TESTE DA ORELHINHA


Definição

A Triagem Auditiva Neonatal  ou  Teste da Orelhinha, como é conhecido popularmente, é o rastreamento auditivo de todos os recém-nascidos, com o objetivo de detectar deficiência auditiva.  Através da triagem audiológica, 50 a 70%  das deficiências auditivas podem ser diagnosticadas ainda no berçário.   O teste deve ser realizado, preferencialmente ainda no período neonatal, antes do bebê ter alta da maternidade.  Os pais cujos bebês não passaram pelo teste no hospital, podem e devem fazer o "Teste da Orelhinha" em centros de saúde, clínicas e hospitais que realizam o teste.

O diagnóstico de deficiência auditiva permite que o bebê  tratado até o sexto mês de vida, possa  desenvolver tanto a linguagem quanto a comunicação oral, próxima a de uma criança ouvinte, logicamente, dependendo do nível de surdez apresentado pela criança.

O diagnóstico após seis meses traz prejuízos inaceitáveis ao desenvolvimento da criança. Quanto antes for detectada uma deficiência auditiva, mais cedo poderá ser iniciado o tratamento e maiores as chances do bebê recuperar a audição. O tratamento precoce da surdez evita problemas de comunicação e de adaptação da criança.

Sinonímia

O Teste da Orelhinha também é conhecido pelos seguintes nomes:

·         Teste do Ouvidinho.

·         Triagem Auditiva Neonatal Universal.

A triagem

Todos os recém-nascidos devem fazer o teste, principalmente aqueles que nascem com os seguintes fatores de risco:

·         Baixo peso.

·         Prematuros.

·         Recém-nascidos com mais de cinco dias em UTI.

·         História familiar de deficiência auditiva congênita.

·         Recém-nascidos de mães com rubéola, citomegalovírus e toxoplasmose.

·         Recém-nascidos que apresentam anomalias crânio-faciais.

Após o nascimento do bebê, o Teste da Orelhinha deve ser realizado sempre que possível até 28 dias de nascido, o que não impede de fazê-lo após esse período.

O teste

O teste é um exame simples, indolor, não-invasivo,  sem nenhuma contra-indicação, de rápida execução que não dura mais que cinco minutos e é feito quando o bebê está dormindo. O teste é feito com um fone colocado na orelha do bebê, que produz um estímulo sonoro e capta o seu retorno, avaliando o funcionamento do ouvido interno. Os dados são registrados no computador, que fornece um gráfico com os resultados.  Caso haja qualquer suspeita de perda auditiva, a criança é encaminhada para uma avaliação audiológica completa.

A técnica mais utilizada para a triagem auditiva neonatal é o Teste de Emissões Otoacústicas Evocadas - EOAs.

Principais causas de distúrbios auditivos

Recém-nascidos:

·         Peso abaixo de 1,5 quilos.

·         Doenças infecciosas transmitidas pela mãe: Rubéola, Citomegalovirose, Toxoplasmose e Herpes.

·         Recém-nascido prematuro.

·         Exposição a drogasototóxicas.

·         Meningite bacteriana.

Após o primeiro mês:

Os principais fatores de risco para crianças desenvolver problemas auditivos, pelo menos até os dois anos de idade são:

·         Meningites bacterianas e outras infecções.

·         Traumatismo cranianos acompanhados de perda de consciência ou fratura.

·         Otites de repetição.

·         Sarampo.

Diagnóstico tardio

Os bebês que nascem com problemas de audição, de um ou dos dois ouvidos, necessitam receber ajuda especializada até os seis meses de idade, entretanto a maioria só é diagnosticada muito tarde em torno de 3 a 4 anos de idade.  O diagnóstico tardio, resulta em intervenção tardia (após seis meses de idade) acarretando prejuízos que podem ser irreversíveis ao desenvolvimento da criança. Além do atraso ou até a impossibilidade de falar, também as áreas emocional, social e cognitiva poderão ser afetadas.

Exames da triagem neonatal

Os testes de triagem neonatal são exames que podem detectar precocemente doenças congênitas, sintomáticas e assintomáticas nos recém-nascidos. Esses exames devem ser feitos nos primeiros dias de nascimento do recém-nascido. A triagem neonatal ajuda a identificar e diagnosticar doenças, distúrbios e deficiências no organismo, antes mesmo dos sintomas surgirem no bebê aumentando as chances de cura e complicações futuras.

Através da triagem neonatal o curso natural da doença pode ser alterado devido às ações preventivas e as terapêuticas implementadas precocemente que visam minimizar os riscos, complicações e as sequelas da doença.  Em alguns casos de doença congênita grave, até a morte do recém-nascido pode ser evitada através dos resultados da triagem neonatal.

Caso seja diagnosticada uma doença através da triagem, o tratamento adequado pode ser implementado o mais precocemente possível. Em alguns casos mais graves, o bebê deve ser transferido para um centro de referência especializado para que seja submetido ao melhor  tratamento possível. Os testes da triagem neonatal de preferência devem ser realizados na maternidade antes da alta hospitalar do bebê.

·         Teste do pezinho: triagem biológica (3º ao 5º dia de vida).

·         Teste do olhinho: triagem ocular (logo após o nascimento).

·         Teste da orelhinha: triagem auditiva (2º ao 3º dia de vida).

·         Teste do coraçãozinho: triagem cardíaca (2º ao 3º dia de vida)

 


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