O MUNDO DAS DROGAS


 

Definição de droga

"Droga é toda substância que, introduzida em um organismo vivo, pode modificar uma ou mais de suas funções".   Organização Mundial de Saúde (OMS).  

 

Abuso de drogas

Saindo  da esfera da medicina, droga é toda substância lícita ou ilícita que causa prejuízos à curto ou a longo prazo ao consumidor. O modo como a droga é usada, é que pode determinar a probabilidade de que ela desenvolva seu potencial, e passe a ser utilizada de uma forma errada ou excessiva. O abuso de drogas é definido como o uso de drogas sem supervisão médica, por motivos não relacionados à saúde. O abuso de drogas tem também uma conotação de prejuízo à sociedade, mesmo quando a legalidade não está em questão, caso do fumo e do álcool.  O fumo ou o cigarro e o álcool são consideradas drogas lícitas, porque são vendidas legalmente ao consumidor, enquanto a maconha, cocaína, LSD, heroína, ecstasy, special K, GHB,  alguns tipos de solventes e inalantes etc., são consideradas drogas ilícitas, isto é, só podem ser adquiridas ilegalmente no mercado negro.

 

Drogas sintéticas

Drogas sintéticas são totalmente produzidas em laboratórios. As drogas sintéticas têm o efeito mais prolongado, são mais fáceis de serem  produzidas em laboratórios clandestinos e, relativamente são mais fáceis de ser encontradas. Por isso justifica-se o crescimento  em todo o mundo das drogas sintéticas.  O crescimento do consumo e tráfico de drogas sintéticas nos últimos anos, não despertou a preocupação apenas daqueles envolvidos na repressão ao crime. Especialistas em dependência química também não escondem que o sinal vermelho já está aceso, nos consultórios e clínicas voltados ao tratamento do problema.  Geralmente,  o perfil dos usuários de drogas sintéticas são de jovens, solteiros, com vida produtiva, ligados à tribo que gosta de raves e boates e das classes média e alta. Ou seja, são drogas "guetificadas", isto é, são mais consumidas por um determinado grupo.  As drogas sintéticas mais comuns são as seguintes:

·         Ecstasy.

·         GHB.

·         Cápsula do vento.

·         Special K ou Ketamina.

 

Incidência

·         A ONU constatou que o consumo de drogas sintéticas já ocupa o segundo lugar em todo o mundo, perdendo apenas para a maconha, e à frente da cocaína, haxixe e heroína.

·         Estima-se que cerca de 210 milhões de pessoas no mundo, ou cinco em cada 100 adultos, usaram algum tipo de droga ilícita nos últimos doze  meses. A proporção mantém-se inalterada desde a década passada.

·         Os EUA são os maiores consumidores mundiais de droga sintéticas.

·         A maior parte do Ecstasy consumido no Brasil é proveniente da Europa.

·         O Ecstasy é a droga sintética mais consumida em festas de música eletrônica.

·         O Ecstasy está sendo muito difundido e comercializado entre jovens do ensino médio da classe média alta.

·         Cocaína e seus derivados, incluindo o crack, a nicotina e os estimulantes são as drogas que causam maior risco de morte aos usuários.

·         O subproduto da cocaína o crack, vicia mais rápido, do que a própria cocaína.

·         Quase 1/3 da população adulta fuma cigarros, no Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde.

·         Praticamente toda a cocaína é produzida na América do Sul. A Colômbia responde por 55% das plantações de coca, seguida do Peru (30%) e da Bolívia (15%).

·         Cerca de 90% da população fumante adulta, no Brasil, começou a fumar na adolescência, antes dos 20 anos de idade.

·         De acordo com a OMS,  o número de fumantes  no mundo, deverá passar de 1,3 bilhões para 1,7 bilhões até 2025.

·         No Brasil, 47% dos infectados pelo HIV são usuários de drogas injetáveis.

·         Mais de 80% de todo o ópio é produzida no Afeganistão.

·         O Afeganistão teve uma colheita recorde de ópio em 2007, apesar da guerra. Com isso, a produção mundial da droga quase duplicou. Cerca de 80% das plantações do país estão localizadas em cinco províncias do sul, onde insurgentes talebans lucram com a droga. No restante do país, o cultivo está chegando ao fim ou diminuindo.

 

Drogas e os menores de rua

Pesquisas indicam que o contato com a família evita que crianças e adolescentes de rua, sejam  consumidores assíduos de drogas.  As crianças e adolescentes de rua sem vínculos com a família têm mais predisposição para o uso de drogas contínuo. Muitas substâncias alucinógenas, como tabaco e álcool, já faziam parte da vida desses jovens antes mesmo da vida nas ruas. Em outras situações, o menor decide sair de casa devido ao consumo de drogas por pais e parentes.  O consumo de maconha, cocaína e seus derivados (crack e merla), esmaltes, thinner, cola e outros solventes tende a aparecer de acordo com a intensidade da permanência do jovem nas ruas. Muitas crianças de rua viciadas, usam a droga como substitutos de brincadeiras e os adolescentes de rua  usam drogas para proporcionar momentos de prazer e de fuga da realidade.

 

Algumas crianças e adolescentes de rua, têm consciência dos danos causados pelas drogas, demonstram preocupação com os prejuízos que as drogas causam à saúde e têm um medo muito forte se viciar. Mas, infelizmente, quando estão viciados, essas crianças e adolescentes de rua, perdem a consciência do perigo que as drogas trazem e embarcam de cabeça no vício, sem se darem conta de quanto a droga está destruindo a sua existência.

 

A  adolescência constitui uma época de exposição e vulnerabilidade ao uso de drogas, por isso torna-se importante conhecer os riscos do abuso de drogas e agir de forma preventiva.  As drogas em geral, desencadeiam inconscientemente a satisfação de uma forma tão intensa e plena que é difícil de ser abandonada por quem as experimenta com freqüência. Por isso é tão difícil para alguns usuários, principalmente crianças e adolescentes que vivem nas ruas,  largarem a droga.

 

Drogas e o crime organizado

O maior financiador do tráfico de drogas é o consumidor, que contribui para que os traficantes fiquem mais ricos e os bandidos se armem cada vez mais e imponham um clima de violência. Muitos grandes traficantes  faturam mais que muitas empresas legalizadas. Grande parte do lucro obtido com a venda da cocaína é usada para comprar armas para os soldados do tráfico, que também acabam sendo alugadas para quadrilhas que assaltam bancos, lojas, postos de gasolina, edifícios roubam carga de caminhões nas estradas. O lucro obtido com as drogas também financiam uma rede de corrupção  composta por parlamentares, policiais, advogados e autoridades judiciais que recebem propina de traficantes.

 

Subir um morro tomado por traficantes armados ou ir para bairros afastados para procurar drogas nas bocas de fumo, geralmente é o futuro de alguns usuários de drogas. No início do vício, a grande maioria recebe a droga por amigos, amigos do amigo, pessoas bem vestidas, pessoas conhecidas, pessoas que trabalham com ele, enfim, pessoas que não têm nada a ver com armas, violência, morros, tiros e mortes. Com o tempo, muitos já dependentes da droga começam a se aventurar nos morros, bocas-de-fumo ou locais suspeitos para poder comprar a droga mais barata ou para fazer permuta. Os usuários eventuais que consideram moda ou hábito fumar um baseado, consomem cerca de 70% da maconha que circula no país.

 

Essa falta de contato com a violência do tráfico no morro ou nas ruas, na opinião de muitos viciados leva a falsa impressão de que o uso de drogas nada tem a ver com o mundo do crime.  Quem usa drogas está financiando a próxima remessa e a compra de armas, mas muitos usuários não se dão conta disso porque sempre comprara de pessoas muito parecidas com ele.  O sentimento de que o consumo de drogas tem relação com a violência, só ocorre, quando o usuário presencia ou faz parte da violência. Todas as drogas ilícitas estão relacionadas com o mundo do crime, já que não são obtidas legalmente,  mas a cocaína é a que deixa o usuário mais consciente da violência que pode existir tanto por quem consome, como por quem compra e vende a droga. A grande maioria dos usuários de drogas, que estão presos ou que cometeram crimes,  tais quais a violência doméstica, pequenos furtos, os roubos, roubo a mão armada, as agressões, os estupros, os latrocínios,  as tentativas de homicídio e os homicídios,  estão associados ao consumo ou a falta da cocaína.  

É preciso que a sociedade, faça uma grande reflexão sobre a sua responsabilidade no combate ao narcotráfico.

 

Tipos de viciados

Esses grupos podem se enquadrar em qualquer tipo de droga.

§  Ocasionais: são aqueles que provam uma determinada droga movidos pela curiosidade ou por alguma pressão no momento, e não mais voltam a usá-la. Nesses casos, não ocorre dependência física ou psicológica. e não apresentam nenhum tipo de  transtorno se não usarem mais a droga. Também são chamados de experimentadores.

§  Moderados: São aqueles que já apresentam uma certa dependência psíquica,  e um certo impulso que faz com que eles procuram  mais droga. Dependendo do tipo de droga e do tempo de utilização, estes usuários podem já apresentar algumas alterações leves de comportamento nas áreas afetivas, profissional e familiar.

§  Habituais: Apresentam dependência psíquica acentuada, pois mudam seus hábitos para procurarem fornecedores de drogas (amigos ou traficantes), apresentando modificações evidentes no comportamento habitual, mudanças de humor, criam atritos familiares, trocam o dia pela noite, têm dificuldades em estabelecer ligações íntimas com as pessoas. Têm dificuldades no área profissional.

§  Dependentes químicos: são aqueles que dependem da droga para sobreviver. Fazem da droga seu único objetivo de vida. Não há outro interesse por nenhuma atividade. Nesses casos, as alterações físicas, mentais, e psicológicas são evidentes. O dependente químico é chamado também de toxicômano.

 

Tipos de drogas

Os tipos de drogas mais comuns são as seguintes:

 

Álcool: O consumo excessivo do álcool causa o alcoolismo que  é uma  doença crônica, caracterizada pelo consumo descontrolado de bebida alcoólica, que interfere na saúde física e mental da pessoa, com conseqüências na sua vida social, familiar, escolar e profissional.

 

Anfetaminas: São substâncias que aceleram (estimulam) a atividade do Sistema Nervoso Central (cérebro), que passa então a funcionar mais rapidamente.

 

Benzodiazepina / Ansiolíticos: São tranqüilizantes. São medicamentos que têm a propriedade de atuar sobre a ansiedade e tensão. Acalmam as pessoas estressadas, tensas e ansiosas.   São chamados de ansiolíticos.

 

Cigarro / tabaco: O cigarro mata mais que a cocaína, heroína, álcool, incêndios, suicídios e Aids, juntos.  A principal forma de consumo de tabaco é através do cigarro, que contém além da nicotina, um grande número de substâncias tóxicas para o organismo, entre elas o alcatrão e o monóxido de carbono.

 

Cocaína: A cocaína é uma substância natural, extraída das folhas de uma planta que ocorre exclusivamente na América do Sul.

 

Crack: É um subproduto da cocaína. A droga derivada da folha de coca é resultado da mistura de bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada. Tem alto efeito viciante.

 

Ecstasy: O Ecstasy é uma droga sintética, derivada da anfetamina, fabricada em laboratório.  A pílula ou comprimido garante cerca de seis horas ou mais de embalo sem parar.

 

Esteróides: Esteróides Anabolizantes são drogas fabricadas para substituírem o hormônio masculino testosterona, fabricado pelos testículos. Eles ajudam no crescimento dos músculos (efeito anabólico) e no desenvolvimento das características sexuais masculinas como: pêlos,  barba, voz grossa etc. (efeito androgênico).

 

GHB: O GHB é uma droga sintética à base do ácido gama-hidroxibutirato. O GHB é um anestésico injetável, que até os anos 90 era legal nos EUA.   O GHB também é usado em bebidas e medicamentos para "queimar gorduras" e "aumentar a capacidade para atividades físicas". 

 

Heroína: É uma droga do tipo opiáceo, porque é obtida do ópio.  A heroína é um opiáceo semi-sintético. Porque a droga é obtida da morfina (substância natural do ópio),  através de uma pequena modificação química. A heroína é considerada droga pesada e extremamente perigosa. 

 

LSD: Abreviação de dietilamida do ácido lisérgico. É um alucinógeno fabricado em laboratório.  Produz profundas alterações mentais, tipo alucinações de vários tipos.  O LSD é muito perigoso e  considerado uma  droga pesada. No Brasil, o seu uso é quase irrelevante, em comparação a outros tipos de drogas.

 

Maconha: A maconha é um preparado de folhas secas e amassadas do cânhamo indiano cannabis sativa. A maconha é considerada por especialistas, a droga que funciona como porta de entrada para as drogas mais pesadas. A droga é considerada um alucinógeno.

 

Metadona: A Metadona é um opiácio narcótico sintético de longa duração. Geralmente, costuma ser administrada, sob a forma de xarope, para viciados em heroína a fim de desintoxicá-los detendo assim o mal-estar da dependência, que vai sendo gradualmente reduzida. 

 

Solventes: Os solventes são substâncias capazes de dissolver coisas.  Inalante é um solvente com características de ser uma substância facilmente volátil, e que pode ser inalada, isto é, pode ser introduzida no organismo através da aspiração pelo nariz ou boca. 

 

Formas de uso

 

As drogas podem ser administradas oralmente, aspiradas pelo nariz ou inaladas até os pulmões. Podem também ser injetadas através da pele, de uma camada de gordura, músculo ou dentro de uma veia (via intravenosa). A injeção intravenosa é a via que produz os efeitos mais rápidos.

 

Classificação do uso de drogas

Quanto ao uso de drogas, segundo a OMS, os usuários podem ser classificados em:

 

Uso na vida: uso de droga pelo menos uma vez na vida.
Uso no ano: o uso de droga pelo menos uma vez nos últimos doze meses.
Uso recente ou no mês: o uso de droga pelo menos uma vez nos últimos 30 dias.
Uso freqüente: uso de droga seis ou mais vezes nos últimos 30 dias.
Uso de risco: padrão de uso que implica alto risco de dano à saúde física ou mental do usuário, mas que ainda não resultou em doença orgânica ou psicológica.
Uso prejudicial: padrão de uso que já está causando dano à saúde física ou mental.

Quanto à freqüência do uso de drogas, segundo a OMS, os usuários podem ser classificados em:


Não-usuário: nunca utilizou drogas;
Usuário leve: utilizou drogas no último mês, mas o consumo foi
menor que uma vez por semana;
Usuário moderado: utilizou drogas semanalmente, mas não todos os dias, durante o último mês;
Usuário pesado: utilizou drogas diariamente durante o último mês. A OMS considera ainda que o abuso de drogas não pode ser definido apenas em função da quantidade e freqüência de uso. Assim, uma pessoa somente será considerada dependente se o seu padrão de uso resultar em pelo menos três dos seguintes sintomas ou sinais, ao longo dos últimos doze meses.

 

Motivos que podem levar ao uso de drogas

Existem vários motivos que podem levar um indivíduo para experimentar  uma droga. Geralmente,  destacam-se os seguintes argumentos mais comuns, que podem levar o indivíduo  da experimentação ao caminho do vício:

§  Achar que se usar, não vai se viciar.

§  Condição imposta para participar de determinados grupos, tribos ou facções.

§  Acompanhar os amigos.

§  Desagregação familiar.

§  Influência do meio.

§  Ausência de religiosidade.

§  Correr riscos.

§  Enfrentar desafios.

§  Entrar no grupo.

§  Esquecer os problemas.

§  Provar  que é independente.

§  Usar apenas para relaxar.

§  Conseguir prazer.

§  Participar de orgias sexuais.

§  Satisfazer a curiosidade.

§  Ser livre.

§  Usar como diversão.

§  Sentir um "barato" diferente.

§  Usar para "sonhar" ou "viajar".

§  Usar a droga como solução de seus problemas.

§  Aliviar a angústia ou ansiedade.

§  Usar como uma válvula de escape ou fuga.

§  Aliviar dores.

§  Por curiosidade.

 

Como age o álcool

O álcool talvez seja a droga mais antiga usada pela espécie humana. Assim como outras drogas que causam dependência, o álcool reforça o seu próprio consumo através da ativação do circuito de recompensa do cérebro. O álcool causa vários efeitos agudos, como por exemplo, a embriaguez, tendo como causa mais freqüente a depressão do sistema nervoso central. Os efeitos agudos do álcool têm conseqüências significativas, incluindo a dificuldade de discernimento.   O consumo repetido de álcool pode induzir à tolerância, o que significa que a quantidade necessária para produzir o efeito desejado tem que ser progressivamente aumentada.  O consumo repetido de altas quantidades de álcool, soma alguns efeitos crônicos aos agudos, como a dependência física, lesão dos órgãos (principalmente estômago, fígado e cérebro), elevação da pressão sanguínea e agravamento de problemas médicos.

 

O metanol (álcool vegetal), o etileno glicol (anti-congelante) e outros álcoois, às vezes, são consumidos por engano ou quando não há álcool disponível. O metanol provoca cegueira e o etileno glicol causa sérios  danos aos rins provocando insuficiência renal. Ironicamente, o álcool pode ser utilizado para tratar do envenenamento causado por amos.  O metanol e o etileno glicol são metabolizados  pelas mesmas enzimas que metabolizam o álcool. 

 

As propriedades químicas do álcool permitem que ele seja facilmente absorvido pelo estômago para a corrente sanguínea. Do sangue  ele passa para o cérebro, igualmente sem restrições. O álcool reduz a função cerebral proporcionalmente à sua concentração no sangue. A concentração de álcool no sangue é normalmente dada  e %  de álcool. Esta porcentagem referem-se ao número de gramas de álcool existentes em 100 mililitros (ml) de sangue.

 

Como agem os depressores

Os depressores são drogas sedativas que atuam no sistema nervoso central (SNC) podendo reduzir a ansiedade, induzir ao sono ou até mesmo à anestesia. Os barbitúricos e os benzodiazepínicos são os tipos principais de depressores. Nenhum dos dois tem base em algum produto natural; ambos contêm substâncias químicas sintéticas. Os efeitos e a duração imprevisíveis dos primeiros  derivados do ácido barbitúrico foram sendo subseqüentemente aperfeiçoados. Uma característica continua comum a todos os barbitúricos: existe apenas uma tênue diferença entre uma dose que produz sedação e uma dose que pode provocar a morte. Uma das preocupações associadas ao uso de barbitúricos é a morte acidental por overdose, especialmente, quando há também a ingestão de álcool; a outra é o suicídio. O fenobarbital, ou luminal, é um barbitúrico de ação prolongada eficaz no tratamento da epilepsia. Devido aos seus efeitos de longa duração, o fenobarbital pode produzir um tipo de "ressaca" ao acordar, pois a droga ainda está atuando. Os barbitúricos sintetizados a partir do fenobarbital produzem efeito mais rápido, com duração mais curta, portanto, menos efeito   e menos "ressaca". Entre os barbitúricos de ação mais curta estão o buta, o penta, o hexa e o secobarbital.

 

Os benzodiazepínicos são mais usados que os barbitúricos. O  primeiro composto benzodiazepínico , o dordiazepóxido (Librium) foi descoberto acidentalmente no início da década de 60. Muitas drogas da mesma família estão em uso clínico corrente, como o diazepan (Valium) e triaolam (Halcion). Os benzodiazepíonicos e os barbitúricos podem induzir à tolerância, incrementando o metabolismo, causando a adaptação das células e provocando sintomas na retirada destas drogas. A retirada dos barbitúricos assemelha-se à do álcool, podendo ser bastante séria e oferecer até mesmo risco de vida. Ao contrário dos barbitúricos, a características proeminente dos benzodiazepínicos é a  segurança. Há uma grande diferença entre uma dose que reduz a ansiedade,  induz ao sono ou relaxa a musculatura e uma dose letal, a tal ponto que se torna muito pequena a possibilidade de morte acidental ou deliberada devido ao uso exclusivo destas drogas. Entretanto, a ingestão de benzodiazepínicos acompanhada de álcool já altera este  quadro.

 

Como agem os narcóticos

Os narcóticos são também chamados de opiáceos ou opióides. Outras drogas, especialmente a cocaína, são incorretamente chamadas de narcóticos. Geralmente, os narcóticos sedam, ou sejam, reduzem a atividade do sistema nervoso central (SNC). Entre os narcóticos estão o ópio, um preparado bruto do sumo ou látex das papoulas, a morfina e a codeína, os principais ativos básicos do ópio, algumas substâncias químicas sintéticas e semi-sintéticas como a heroína e o fentanil. A analgesia, ou alívio da dor, e a euforia, uma sensação intensa de prazer e bem estar, são dois efeitos dos narcóticos. A diminuição da respiração acompanha ambos os efeitos e é a causa da morte por overdose. A busca de narcóticos mais efetivos resultou em um novo derivado muito potente do ópio, o fentanil. O fentanil é usado medicinalmente como analgésico. Infelizmente, ele é também muito apreciado pelos dependentes de drogas, que se referem a ele como "China White".

 

As drogas ativas situam-se em todas as partes da papoula. O conteúdo do princípio ativo no látex é de 10%. Narcótico, o nome deste grupo de drogas, deriva de um termo grego para letargia, estado que se assemelha ao sono profundo e que pode ser induzido através dos narcóticos. O ópio tem sido usado por milhares de anos, talvez desde o século XV aC no  Egito.  A falta da morfina durante a Segunda Guerra Mundial levou os cientistas alemães à síntese da metadona, como seu substituto. A metadona tem ação muito prolongada, e evita a euforia em usuários tolerantes. Isto faz dela um dos sustentáculos dos programas de desintoxicação e manutenção.  

O uso abusivo é um problema recente na história dos narcóticos.  A preocupação com os problemas do uso excessivo  de narcóticos e da dependência, intensificou-se pelo mundo inteiro, depois da virada deste século, com a introdução da heroína. A heroína é um derivado semi-sintético da morfina, e é dez vezes mais potente que a morfina, sendo capaz de atingir o cérebro muito mais rápido. Isto explica, em parte, a tendência muito alta do uso excessivo de heroína.

 

Os efeitos do narcótico resultam da interação da droga com os receptores específicos em várias áreas do SNC, incluindo o circuito de recompensa e a medula espinhal.  O uso crônico de narcóticos pode produzir uma tolerância significativa, dependência no usuário e também no feto em gestação. Um usuário tolerante pode precisar de uma dose 50 ou 100 vezes maior que a inicial para alcançar um breve "barato". A parada repentina do uso pode causar efeitos muito intensos e desagradáveis, mas sem risco de vida. Os sintomas da retirada da droga não são tão intensos quanto os da retirada do álcool e dos barbitúricos.  Os sintomas associados à retirada incluem irritabilidade, náusea, vômitos, insônia e pele arrepiada. Ocorrem tremores e movimentos espasmódicos, especialmente dos pés, como se estivesse chutando algo. Os sintomas da retirada diminuem, em média, 7 a 10 dias depois da última ingestão da droga.

 

Como agem os inalantes

O corpo pode absorver substâncias químicas e drogas através dos pulmões por inalação. Esta via de administração vem sendo usada há muito tempo. A conexão mais forte entre os inalantes é a sua via comum de uso. Contudo, a maioria dos inalantes deprime o sistema nervoso centra (SNC), com efeitos agudos muito semelhantes aos do álcool. Na verdade, muitos usuários de inalantes, usam simultaneamente outras drogas, especialmente o álcool. Os efeitos sedativos combinados aos do álcool, podem causar a morte súbita. Os efeitos a longo prazo dos inalantes diferem entre os vários compostos, mas, uma propriedade comum a muitos inalantes, é a neurotoxicidade ou danificação dos nervos.

 

O uso prolongado de agentes neurotóxicos pode causar danos irreversíveis aos nervos dos sistema periférico e central.  Os inalantes podem reduzir o fluxo de oxigênio para o cérebro, o que pode matar células do cérebro. Uma vez que um inalante chega aos pulmões, ele entra na corrente sanguínea. As substâncias químicas no sangue atingem o  cérebro em segundos. O uso excessivo de alguns inalantes  pode causar danos à medula óssea. Isto  pode causar uma produção insuficiente de glóbulos vermelhos. A fadiga constante é um sintoma deste estado. O contato crônico com alguns inalantes pode danificar os rins e o fígado e reduzir suas funções. Se isto acontecer, o corpo fica menos apto para se livrar das toxinas ou produtos  do metabolismo (talvez até do próprio inalante).

 

Foram produzidas várias substâncias químicas voláteis com estruturas muito diferentes, que são usadas na indústria médica e também individualmente. A lista inclui agentes anestésicos, solventes, combustíveis, propulsores entre outros.  À medida que a lista cresce, crescem também as oportunidades de comprometimento e de abuso. Os sintomas agudos do abuso de inalantes começam com a desinibição que pode surgir como excitação, seguida de falta de coordenação, vertigem, desorientação e, então, fraqueza muscular, às vezes alucinações, podendo chegar ao coma e a morte. A morte pode ocorrer cedo e rápido, com  o abuso  de alguns tipos de inalantes, que causam distúrbios no ritmo cardíaco. Isto é chamada  de síndrome da morte súbita por inalação. Os efeitos no coração são mais prováveis, se os níveis de adrenalina forem aumentados através de corrida, excitação ou medo, por exemplo.  Pode ocorrer morte por asfixia, se o inalante for aspirado de um recipiente fechado. O vapor dos inalantes toma o lugar do oxigênio no recipiente e nos pulmões.  A falta de oxigênio não é detectada pelo cérebro durante a intoxicação, devido aos crescentes efeitos sedativos do inalante. No caso de sobrevivência do usuário, podem ocorrer danos cerebrais permanentes.

 

Os efeitos crônicos dos inalantes variam, dependendo do agente. A tolerância pode ocorrer com a maioria deles: com o tempo são necessárias quantidades cada vez maiores para surtir o efeito desejado. Os sintomas de retirada são semelhantes aos do álcool.

Drogas x Prazer

O prazer químico e artificial, provocado pela droga, é muito diferente do prazer sexual, fisiológico e natural.   O prazer químico é solitário e artificial. Geralmente, atinge a máxima intensidade  logo nas primeiras vezes que se usa a droga, e depois com o tempo, quanto mais se usa, mais esse prazer vai diminuindo, devido principalmente à tolerância que a droga causa no corpo. Esse ciclo de prazer, necessidade e tolerância é que gera a dependência. O usuário tem a necessidade vital de se drogar cada vez mais, para tentar atingir aquele ápice do prazer, na fase inicial do vicio, Essa sensação prazerosa que a droga traz, é que incita às pessoas a experimentar uma droga.

A  tolerância

A tolerância consiste na perda de eficácia com o uso, seja pelo aumento da velocidade de eliminação que o organismo desenvolve, seja pela habituação que o tecido alvo, no caso o cérebro, desenvolve para o efeito da substância em uso.  

A tolerância é um fenômeno observado no uso de várias substâncias lícitas e ilícitas. Dentre as lícitas o álcool, os tranqüilizantes e os hipnóticos benzodiazepínicos são os mais conhecidos, dentre as ilícitas tem a maconha, a cocaína com seus correlatos e os derivados da morfina como a heroína. A tolerância significa que para se obter o mesmo efeito que se teve pela primeira vez, é necessário uma dose cada vez maior, até que se chegue a um ponto onde não se consegue mais obter o efeito da primeira vez, mesmo com doses muito maiores. Nesta fase é que ocorre o perigo da overdose. Uma vez que o efeito de inibição da respiração não apresenta tolerância, acaba sendo atingido antes do efeito euforizante.
A tolerância é um resultado não desvinculável da dependência. Quando o usuário começa a precisar aumentar a dose começa a ficar dependente. O efeitos colaterais da dependência só acontecem quando se interrompe o uso da droga. A falta da droga é identificada pela síndrome da abstinência.

 

A dependência

O uso de drogas freqüentemente conduz a um desejo maior de consumir drogas. Muitas drogas usadas de modo abusivo, como a cocaína, podem ativar o circuito de recompensa do cérebro. Os efeitos diretos de uma determinada droga no circuito de recompensa, produzem sensações de prazer, alteram a desempenho,  assim por diante. Os efeitos indiretos de uma droga estão relacionados a determinados ambientes, lugares ou memória. Estes efeitos é que podem dar início a dependência ou reforçar o desejo de consumir drogas.

 

As drogas em geral, desencadeiam inconscientemente, a satisfação de uma forma tão intensa e plena que é difícil de ser abandonada por quem as experimenta com freqüência. Por isso, é tão difícil para alguns usuários largarem a droga e, conseqüentemente, fazem de tudo para obtê-la cada vez mais, não importando de qual maneira a droga vai ser adquirida.

 

O dependente de drogas chega a cometer crimes para manter o consumo de drogas, quando não tem dinheiro para sustentar o seu vício. Ele acaba furtando, roubando e até cometendo crimes mais graves, como assassinatos para obter recursos para alimentar seu vício. O dependente de cocaína, só larga o vício se tiver muita força de vontade. Ele deve fazer uma auto-avaliação e ponderar as perdas que teve na vida com o prazer que sente ao consumir o tóxico e decidir se quer parar. Se o dependente de cocaína não quiser largar o vício, é quase impossível resgatá-lo do mundo das drogas.

 

Tipos de dependência:

 

Dependência psicológica: Em estado de dependência psicológica, o indivíduo sente um impulso irrefreável, tem que fazer uso das drogas a fim de evitar o mal-estar. A dependência psicológica indica a existência de alterações psíquicas que favorece a aquisição do hábito. O hábito é um dos aspectos importantes a ser considerado na toxicomania, pois a dependência psíquica e a tolerância significam que a dose deverá ser ainda aumentada para se obter os efeitos desejados. A tolerância é o fenômeno responsável pela necessidade sempre presente que o viciado sente em aumentar o uso da droga.

 

Em estado de dependência psíquica, o desejo de tomar outra dose ou de se aplicar, transforma-se em necessidade, que se não satisfeita leva o indivíduo a um profundo estado de angústia, (estado depressivo). Esse fenômeno não deverá ser atribuído apenas as drogas que causam dependência psicológica. O estado de angústia, por falta ou privação da droga é comum em quase todos os dependentes e viciados.

 

Dependência física: Consiste na necessidade sempre presente, a nível fisiológico, o que torna impossível a suspensão brusca das drogas. Essa suspensão acarretaria a chamada crise da "abstinência". A dependência física é o resultado da adaptação do organismo, independente da vontade do indivíduo. A dependência física e a tolerância podem manifestar-se isoladamente ou associadas, somando-se à dependência psicológica. A suspensão da droga provoca múltiplas alterações somáticas, causando a dramática situação do "delirium tremens". Isto significa que o corpo não suporta a síndrome da abstinência entrando em estado de pânico. Sob os efeitos físicos da droga, o organismo não tem um bom desenvolvimento.

 

A overdose

Overdose é a quantidade de droga usada acima daquela que o corpo suporta. O organismo humano tem um limite na sua capacidade de metabolização (eliminação) da droga ingerida, que geralmente é feita pelo fígado. A metabolização é a maneira pela qual a droga é decomposta, resultando em outros compostos mais simples que são menos tóxicos que a droga.  Quando a velocidade da metabolização for menor que a da ingestão (aquisição), a droga vai-se acumulando no organismo, chegando a níveis que podem provocar uma parada cardíaca ou respiratória, ou pode ocorrer a depressão geral do sistema nervoso central e, conseqüentemente, a morte. As drogas mais perigosas,  com maiores possibilidades de risco mortal pela overdose, ou seja, que matam durante o uso, por parada cardíaca e/ou respiratória, são as seguintes:

·         Crack.

·         Cocaína.

·         Heroína.

 

A quantidade necessária para provocar uma overdose, varia de uma pessoa para outra, e depende do grau de pureza da droga, da forma de administração e da quantidade ingerida, inalada, aspirada ou injetada.   A possibilidade de overdose, entretanto, é maior quando a droga é injetada diretamente na corrente sanguínea. Nesses casos, a overdose resulta em uma parada cardíaca e respiratória. Geralmente, os sintomas de overdose mais comuns que o usuário apresenta, são os seguintes:

·         Perda da consciência.

·         Coma.

·         Sono repentino e/ou profundo.

·         Desorientação.

·         Não consegue ficar em pé.

·         Respiração lenta ou curta.

·         Parada da respiração: pode evoluir para parada cardíaca.

·         Pulso pode ficar bem fraco.

·         Lábios roxos.

·         Convulsões ou movimentos involuntários.

·         Desmaios.

·         Palpitação.

·         Taquicardia: batimentos do coração ficam mais acelerados.

·         Dor no peito.

·         Vômitos intensos.

 

Após uma overdose, o usuário deve ser levado imediatamente para tratamento de emergência, em um hospital. Os acompanhantes devem informar sobre o uso excessivo de droga,  pela vítima. Devem tentar especificar qual a droga que o usuário estava usando. Geralmente, no caso de overdose, deve-se ajudar a pessoa, fazendo o seguinte:

·         Chamar o resgate ou providenciar ajuda médica imediata.

·         Nunca deixe a pessoa sozinha.

·         Deite a pessoa sempre de lado.

·         Afaste o queixo do peito.

·         Não dê outra droga para combater o efeito.

·         Não tente dá água, líquidos, nem medicamentos pela boca.

 

Caso a pessoa tenha uma convulsão, tome providências para que ela não bata a cabeça no chão ou em algum outro lugar. Proteja a cabeça.

 

Cuidado: A mistura de qualquer droga com álcool ou outras drogas aumenta o risco de overdose, ferimentos, violência, abuso sexual e pode provocar até a morte.

 

A Recaída

O aspecto central da recaída é o chamado "craving", palavra sem tradução para o português que significa uma intensa vontade de voltar a consumir uma droga pelo prazer que ela causa. O craving é a dependência psicológica propriamente dita.

 

Drogas mais consumidas  entre estudantes

 Por ordem, as drogas mais consumidas pelos estudantes brasileiros são as seguintes:

·         Álcool.

·         Cigarro.

·         Maconha.

·         Solventes.

·         Anfetaminas.

·         Cocaína.

·         Alucinógenos.

Obs: O álcool e o cigarro são consumidos mais abertamente pelos estudantes, devido a facilidade e a legalidade do consumo. Para a grande maioria dos estudantes o álcool e  o cigarro não são considerados propriamente, uma droga.  A maconha das drogas ilícitas, é a mais consumida, por causa da facilidade de ser obtida  e devido ao baixo custo. A maconha pode ser comprada entre os próprios estudantes. Muitos traficantes estudam nas próprias escolas e, levam as drogas para a escola para traficar ou comercializar. 

 

A ordem de maior consumo entre maconha, solventes e anfetaminas variam bastante, porque dependem de várias situações tais como, o poder aquisitivo dos pais, localização da escola, se a escola é pública ou particular, medidas de segurança da escola para evitar que pessoas estranhas tenham acesso, ambiente familiar, educação familiar do estudante etc. Todas essas variáveis, influenciam no ranking das drogas mais consumidas entre os estudantes.

 

O uso do solventes também é muito utilizado, principalmente, pelos estudantes da rede pública e por aqueles que têm menor poder aquisitivo, que  moram em bairros periféricos ou do subúrbio.

 

A linguagem das drogas

 O "Trafiquês"  é o vocabulário dos usuários e traficantes. Essa "língua" que é utilizada no mundo das drogas,  muda muito com o tempo, e também com o tipo de droga a que se refere. Essa "língua" é muito utilizada nos negócios, nos presídios e delegacias, nos planos de fugas e entre os usuários e os traficantes.  Quando o usuário sobe o morro ou se aventura em uma boca-de-fumo, ele tem que tentar falar na gíria do traficante. Com o tempo de morro e de boca-de-fumo, o usuário aprende rápido, a se comunicar com os traficantes.

 

Acertar papo

Combinar a propina com policiais

Alemão

Inimigo

Avião

Pequeno distribuidor

Bad trip

Viagem ruim. Efeitos negativos imediatos da droga passam depois de pouco tempo do uso. Pode acontecer com mistura de drogas

Bagulho

Droga

Bagulho farelo

Cocaína ruim, malhada

Bala

Nome dado ao ecstasy

Barão

Traficante de drogas sintéticas

Bater um bagulo

Cheirar cocaína

Beck

Maconha

Bico

Arma de cano curto; pistola; revólver

Bicudo

Arma do cano longo,  fuzil

Bola da vez

Aquele que está marcado para morrer

Bolado

Preocupado

Bonde

Comboio de traficantes

Bote

Ataque surpresa contra o inimigo

Branco

Cocaína

Branquinha

Cocaína

Cabeça

Pessoa, soldado do tráfico

Cabeça feita

Fumar antes de ir a algum lugar, ou fazer alguma coisa

Caldeirão do inferno

Cadeia, prisão

Caô

Conversa fiada

Capa azul

PM

Caretaço

Livre de qualquer efeito da maconha

Carga

A quantidade que o traficante dá ao pequeno distribuidor para vender

Cemitério de pontas

Caixinha ou recipientes plásticos usados para guardar as pontas

Chapado

Sob o efeito de droga

Cheirinho

Mistura de álcool, éter, clorofórmio e essência de frutas

Clubbers

Jovens com cabelos coloridos, roupas brilhantes, piercings e tatuagens espalhadas pelo  corpo.

Dançou

Usuário que foi flagrado fumando

Dar um rolé

Sair da cadeia

Demorou

Bom, ótimo

Desovar (a droga)

Tirar a droga  de um lugar que ela pode ser descoberta, para outro seguro

Dichavar o fumo

Soltar a maconha compactada em tijolos ou seus pedaços e separar as partes que lhe dão gosto ruim

Doce

O mesmo que LSD.

Dólar

Maconha

Embuchar parceiro

Botar droga no carro ou na casa do inimigo e, depois, denunciá-lo a polícia

Esparadrapo

Algemas

Farinha

Cocaína

Ferramenta

Arma

Figurinha carimbada

Bandido conhecido; policial que pratica a mineira (extorsão)

Fininho

Maconha

Firma

Boca-de-fumo; ponto de venda de drogas

Flash-back

Sensação reincidente que acomete usuários de drogas alucinógenas, a exemplo do LSD.

Fritar

A expressão é usada quando o consumidor de ecstasy está em um alto estágio de hipertemia, suando  muito.

Funcionário

Pessoal que trabalha na delegacia ou cadeia

Geladeira

Cadeia

Irmão

Outro traficante do grupo

Larica

Fome química

Levantar o balão

Ajudar outro bandido que caiu em desgraça

Loló

Mistura de álcool, éter, clorofórmio e essência de frutas

Lombrado

lugar cheio de inimigos ou de inimigos de outra facção

Maleta

Aparelho para grampear telefone celular

Máquina

Arma

Maricas

Cachimbo tradicional

Marijuana

Maconha

Marofa

Fumaça da maconha

Marreco

Novato

Matar a lara

Matar a fome química

Meota

Metade de um LSD ou de um ecstasy. Há outra medida, o "quartinho" (1/4).

Metralha

Metralhadora; pessoa que fala demais

Mocós

Esconderijos da droga

Mocosar

Esconder

Nóia

Preocupação

Pacau

Maconha

Palha

Droga muito misturada; qualidade de droga ruim

Papo reto

Conversa franca, sem mentiras

Parada

Negócio com drogas

Patrão

Fornecedor de cocaína

Pedra

Cocaína

Pedra azul

Cocaína muito pura

Peixe pequeno

Pequeno fornecedor de drogas sintéticas.

Preto

Maconha

Pifão

Bebedeira

Pista sinistra

Lugar cheio de policiais ou inimigos de outra facção

Pontas

Parte final da maconha não fumada

Queimar um

Fumar

Rave

Festas regadas a música eletrônica, geralmente com duração longa, que pode passar das 48 horas.

Ravers

Freqüentadores de raves

Roer

Levar vantagem

Rolar

Preparar um cigarro

Rolê

Dá uma volta

Sangue

O mesmo que sangue bom; gente boa

Sequelado

Estado físico provocado por extremo cansaço ou depressão provocado pelo uso de drogas.

Skank

É uma variedade de maconha  que é cultivada em laboratório ou estufas; é mais forte.

Sujeira

Situação perigosa

Sussu

Sossego

Tá  babado

Lugar cheio de policiais

Tapas

Tragadas

Tio

Traficante velho

Traçado

Mistura de droga com outro produto

Vacinar

Fazer uma tatuagem que identifica o bandido no grupo

Vaposeiro

Pequeno distribuidor

Vassoura

Arma de cano longo; fuzil

Xuxar o bonde

Levar o bonde; conduzir o comboio de traficantes

Zoar

Incomodar; perturbar

 

Drogas e a Hepatite C

A Hepatite Viral C (HVC) é  uma doença infecto-contagiosa que causa inflamação no fígado com evolução aguda ou crônica, podendo essa infecção levar o paciente a  ter uma doença crônica,  hepatocarcinoma (câncer no fígado), ou uma cirrose do fígado.   A infecção é transmitida pelo contato com o sangue de um indivíduo infectado pelo vírus.  É uma doença  que constitui um importante problema de Saúde Pública no Brasil, porque as vezes é assintomática, e o indivíduo  só descobre que está com a doença quando vai doar sangue, ou em algumas situações  específicas quando faz exames de sangue mais complexos. Em alguns casos quando o indivíduo descobre que está com a doença o seu fígado já está irremediavelmente comprometido, sendo o transplante do fígado o único recurso disponível.

 

O consumo do álcool costuma ser uma das causas freqüente da progressão acelerada da hepatite C, porque sobrecarrega muito mais o fígado, que já esta com as suas funções prejudicadas o que compromete todo o seu funcionamento.  Não só as drogas injetáveis , como também as outras drogas ilícitas, também comprometem as funções do fígado. O usuário de drogas geralmente tem o seu fígado mais prejudicado em suas funções do que uma pessoa que não usa drogas. Quando ele se infecta também com o vírus da Hepatite C, o fígado se deteriora mais rapidamente, comprometendo ainda mais a qualidade de vida do viciado.

 

A taxa de progressão da doença é geralmente muito lenta, na maioria dos casos dura décadas. Mas em alguns casos, a doença pode progredir rapidamente, levando à morte  pelo comprometimento total do fígado. Não existe vacina contra o vírus HVC,  o que torna  a doença a mais letal das Hepatites com um índice de mortalidade de 10 a 15% dos infectados. A Hepatite C  atualmente é considerada  a maior causa de cirrose hepática e transplantes de fígado no mundo. 

 

Grupos de risco: Os indivíduos que pertencem ao grupo de risco, são aqueles que têm uma tendência maior de contato com o vírus, e contraírem a infecção.

·         Usuários de drogas injetáveis, principalmente os que compartilham agulhas e seringas. 

·         Alcoólatras.

·         Indivíduos que estão presos ou estiveram presos e mantiveram relações sexuais dentro do presídio com outros  presos.

·         Pessoas que fizeram tatuagens.

·         Pessoas que usam piercing

·         Indivíduos que fazem sexo sem proteção e/ou com vários (as) parceiros (as).

·         Pessoas que participam de orgias sexuais, sem camisinha.

·         Homens que têm contatos sexuais, com mulheres durante a menstruação,

Obs:   O usuário de drogas na sua grande maioria,  pelo menos em um período de sua vida dentro do mundo das drogas, já se aplicou droga na veia e  compartilhou a mesma seringa com outros viciados, consumiu bastante álcool sem controle,  colocou piercing e fez tatuagens em lugares suspeitos, já esteve preso por algum delito e, fez ou foi obrigado a fazer sexo com outros presos,  fez sexo sem proteção com várias pessoas ou se envolveu em verdadeiras orgias sexuais quando estava drogado. Infelizmente, quando entrevistados, a grande maioria dos dependentes de drogas, afirmam que já passaram por uma ou algumas situações mencionadas anteriormente.  A droga faz com que o usuário perca o controle da sua vida naquele período e não se preocupe com a sua segurança e nem com a dos outros. Por isso que, vários viciados estão contaminados tanto pelo vírus da hepatite C como também pelo vírus do HIV, ao mesmo tempo.

 

Transmissão: O vírus da Hepatite C só é transmitido pelo sangue, através de transfusão de sangue ou outro tipo de contato direto (sangue com sangue). Os usuários de drogas e os alcoólatras devem tomar muito cuidado com a infecção pelo vírus da Hepatite C, porque a doença pode debilitar mais rapidamente o fígado comprometido.

 

·         Via parenteral é considerada a principal: transfusão de sangue total ou de seus derivados ( plasma, concentrado de hemácias, plaquetas). Mas, os testes sorológicos Anti-HVC na seleção de doadores de sangue, reduziu o risco de contágio por transfusão a cerca de 0,5%, perdendo a infecção, gradativamente, o rótulo de "hepatite pós transfusional"

·         A transmissão da hepatite C também pode ocorrer, entre os viciados de drogas injetáveis. Isso acontece, porque, quando injetam a droga através da seringa, eles misturam a droga com seu sangue, para só depois injetar na veia. Essa seringa contaminada, é passada de mão em mão, para que os outros usuários também possam se aplicar. Todo esse processo ou ritual, pode contribuir para a contaminação do grupo de viciados, caso algum deles esteja com o vírus da Hepatite C.

·         Por relação sexual, principalmente com intercurso anal ou intercurso com trauma, em que apresente contato sanguíneo. O viciado em drogas não tem muito controle sobre o seu corpo quando está drogado, e pode perfeitamente, se sujeitar a ter relações sexuais sem proteção, com indivíduos contaminados tanto com o HVC quanto o HIV. Depois que passa o efeito da droga, muitos nem se lembram que fizeram sexo.

·         Aleitamento materno também pode transmitir a doença para o bebê, caso os mamilos estejam rachados e sangrando. Mulheres dependentes de drogas, que não cuidam da saúde dos mamilos, caso estejam contaminadas pelo vírus da Hepatite C, podem transmitir a doença  para o bebê, através do leite materno, quando o bebê mama no peito e  estes estejam rachados e sangrando.

·         Transmissão vertical mãe-filho pode ocorrer, através do parto. Estudos comprovam que 5% das crianças nascidas de gestantes portadoras do vírus nascem com o vírus. Mulheres viciadas em drogas, geralmente não fazem pré-natal e não se cuidam durante o período da gravidez, contribuindo ainda mais para a transmissão vertical mãe-filho. Gestantes que além do HVC ainda tem o HIV (vírus da AIDS), correm o risco de aumento da transmissão vertical, das duas doenças para o bebê.

·         Através das secreções vaginais que contenham sangue.

·         No período menstrual a mulher sangra, portanto pode  transmitir a Hepatite C mesmo com preservativo, é interessante que nesse período, ela não mantenha relações sexuais por causa do risco de transmissão da doença.

Exames para detecção de drogas

A análise toxicológica para verificação do consumo de drogas vem sendo utilizada no meio profissional, no esporte, no auxílio e acompanhamento da recuperação de usuários em clínicas de tratamento e em pesquisas. Há testes disponíveis para a detecção de qualquer tipo de substância psicoativa (maconha, cocaína, barbitúricos, opiáceos, anfetaminas e êxtase).

Atualmente, há três tipos de exames capazes de detectar a presença de drogas no organismo:

Exame de Urina: As drogas são geralmente destruídas (metabolizadas) pelo fígado e eliminadas pela urina. Portanto, analisar a urina em busca de metabólitos das drogas, é um dos métodos para se detectar a presença do consumo de drogas. A urina é geralmente aceita como amostra para verificar o uso recente de drogas de abuso, mas não permite distinguir o usuário ocasional do abusivo ou do dependente. O período de duração da detectabilidade das drogas varia de acordo com a freqüência e intensidade do uso das mesmas. A análise de amostras de urina podem detectar o uso de maconha e de cocaína em períodos mais longos. Já o álcool é metabolizado e eliminado rapidamente, e os exames toxicológicos detectam somente o uso feito nas últimas horas.

Exame de Sangue: Pesquisa direta da droga no sangue. O exame de sangue possibilita apenas verificar o uso recente de substâncias (algumas horas). Este exame é realizado em centros especializados. O exame de sangue pode detectar vários tipos de drogas consumidas recentemente.

Teste do Cabelo:  A análise de amostras do cabelo ainda não é considerada válida por ter sua eficácia e utilidade sendo discutida no meio cientifico. Portanto, a credibilidade deste tipo de teste precisa de mais estudos.  O cabelo cresce cerca de um centímetro por mês. A base do fio está dentro do couro cabeludo e é ricamente irrigada pelo sangue. Quando alguém usa uma droga, parte da substância é absorvida pelo sangue que irriga o couro cabeludo e se deposita no cabelo. Quando ele cresce, leva a droga acumulada consigo. Com isso, o teste do cabelo seria capaz de detectar o consumo de drogas por vários meses (cada centímetro de cabelo seria um mês de uso).

Programa de redução de danos no Brasil

O uso regular de drogas de drogas injetáveis não causa danos somente aos usuários, mas também ao círculo social ao qual está envolvido e, em algumas circunstâncias, à sociedade como um todo. Esses danos incluem o risco de overdose e o risco de transmissão de doenças infecto-contagiosas (HIV, hepatite e outras doenças transmitidas por via sanguínea) por meio do compartilhamento de seringas usadas em locais públicos.

 

O artigo publicado na publicação mensal Cadernos de Saúde Pública, teve como objetivo avaliar a efetiva implementação e operação das políticas de redução de danos relacionadas ao uso de drogas injetáveis pelas organizações não governamentais e agências governamentais do Brasil. O alvo da pesquisa foi a troca de seringas usadas – e outros materiais utilizados na administração e usos dessas drogas, principalmente a cocaína no País – por seringas novas evitando a transmissão de HIV e de outras doenças transmissíveis pelo sangue, e o declínio de comportamentos de risco dos usuários de drogas injetáveis (denominados pela sigla UDIs).

 

Um estudo, coordenado pela Organização Mundial de Saúde em 1999/2001, com usuários recrutados em áreas comuns ao uso drogas, apresentou uma substancial redução nas taxas de infecção por HIV no Rio de Janeiro, de 25% para aproximadamente 8%, paralelamente ao declínio das taxas de infecção por outras doenças, como a hepatite B e C. Um declínio similar foi observado em duas outras cidades que constavam do estudo: Santos e Salvador. As razões do declínio, nas três cidades observadas, incluíam a saturação desse segmento da população, cujo tamanho é relativamente pequeno e restrito; a transformação dos redutos de compartilhamento e uso de drogas; a mudança espontânea de comportamento dos UDIs (comportamentos mais seguros); e o papel dos programas de prevenção, ajudando usuários de drogas e reforçando suas mudanças comportamentais em atitudes menos danosas e arriscadas.

 

O primeiro programa de troca de seringas foi implementado na Holanda, em 1984, em razão do alarmante crescimento de hepatite B e C, entre os usuários de drogas injetáveis. No Brasil, a primeira tentativa de implementação do programa ocorreu na cidade de Santos em 1989, mas o Ministério Público de São Paulo embargou o projeto com base no artigo No. 6,368/76, pois o considerou estimulador da disseminação e do consumo de drogas. Só em 1995, a partir da iniciativa do Centro de Estudos e Tratamento de Abuso de Drogas - CETAD, da Escola de Medicina da Universidade Federal da Bahia e com o suporte do Estado e do governo de Salvador,  foi implementado o primeiro programa brasileiro de trocas de seringas em Salvador, Bahia.

O Tratamento

A droga é uma doença.  Essa percepção fundamental para todos os tratamentos, só foi adotada pela comunidade médica, quinze anos atrás, quando a neurobiologia, ciência que estuda a ação das drogas sobre o sistema nervoso, aprofundou seus conhecimentos sobre os caminhos de ida à dependência e os atalhos para voltar dela. Reconheceu-se , então a adição, ou seja, a predisposição de algumas pessoas em se tornar dependentes de certas substâncias e comportamentos (caso dos compulsivos por sexo, comida ou jogo).

 

Internamento hospitalar: Apesar de tratamentos psiquiátricos sem internação compensarem do ponto de vista financeiro, estudos indicam que pacientes com tendência suicidas internados para tratar dependência química, são menos propensos a experimentar recaídas, no uso de álcool e drogas.  Os procedimentos de internação, são caros, mas, geralmente os dependentes químicos com tendências suicidas freqüentemente, precisam de vários tipos de cuidados físicos e mentais, repetidas vezes.  Se o tratamento intensivo de fato conseguir mantê-los afastados das drogas por longos períodos, ele compensa os custos e pode reduzir as pressões financeiras sobre o sistema de saúde público.

 

Clínicas de desintoxicação: As clínicas de internamento e desintoxicação para usuários dependentes de drogas, na sua grande maioria são caras e muitas famílias não têm condições de internar o seu filho ou parente,  para uma desintoxicação.  Os governos estaduais, através das suas Secretarias de Assistência Social oferecem alguns desses serviços gratuitamente. As famílias necessitadas, devem entrar em contato com essas instituições.  Muitos grupos de apoio e organizações não-governamentais, oferecem este tipo de serviço gratuitamente ou através de pequenas taxas mensais. As famílias dos usuários  e dependentes de drogas, devem tentar entrar em contato com as mesmas, para que o tratamento de desintoxicação seja iniciado o mais rápido possível.

 

Grupos de apoio: São entidades que ajudam os usuários de droga a se conscientizar do prejuízo que o uso e consumo de drogas causam na sua saúde, na esfera social e no seu ambiente familiar. A grande maioria desses grupos de apoio têm como fundadores ex-usuários, que se libertaram e se desintoxicaram, e querem também ajudar outros viciados a se libertarem.

 

Ouvir o outro, compartilhar os mesmos sentimentos de angústia e dificuldades, é o  primeiro passo para a recuperação do viciado.

Conseqüências após uso prolongado

Todos os efeitos imediatos, que o viciado experimenta e desfruta nos primeiros meses de uso de muitas drogas,  tais quais euforia, agitação, sensação de prazer, ansiedade, excitação sexual e, a sensação indescritível de viajar, dá lugar a outras situações completamente diferentes. Quando o viciado fica dependente das drogas, ele não liga mais pra nada, tudo perde o valor. Perdem-se as amizades e tem dificuldade de fazer novas, causam conflitos dentro da família, seu desempenho profissional e/ou escolar cai gradativamente, falta ao trabalho, rompe laços com o seu ciclo de amizade e sua vida social fica  completamente abalada.

 

A longo prazo, o uso de muitas drogas, pode ainda levar o usuário a ter conseqüências  a nível biológico, emocional, psicológico e psiquiátrico.  Algumas conseqüências podem ser permanentes, independente de usar ou não a droga. Essas conseqüências a longo prazo dependem muito do tipo de droga, idade do viciado, quantidade e tempo de exposição ao vício.

Conseqüências do uso de drogas durante a gravidez

Os bebês nascidos de mães viciadas no uso de drogas durante a gravidez podem nascer também dependentes da droga, com baixo peso, prematuros ou já nascerem com lesões  e deficiências mentais e físicas. As crianças que foram geradas enquanto a mãe fazia uso de drogas, também podem ter mais dificuldade para aprender, do que crianças geradas por mães que não utilizam drogas antes e nem durante a gravidez.

 

A cocaína é uma das drogas ilícitas que mais causam problemas graves tanto na gestante como no seu bebê. O uso da cocaína durante o período de gravidez, pode contribuir para várias conseqüências a curto e a longo prazo para a criança. Dentro do útero a cocaína atravessa a placenta e alcança o feto em desenvolvimento. A alteração das funções dos neurônios ou conexões de neurônios pode resultar da exposição à droga durante os estágios críticos do desenvolvimento do cérebro do feto.  O uso da cocaína  e dependendo dessa quantidade no sangue da mãe, pode resultar em descolamento prévio da placenta.  O aumento da mortalidade pré-natal em adolescentes viciadas pode ser atribuído em grande parte, ao vicio da cocaína.

Atenção:

As primeiras doses de qualquer droga, geralmente são  oferecidas de graça ou com o intuito de que você deve experimentar antes, para depois dizer, se foi bom ou ruim. Muitos argumentam que só uma dose ou um comprimido, não vai viciar e nem trazer nenhum risco, só  "prazeres".  O fornecimento da primeira dose  ou pílula, quase sempre é através de pessoas conhecidas ou que você considera amigos. Tome muito cuidado com aqueles que chama de "amigos", e que oferecem drogas pra você experimentar, eles podem levá-lo para um lugar que mais tarde vai ser difícil de deixar: O Mundo das Drogas.


Dúvidas de termos técnicos  e expressões, consulte o glossário específico de Doenças Neurológicas ou o glossário geral.