GRIPE INFLUENZA A (H1N1)


 

Definição

É uma doença respiratória aguda causada pelo vírus A (H1N1). É popularmente mais conhecida como gripe suína. Este novo subtipo do vírus da influenza é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.  A doença vem sendo causada por um vírus composto por segmentos dos genes humanos, da ave e do porco.

A gripe A (H1N1) foi considerada a primeira pandemia do século 21.

 

Histórico

A gripe apareceu pela primeira vez no México.  Depois foi se propagando para os Estados Unidos e com o passar dos meses para outros países.  Alguns países, informaram que o México demorou a notificar a Organização Mundial de Saúde (OMS), sobre o aparecimento da nova gripe influenza A H1N1 e, sobre a quantidade de infectados no país e dos óbitos que ocorreram.

 

Agente etiológico

Vírus Influenza, tipo A, subtipo H1N1. Vírus altamente contagioso e comum entre os porcos. O vírus recebeu material genético de seres humanos, porcos e aves. A análise do vírus influenza A/H1N1 sugere que ele tem uma combinação de características das gripes suína (porcos), aviária (aves) e humana (seres humanos).

 

Grupo de risco

São aqueles indivíduos que estão em determinados grupos que podem desenvolver complicações decorrentes da doença com mais freqüência:

·         Crianças pequenas abaixo de dois anos.

·         Pessoas com idade maior que 60 anos

·         Portadores do vírus HIV.

·         Pacientes em tratamento de câncer.

·         Pacientes que fazem quimioterapia.

·         Mulheres grávidas.

·         Pessoas obesas.

·         Pessoas  com Diabetes.

·         Pessoas em uso regular de corticosteróides.

·         Cardiopatas.

·         Pessoas com depressão imunológica por qualquer motivo.

 

Transmissão

A transmissão do vírus ocorre pelo ar, de pessoa para pessoa ou pelo contato com secreções de pessoas infectadas.

 

Período de transmissibilidade

O risco de transmissão do vírus entre humanos é maior nos primeiros dez dias de contato. O prazo para adultos é em média de 7 dias e, para crianças, de 14 dias.

 

Sinais e sintomas

As manifestações clínicas da gripe A (H1N1) são parecidas com as  de um resfriado comum, por isso a dificuldade para o diagnóstico correto. Geralmente, os pacientes se queixam dos seguintes sintomas:

 

Sintomas iniciais:

·         tosse;

·         dor de cabeça forte;

·         febre repentina acima de 39º;

·         dor na garganta;

·         fraqueza;

·         dor nos músculos (mialgia);

·         dor nas articulações (artralgia);

·         inapetência (falta de apetite);

·         náuseas;

·         vômitos;

·         diarréia;

·         coriza;

·         irritação nos olhos.

 

Casos graves:

·         dificuldade para respirar;

·         mal-estar geral;

·         dores pelo corpo;

·         taquicardia;

·         febre alta;

·         cansaço  extremo;

·         apatia;

·         sonolência.

 

Diagnóstico

·         Anamnese.

·         Exame clínico.

·         Exame físico.

·         Exames laboratoriais.

·         RX de tórax.

 

Obs: A amostra respiratória deve ser coletada nos quatro a cinco primeiros dias da doença, e examinada em laboratório. Algumas pessoas contaminadas e principalmente crianças, podem transmitir o vírus por dez dias ou mais.

 

Tratamento

O tratamento precoce é fundamental para evitar as complicações da doença. O tratamento é diferenciado conforme a sintomatologia e intercorrências apresentadas pelo paciente.

 

Sintomas leves: o médico vai indicar isolamento domiciliar e afastamento do trabalho, conjuntamente com o início do tratamento sintomático. Nestes casos não será feita confirmação laboratorial.

Sintomas graves: quando o quadro clínico inspirar cuidados ou for grave, indicando necessidade de internação, o paciente será encaminhado para hospital de referência.

 

A confirmação da nova gripe por exame laboratorial será feita apenas nos casos graves ou em amostras, no caso de surtos localizados.

 

Os medicamentos Tamiflu (oseltamivir) e Relenza (zanamivir)  utilizados contra a gripe aviária, também são considerados eficazes contra o vírus H1N1.  Os remédios devem ser usados nos estágios iniciais da doença para terem efeito.

·         Oseltamivir (Tamiflu) é um fármaco antiviral seletivo contra o vírus influenza dos tipos A e B, produzido pelos laboratórios Roche sob o nome comercial Tamiflu®. O medicamento feito a partir deste princípio ativo foi o primeiro a ser usado na epidemia de gripe suína que se iniciou em 2009 no México. O Tamiflu deve ser usado com cuidado devido aos seus efeitos colaterais, principalmente em relação as reações hepáticas.

 

·         Zanamivir (Relenza) é um inibidor potente e altamente seletivo da neuraminidase, enzima de superfície do vírus influenza. É fabricado pelo laboratório GlaxoSmithKline (GSK). A atividade do zanamivir é extracelular, reduzindo a propagação dos vírus influenza A e B e inibindo a liberação dos vírions infecciosos do influenza das células epiteliais do trato respiratório. Relenza está indicado na profilaxia e no tratamento da gripe causada por influenza  dos tipos A e B em adultos e adolescentes (>= 12 anos).

 

 

Cuidados e precauções para os profissionais de saúde

Alguns cuidados preventivos são necessários ser implementados pelos profissionais de saúde que manipulam e cuidam de pacientes com a doença confirmada: 

·         Isolamento respiratório.

·         Restrição do número de profissionais que atendem os pacientes.

·         Isolamento de contato (luvas não estéreis, avental de mangas longas). O CDC dos Estados Unidos recomenda até proteção ocular.

·         Máscara N95 para os profissionais de saúde (apesar da transmissão por gotícula, até melhor conhecimento do vírus, esta é a máscara recomendada).

·         Lavagem freqüente das mãos ou uso de soluções alcoólicas.

·         Restringir o número de visitas ao paciente

 

Medidas preventivas

As medidas preventivas em relação a gripe A (H1N1) são ações que visam priorizar as medidas para a redução da mortalidade, o fortalecimento da infraestrutura e impedir a disseminação do vírus.

 

Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas: (fonte Ministério da Saúde)

·         Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência em áreas afetadas. Substituir as máscaras sempre que necessário.

·         Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.

·         Evitar locais com aglomeração de pessoas.

·         Evitar o contato direto com  pessoas doentes.

·         Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

·         Evitar tocar olhos, nariz ou boca.

·         Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.

·         Não usar medicamentos sem orientação médica.

·         Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes às áreas afetadas.

 

Obs: A proteção da máscara cirúrgica comum é limitada e perde a validade após duas horas de uso.

 

Aos viajantes  procedentes de áreas afetadas: (fonte Ministério da Saúde)

Os viajantes procedentes, nos últimos 10 dias, de áreas com casos confirmados de influenza A (H1N1) em humanos e que apresentem febre alta repentina, superior a 38ºC, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações, devem:

·         Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.

·         Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.

 


 

Dúvidas de termos técnicos e expressões, consulte o Glossário Geral.