Diminuição da freqüência das batidas do coração.

·         Queda da pressão arterial.

·         Depressão respiratória.

·         Vômitos, que podem ser eventualmente aspirados e chegar aos pulmões, provocando pneumonia entre outros efeitos colaterais perigosos.

Em não-alcoólicos, quando a concentração de álcool no sangue chega à faixa de 300mg/dl a 400 mg/dL ocorre estupor e coma. Acima de 500 mg/dL, depressão respiratória, hipotensão e morte.

A tolerância

 A tolerância referente ao alcoolismo, consiste na perda de eficácia com o uso, seja pelo aumento da velocidade de eliminação que o organismo desenvolve, seja pela habituação que o tecido alvo, no caso o cérebro, desenvolve para o efeito da substância em uso.  A tolerância significa que para se obter o mesmo efeito que se teve pela primeira vez, é necessário uma dose cada vez maior, até que se chegue a um ponto onde não se consegue mais obter o efeito da primeira vez, mesmo com doses muito maiores.  O efeitos colaterais da dependência só acontecem quando se interrompe o uso da bebida alcoólica. A tolerância é um resultado não desvinculável da dependência.

Quando o usuário começa a precisar aumentar a dose começa a ficar dependente. O efeitos colaterais da dependência, só acontecem quando se interrompe o uso da bebida alcoólica. A falta do álcool é identificada pela abstinência. A tolerância ocorre antes da dependência.

A dependência

A dependência é simultânea à tolerância. A dependência será tanto mais intensa quanto mais intenso for o grau de tolerância ao álcool. No começo, a busca é pelo prazer que a bebida alcoólica proporciona. Depois de um período, quando a pessoa não alcança mais o prazer anteriormente obtido, não consegue mais parar porque sempre que isso é tentado, surgem os sintomas desagradáveis da abstinência, e para evitá-los a pessoa mantém o uso do álcool.

 

O principal  fator para identificar a  dependência de álcool é a compulsão pela bebida. O dependente sente uma necessidade forte ou desejo incontrolável de beber. Eles não conseguem evitar algumas doses, nem mesmo quando precisam realizar atividades importantes.   Os primeiros sinais da dependência são percebidos por familiares, amigos e colegas de trabalho. Contudo, o alcoólatra demora muito tempo para reconhecer que sofre da doença. No primeiro momento, a atitude é de negação. Existe o medo do estigma, do julgamento social. Normalmente, as pessoas julgam os dependentes de álcool como pessoas moralmente fracas. Os dependentes têm medo de ser apontados como pessoas doentes e fracas.

 

O álcool não é nem sequer considerado uma droga que causa dependência tanto física como psicológica, por grande parte da sociedade. É vendido livremente em qualquer lugar, e ainda integra a cultura atual ligada ao lazer e à sociabilidade. Uma reunião em casa de amigos, o happy hour, as baladas de final de semana e a "paradinha" no bar após a saída do escritório, não têm sentido sem a bebida alcoólica. É difícil para um alcoólatra fugir do vício, já que as bebidas alcoólicas estão na sua frente, em quase todos os lugares em que ele vá.

 

À medida que a pessoa vai ficando dependente, desenvolve a necessidade de obter o efeito mais rápido e poderoso do álcool. Quanto mais valoriza o efeito farmacológico do álcool, mais se aproxima do espectro da dependência. Saborear um vinho, vira coisa sem significado, porque a bebida deixa de ser uma das inúmeras fontes de prazer e se torna uma necessidade.  Por isso, os alcoólicos preferem mais as bebidas destiladas, principalmente uísque, vodca e cachaça. Nessas bebidas, o teor alcoólico é muito mais forte do que o da cerveja. Na dependência, o alcoólatra não consome a bebida alcoólica por prazer, ele toma apenas por necessidade.

 

O dependente de álcool, só larga o vício se tiver muita força de vontade. Ele deve fazer uma auto-avaliação e ponderar as perdas que teve na vida, com o prazer que sente ao consumir a bebida alcoólica, e decidir se quer parar. Se o dependente de bebida alcoólica, não quiser largar o vício, é quase impossível resgatá-lo do mundo do alcoolismo.

A Síndrome de abstinência alcoólica

A síndrome de abstinência alcoólica constitui-se no conjunto de sinais e sintomas, observado nas pessoas que interrompem o uso de álcool, após longo e intenso uso. Essa síndrome, pode ocorrer quando o alcoólatra por conta própria, resolve abandonar o vício do álcool, ou quando é internado  em uma clínica de desintoxicação. A síndrome de abstinência alcoólica torna-se mais perigosa com o surgimento do Delirium tremens. Nesse estado, o paciente apresenta confusão mental, alucinações e  convulsões. Geralmente, começa dentro de 48 a 96 horas, a partir da ultima dose de bebida. Dada a potencial gravidade dos casos, é recomendável tratar preventivamente todos os pacientes dependentes de álcool, para tentar, evitar que tais síndromes surjam.
 

Estatísticas confirmam que as abstinências tornam-se mais graves na medida em que se repetem, ou seja, um dependente que esteja passando pela quinta ou sexta abstinência estará sofrendo os sintomas mencionados com mais intensidade, até que surja um quadro convulsivo ou de delirium tremens. As primeiras abstinências são menos intensas e perigosas.

Casos leves:
As formas mais leves de abstinência alcoólica se apresentam, geralmente depois de 12 a 48 horas desde a última dose de bebida alcoólica:

·         Tremores.

·         Aumento da sudorese.

·         Aceleração do pulso.

·         Náuseas.

·         Vômitos.

·         Insônia.

·         Irritabilidade.

·         Agressividade.

·         Ansiedade.

Casos graves: A síndrome de abstinência alcoólica torna-se mais grave, quando ocorrem todos os sintomas acima, mais o surgimento do Delirium tremens.  Pode ocorrer  dentro das 48 a 96 horas, a partir da última dose de bebida alcoólica:

·         Confusão mental.

·         Desorientação.

·         Convulsões.

·         Alucinações.

·         Delírios.

·         Tremores intensos.

Síndrome de abstinência com delirium  tremens é um estado psicótico agudo e grave  que ocorre durante a fase de abstinência em indivíduos dependentes de álcool. Caracteriza-se por confusão, desorientação, ideação paranóide, delírios, ilusões, alucinações (tipicamente visuais ou táteis, menos comumente auditivas, olfatórias ou vestibulares), inquietação, distração, tremores (algumas vezes grosseiros), sudorese, taquicardia e hipertensão. É usualmente precedida por sinais de síndrome de abstinência simples.  O início do Delírium tremens ocorre usualmente 48h ou mais após a retirada ou a redução do consumo de álcool, mas pode apresentar-se até 1 semana após este período.  O Delirium Tremens é uma condição potencialmente fatal, principalmente nos dias quentes e nos pacientes debilitados. A fatalidade quando ocorre é devida ao desequilíbrio hidro-eletrolítico do corpo.

A Recaída

A taxa de recaída (voltar a beber depois de ter se tornado dependente e parado com o uso de álcool) é muito alta: aproximadamente 90% dos alcoólatras voltam a beber nos 4 anos seguintes à interrupção, quando nenhum tratamento é feito.

O aspecto central da recaída é o chamado "craving", palavra sem tradução para o português, que significa uma intensa vontade de voltar a consumir uma droga pelo prazer que ela causa. O craving é a dependência psicológica propriamente dita.

O Tratamento

O único tratamento efetivo para o alcoolismo, é fazer com que o viciado deixe de beber. Os métodos clínicos incluem drogas que, quando ingeridas, provocam no viciado aversão ao álcool. Mas o sucesso dos tratamentos dependem principalmente, da decisão do alcoólatra em deixar o vício.

 

Antes de se iniciar o tratamento da dependência química do álcool, é indispensável fazer uma avaliação clínica apurada, para avaliar qual o tipo de tratamento adequado, para cada caso. A população de dependentes de álcool é bastante heterogênea. Um alcoólico só é igual ao outro, se olhado à distância. O sofrimento é sempre diferente.


Deve-se avaliar também se além da dependência química, existe uma co-morbidade psiquiátrica, principalmente depressão e ansiedade. A associação desses transtornos com álcool é muito comum, e demanda tratamento especifico. O tratamento para o alcoolismo, pode seguir em várias vertentes.

 

Tratamento medicamentoso: Existem algumas substâncias e medicamentos  que ajudam a combater o alcoolismo. Existem também medicamentos, que diminuem a vontade de beber. Eles agem sobre a ação do álcool no cérebro, e não só diminuem a vontade de beber como também diminuem os efeitos agradáveis do álcool.

 

Os alcoólatras que fazem uso desses medicamentos, sentem menos os efeitos agradáveis da bebida e perdem a a vontade de continuar bebendo. Esses medicamentos são bons coadjuvantes nos tratamentos do alcoolismo, pois ajudam no processo de abstinência e na prevenção das recaídas. Os medicamentos não representam a cura para o alcoolismo, mas melhoram muito a evolução do quadro,  concomitantemente com o tratamento psicológico, psicoterapêutico e psiquiátrico.

 

Síndrome de Wernicke-Korsakoff: No caso do tratamento da Síndrome de Wernicke-Korsakoff, o tratamento clínico deve  ser orientado para a supressão do álcool e administração de vitamina B1. A recuperação do paciente quando o distúrbio persiste, após a fase aguda do quadro é possível, sendo porém lenta e incompleta. Nos casos graves e violentos, o paciente deve ser internado em hospitais e clínicas especializadas. Aproximadamente, 84% dos pacientes com Encefalopatia de Wernicke, mostram depois os sinais de Psicose de Korsakoff. Caso ocorra, deve-se implementar tratamento medicamentoso indicado pelo neurologista ou médico psiquiátrico. Tratamento psiquiátrico: é necessário para estabilizar o quadro psicótico da síndrome.

 

Atenção: Deve-se tomar cuidado para não administrar glicose antes de tiamina a um alcoólatra, pois pode precipitar uma Encefalopatia de Wernicke.

 

Tratamento psiquiátrico: Em algumas situações pode ser necessário.

 

Tratamento psicológico: Dentro da esfera do tratamento do alcoolismo, a terapêutica psicológica é imprescindível.

 

Tratamento psicoterápico: É uma das complementações para o tratamento do alcoolismo. Pode ser individual ou em grupo.

 

Clínicas de desintoxicação: Em muitos casos, o alcoólatra que queira  desintoxicar o organismo do álcool, necessitará de uma clínica especializada nessa área. Durante esse processo de desintoxicação, ocorrerá a síndrome de abstinência alcoólica, da qual as medidas necessárias para deixar o paciente o mais estável,  poderá ser alcançada nesses centros de desintoxicação.  Nessas clínicas de desintoxicação, é necessário que tenha de preferência os seguintes profissionais:  médicos clínicos, psiquiatras, psicólogos e psicoterapeutas. Durante a fase de abstinência, o paciente poderá ter algumas complicações decorrentes da falta do álcool no organismo, por isso, a clínica deve ter uma equipe sempre de prontidão, para atender qualquer emergência, que são raras, mas podem ocorrer.

 

Reabilitação - Grupos e associações de apoio:  Depois de controlados os sintomas agudos da crise de abstinência, os pacientes devem ser encaminhados para programas de reabilitação, cujo objetivo é ajudá-los a viver sem álcool na circulação sangüínea. A família do alcoólatra deve procurar associações ou grupos de apoio, que  têm como meta, ajudar o alcoólatra a parar de beber. Muitas dessas associações, congregam portadores de alcoolismo e ex-portadores. Quem se adapta aos grupos de auto-ajuda, deve procurar e tentar permanecer nesses grupos de apoio.  Um excelente exemplo, desse tipo de grupo de apoio são os Alcoólicos Anônimos (AA).

·         Alcoólicos Anônimos (AA):  Instituição filantrópica em que homens e mulheres dependentes ou ex-dependentes de álcool, compartilham experiências para resolver seus problemas e ajudar os outros a se recuperarem. É uma terapia em grupo, em que existe uma troca de experiências e onde se debate o alcoolismo.

As Conseqüências a longo prazo

As conseqüências no organismo pelo uso excessivo e prolongado de álcool, se tornam graves com o tempo. Durante os anos de uso excessivo do álcool, podem surgir os seguintes problemas orgânicos:

·         Acidente Vascular Cerebral (AVC).

·         Aparecimento de úlceras no estômago.

·         Arritmias cardíacas graves, que podem levar ao infarto agudo do miocárdio (IAM) ou a lesões cardíacas graves.

·         Câncer.

·         Gastrite: devido a intensa irritação do álcool, na mucosa do estômago.

·         Esofagite: devido à irritação do álcool, na mucosa do esôfago.

·         Cirrose hepática: pode levar o alcoólatra lentamente à morte.

·         Desnutrição gradativa.

·         Ginecomastia: presença de mamas no homem, ocorre devido a alterações hormonais devido ao uso prolongado do álcool no organismo.

·         Hepatite.

·         Lesões testiculares:  essas lesões prejudicam a produção de testosterona e a síntese de esperma.

·         Pancreatite aguda.

As Seqüelas

As seqüelas resultantes do uso prolongado (durante anos ou décadas) do álcool, podem  resultar nos seguintes  distúrbios e alterações no organismo.

·         Câncer: pesquisas indicam que o uso excessivo de álcool por um indivíduo durante mais de 10 anos pode ser considerado um fator de alto de risco para o aparecimento de câncer de esôfago, estômago, laringe e boca.

·         Danos graves e em alguns casos irreversíveis ao fígado (cirrose hepática), pâncreas (pancreatite), estômago, coração, cérebro e esôfago.

·         Demência alcoólica.

·         Diminuição dos hormônios masculinos.

·         Diminuição da menstruação.

·         Estrabismo: pode ser ocasionado pela paralisia de alguns músculos oculares.

·         Impotência sexual.

·         Infertilidade.

·         Síndrome Wernicke-Korsakoff (SWK).

Âmbito social:

 

O convívio constante com uma pessoa embriagada, é desestimulante em todos os sentidos. As famílias que têm no seu ciclo um alcoólatra, dificilmente conseguem conviver durante muitos anos, sem se desgastarem,  tanto na relação social  como na  relação familiar.

·         Desestruturação familiar.

·         Agressão física, que pode chegar a ser uma rotina nos membros da família.

·         Rompimento do ciclo familiar.

·         Diminuição do ciclo de  amizades.

·         Desemprego.

·         Inserção no mundo das drogas.

·         Início de amizades suspeitas.

A Prevenção

A maneira mais fácil de prevenir o alcoolismo é simplesmente não consumir bebidas alcoólicas ou consumi-las moderadamente e sem excessos.

·         Beber socialmente sem ultrapassar seu limite de tolerância e não fumar.

·         Tentar evitar amizades que só conseguem se divertir, depois de várias doses de bebida alcoólica.

·         Ter uma alimentação equilibrada com frutas, legumes e verduras.

·         Praticar esportes, viajar, ler, ouvir música, assistir a um bom filme, conversar com amigos são alternativas de lazer e qualidade de vida.

·         Não misturar tipos de diferentes de bebidas alcoólicas.

·         Não dirigir após a ingestão de qualquer quantidade de bebida alcoólica.

·         Não fazer uso de outras drogas (cocaína, maconha, cigarro, LSD etc.).

·         Caso for beber, sempre coma alguma coisa. Nunca faça uso de  bebida alcoólica com o estômago vazio. Porque, os efeitos do álcool variam de uma pessoa para outra de acordo com o peso e o estado geral de saúde, e são mais intensos quando o indivíduo se encontra em jejum.

·         Não adianta tomar café, banho frio ou fazer caminhadas para "cortar" o efeito das bebidas alcoólicas.

·         Ansiedade, angústia, estresse e cansaço acentuam os efeitos das bebidas alcoólicas.

Dicas para evitar bebidas "batizadas"

·         Jamais tome bebidas, oferecida por desconhecidos. Mesmo que seja um simples copo de refrigerante ou suco.

·         Não beba resto de bebida de outra pessoa em festas ou eventos, mesmo que ela tome um pouco e ofereça a você o resto.  Muitos casos de ingestão de bebidas "batizadas" ocorrem dessa forma, a pessoa finge que está tomando a bebida e oferece à sua vítima.

·         Vigie constantemente seu copo de bebida nas festas, e fique com ele sempre na mão.

·         Observe atentamente a bebida sendo preparada.

·         Não peça aos outros para trazerem uma bebida para você.

·         Nunca peça para que guardem a sua bebida enquanto vai dançar. Termine a bebida antes ou despreze-a.

·         Não tome remédio ou comprimidos oferecido por outra pessoa ou "amigos" para dor de cabeça, enxaqueca ou ressaca, em festas. Muitos desses remédios, podem estar já  "batizados" isto é, preparados com a droga.  Caso você tenha dor de cabeça ou ressaca, leve sempre os seus comprimidos.


Dúvidas de termos técnicos e expressões, consulte o glossário geral ou o glossário específico das Doenças Neurológicas.

Maiores informações sobre Síndrome Alcoólica Fetal ou Bebês de Mães Alcoólatras, consulte o Menu de Doenças do Recém-nascido.